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14/05/2012 13:57

14º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo

Por Gerson Luiz Martins (*)

Não há dúvidas que o editor do jornal ficará aborrecido com este título. Afinal é um artigo opinativo ou é um anúncio de evento? No entanto, é importante que este título seja o indicativo titular desta reflexão. Ele pretende chamar a atenção de dezenas de professores de jornalismo que atuam neste estado. Hoje temos sete cursos de Jornalismo em Mato Grosso do Sul, desses a maioria está em Campo Grande, o mais antigo na UFMS e depois cursos de Jornalismo na UCDB, na Uniderp/Anhanguera e na Faculdade Estácio de Sá. Além de Campo Grande, há outro curso em Dourados, na Unigran e outro em Três Lagoas, na Faculdades Integradas de Três Lagoas. Se o leitor estiver atento, poderá contar seis cursos e onde está o sétimo? O sétimo Curso de Jornalismo foi aprovado no final do ano passado pelo Conselho Universitário da UFGD e deverá abrir ingresso para a primeira turma ainda neste ano.

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Pode-se calcular quantos professores de jornalismo há em Mato Grosso do Sul a partir de uma média de seis a sete professores, da área específica – jornalismo, em cada curso. Embora, todos os professores do Curso de Jornalismo podem ser considerados professores de jornalismo e, portanto, participantes de um Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. Por essa média de professores, podemos dizer que o estado quase 50 professores que são responsáveis pela formação dos futuros jornalistas. Durante o 14º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (14º ENPJ), aconteceu também o 5º Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo. E na mesma conta, se pode calcular que há, no estado, pelo menos seis coordenadores. Como o curso da UFGD ainda não foi implantado, se considera que não tenha efetivado um coordenador, embora que muitos cursos, na fase de implantação, designam um coordenador para planejar e estruturar o futuro curso. Neste universo de cerca de 50 pessoas, coordenadores também são professores, se pode pensar que o 14º ENPJ teve a participação de um grupo expressivo de Mato Grosso do Sul, pois a formação em jornalismo é um dos temas de destaque no cenário político nacional, por ser o jornalista um profissional estratégico para a consolidação democrática do país.

A participação de professores de jornalismo do estado foi representada, de forma muito significativa, pelos pesquisadores do Curso de Mestrado em Comunicação da UFMS, em que a maioria não são professores. Se deve destacar a participação do coordenador do Mestrado, professor Dr. Mario Luiz Fernandes que sinalizou a importância de compartilhar as pesquisas num evento científico. Do universo de quase 50 professores, houve a participação efetiva de quatro professores em exercício, dois da UFMS e dois da UCDB. Os demais participantes, sete pessoas, são alunos, portanto, pesquisadores do Mestrado em Comunicação. Essa situação, de certa forma, demonstra uma relativização da importância do Curso de Jornalismo e, talvez, uma falta de consciência da importância desses eventos para conhecer novas experiências, discutir estratégias de melhoria dos cursos e tantas outros temas que contribuem para a qualificação da formação universitária em Jornalismo.

Um dos temas abordados no Encontro de Coordenadores de Curso de Jornalismo foi a implantação das novas Diretrizes Curriculares, com a participação do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), professor Luiz Cláudio Costa. Tema importante para coordenadores, professores, diretores, reitores das universidades, pois com a aprovação das novas diretrizes muda toda a estrutura dos cursos e será necessário reorganizar todo o Projeto Pedagógico.

Inúmeros dirigentes das Instituições de Ensino Superior reclamam da crise que perpassa a demanda para os cursos de Jornalismo, no entanto não observam que a demanda cresceu para os cursos que apresentam uma identidade definida e que a reorganização, como muitos costumam dizer, a reengenharia do Curso de Jornalismo acontecerá com novas ideias, com novas perspectivas decorrentes dos congressos acadêmicos, por meio da troca de experiências e, principalmente, pelos resultados das inúmeras pesquisas sobre ensino de jornalismo que se realizam no Brasil e são apresentadas no Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. As possibilidades de solução para a crise dos cursos de Jornalismo estão nos resultados das inúmeras pesquisas debatidas nestes eventos. Como esses congressos agora são a cada dois anos, a próxima oportunidade acontece somente em 2014!

(*)Gerson Luiz Martins é jornalista, pesquisador do PPGCOM e CIBERJOR/UFMS

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