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14/10/2014 14:05

O exercício da cidadania pela inclusão financeira

Por Márcio Lopes de Freitas (*)

Uma forma diferenciada de operar no mercado financeiro. O que se propõe não é o lucro, mas a inclusão de milhões de pessoas no mundo todo, independente da sua origem, atividade econômica ou classe social. Assim, trabalham hoje 57 mil cooperativas de crédito, em 103 países.

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Não estamos falando de instituições financeiras convencionais, mas de empresas que, além de oferecer produtos e serviços do mercado, trazem aos seus cooperados uma proposta diferente - de serem não somente clientes, mas donos do seu próprio banco. E o mundo realmente tem ansiado por um novo modelo, diferente daquele que nos apresenta o chamado "capitalismo selvagem". Tanto é assim que hoje são mais de 200 milhões de associados.

No Brasil, essa ideia já mobilizou mais de 6,5 milhões de cidadãos, e esse número só tende a crescer. Pelas 1.154 cooperativas de crédito do país, eles encontraram caminhos para conquistar sua independência financeira e realizar sonhos. Isto porque as cooperativas estão atentas, é claro, aos movimentos de mercado, mas principalmente à realidade e às necessidades dos seus associados. Trata-se de um atendimento, de fato, personalizado e direcionado à satisfação, à felicidade das pessoas.

Dessa maneira, o cooperativismo de crédito brasileiro tem se posicionado como um importante agente de inclusão financeira, a partir da democratização do crédito, chegando, inclusive, em localidades mais isoladas, onde outras entidades não direcionam investimentos para atuar. Em 415 municípios do país, por exemplo, elas são a única instituição financeira local e conseguem oferecer esse crédito a taxas menores do que as usualmente praticadas, orientando os seus associados em um processo de educação financeira para o melhor uso dos recursos.

Com todos esses diferenciais, as cooperativas de crédito geram, ainda, uma competição saudável no mercado financeiro. Assim, elas cumprem um duplo papel - promovem o desenvolvimento econômico, com a redução das desigualdades sociais, e asseguram o exercício da cidadania pela inclusão financeira.

Sua eficiência no dia a dia, no atendimento aos seus associados, é resultado de um olhar constante para o profissionalismo da gestão e a modernização dos mecanismos de governança. Mas isso, sem perder a fidelidade aos valores e princípios cooperativistas, afinal, mesmo voltadas ao mercado financeiro, as cooperativas são - antes de tudo -, organizações formadas por pessoas.

Atualmente, o cooperativismo de crédito brasileiro responde por 2,5% do Sistema Financeiro Nacional (SFN), mas, vale ressaltar que, em algumas praças, essa participação já chega aos 10%. E a perspectiva é de um crescimento constante, principalmente no total de associados, conforme comportamento registrado nos últimos seis anos, refletido em indicadores divulgados oficialmente pelo Banco Central do Brasil (BCB).

A intenção é, respeitando as particularidades e demandas da população brasileira, alcançar um patamar de desenvolvimento semelhante ao de outros países que são referência no segmento, como Alemanha e Canadá. Diferenças existem, é claro, mas a essência é a mesma e, justamente por isso, estamos unidos, neste mês de outubro, para comemorar as conquistas do setor, celebrando o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito.

(*) Márcio Lopes de Freitas é presidente do Sistema OCB.

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