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25/02/2014 09:23

“And the Oscar goes to”... Criatividade e Tecnologia!

Por Rodrigo Assaf (*)

Todo ano, o Oscar leva ao mundo o que a indústria cinematográfica produz de melhor. Claro que, Hollywood é um importante parâmetro para o cinema mundial. Afinal, os grandes estúdios sabem o que “vende”, repetem padrões e apostam em produções que trazem em si a fórmula do sucesso. Neste contexto, vale um bom roteiro, atores de primeira e efeitos inovadores, com uma pitada de competência e tecnologia pra colocar tudo rodando em sintonia, principalmente com um custo interessante para o estúdio e investidores.

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A inovação tecnológica passou a ser um fator fundamental no contexto da criação de diversos filmes e caminha quase que à velocidade da luz. Basta ver os remakes de filmes que viraram ícones nas décadas de 80/90 e, cujas refilmagens, deixam seus antecessores com aparência de ultrapassado, pelo menos em termos de efeitos especiais. King Kong, Superman e Planeta dos Macacos são bons exemplos. Mesmo a animação 3D tem reinventado clássicos, como Scrooge e Tarzan.

Toda essa evolução da computação gráfica e a tecnologia de animação trouxe uma nova realidade em efeitos especiais que merecem um Oscar à parte. Aliás, a opinião não é só minha. Neste ano, o software Mudbox, que possibilita que os desenvolvedores utilizem recursos poderosos de design que avançam a arte de escultura digital e pintura digital para produção de filmes, contribuiu para que seus desenvolvedores fossem um dos vencedores do Oscar das áreas Técnica e Científica do evento anual da Academia de Artes e Ciências de Animação Cinematográfica.

A tecnologia é agregadora e facilita a entrada de países que antes não se arriscavam em investir seriamente em uma animação 3D, por exemplo. A universalização do sucesso de Hollywood passa pela mão de softwares que possibilitam que produções brasileiras tenham qualidade, design gráfico e efeitos tão incríveis como os produzidos nos Estados Unidos. E o Brasil já possui importantes e diversos filmes publicitários, seriados e novelas que utilizaram a mesma tecnologia referência.

O mais interessante é saber que estes softwares utilizados para construir cenários e projetar cidades virtuais e imaginárias na sétima arte são os mesmos que engenheiros e arquitetos usam para visualizar a construção de pontes, estradas e toda a infraestrutura urbana no Brasil. Em tempos em que as atenções estão voltadas para a premiação do Oscar, é importante refletir que, muito além do enredo, a concepção e o sucesso, uma produção cinematográfica está - de alguma forma - ligada às indústrias da engenharia, design, broadcast e publicidade.

Outro método que foi muito utilizado por filmes de animação 3D é o escaneamento a laser de personagens modelados em argila com o intuito de não perder a criatividade artística de designers de personagens que utilizam métodos de criação não digitais. Atualmente, a captura desta realidade é possível também com o uso de fotos.

A publicidade brasileira adotou intensivamente o uso de tecnologia dos filmes de Hollywood. Desde a criação de mascotes em três dimensões que ganharam vida nas propagandas como o uso de software de edição, finalização para efeitos especiais, correção de cores e edição. Diversas produções publicitárias usam motion capture (tecnologia de captura de movimento real aplicado em um personagem 3D) para dar realismo aos personagens e técnicas de animação e render de última geração para ter destaque num mercado tão competitivo como o da publicidade.

Sabemos que o sucesso depende da criatividade e talento de cada profissional envolvido na concepção de qualquer que seja o projeto que utilize esses softwares de ponta. Mas o avanço da tecnologia contribui. E a evolução é a “toque de caixa”. A tecnologia de hoje, pode possivelmente estar obsoleta amanhã. E quem trabalha intensamente para tornar isso possível, sabe muito bem quem é o grande vencedor do Oscar 2014: a inovação tecnológica!

(*) Rodrigo Assaf, especialista técnico da área de mídia e entretenimento da Autodesk Brasil.

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