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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

30/06/2011 06:02

A invasão das montadoras chinesas

Por Marcos Morita (*)

Tenho acompanhado com curiosidade a entrada de mais uma montadora chinesa, desta vez com algumas diferenças marcantes - a começar pelo estardalhaço. Espaços generosos nas principias mídias, corredores de shoppings centers e locais de grande circulação, além de propagandas em horário nobre.

Como estudioso de marketing, tenho pensado de que maneira esta comunicação massiva, assim como a interessante proposição de valor, poderão influenciar os consumidores.

Gostaria de traçar um paralelo com a curva de adoção de tecnologias, a qual classifica os consumidores em cinco grandes grupos: pioneiros, visionários, pragmáticos, conservadores e tradicionais - avaliados conforme seu grau de interesse, aversão ao risco e familiaridade com o tema. Vejamos suas principais diferenças.

Pioneiros: viciados em tecnologia, são capazes de enfrentar horas de fila, só pelo prazer de ter em primeira mão a novidade do momento. Como formadores de opinião, divulgam seus comentários em sites e blogs especializados.

Visionários: apreciam a inovação, avaliando de que maneira determinada tecnologia irão auxiliá-los nas tarefas do dia-a-dia. Convencidos, costumam adotá-la, mesmo que ainda não totalmente testada e comprovada.

Pragmáticos: grupo bastante numeroso em tamanho, preferem soluções e produtos maduros, consagrados e consolidados, não se importando com a questão da exclusividade.

Conservadores: últimos a entrarem no mercado, estudam, analisam, avaliam e muitas vezes relutam em sua adoção. Também avessos ao risco, buscam produtos com ótima relação custo versus benefício.

Tradicionais: são muitas vezes forçados e obrigados a aderirem para não se sentirem excluídos. Caso encontre alguém sem celular ou email, saiba que a este grupo pertence.

Creio que com os veículos chineses esteja ocorrendo processo similar, sobretudo no que tange a aversão ao risco, haja vista o valor intrínseco do bem. Desta maneira, baseei-me em cinco categorias: desconhecimento, desconfiança, avaliação, consumo e recomendação, as quais de algum modo, se interrelacionam com as já apresentadas. Para melhor elucidá-las, trarei exemplos de outras nacionalidades, indústrias e segmentos, atuais e passados.

Desconhecimento: façamos uma volta no túnel do tempo. A posição atual das montadoras chinesas já foi ocupada por coreanos e japoneses, há algumas décadas. Famosas em seus países de origem, porém desconhecidas quando começam a ganhar escala, penetrando outros mercados. A propaganda de massa é uma das maneiras mais rápidas de se apresentarem aos novos consumidores.

Desconfiança: o respeitado Made in Japan, já foi sinônimo de produto de má qualidade no pós-guerra. A invasão de quinquilharias eletrônicas de baixo preço e qualidade duvidosa, presentes em ruas de comércio popular e camelôs, denigrem os produtos Made in China, correndo o risco de extrapolar a má fama para outras categorias.

Avaliação: nesta categoria incluo os veículos coreanos, os quais já deixaram a desconfiança, quando eram sinônimos de cachorro-quente. Não obstante a obsessão por comparativos e testes com marcas tradicionais, o avanço em tecnologia e design é visível. Sua compra pode ainda ser avaliada e contestada por razões como manutenção e revenda.

Consumo: celulares e televisores coreanos, só para citar alguns exemplos, estão hoje na mesma cesta que seus congêneres holandeses, americanos, finlandeses ou japoneses, ao menos no que se refere ao quesito escolha. Com forte apelo em preços, utilizado para conquistar a massa de consumidores conservadores, começam a inovar visando atrair os grupos mais antenados.

Recomendação: apesar dos recentes recalls envolvendo milhões de veículos, é patente a durabilidade dos veículos produzidos no país do sol nascente. Seus proprietários tornam-se em geral fiéis aos modelos e marcas, divulgando e recomendando a familiares, parentes e conhecidos. Consistência, inovação e qualidade são seus pilares.

Olhe ao redor e veja as marcas dos produtos existentes em sua cozinha, escritório e sala. Separe-os pela data de compra, dos mais recentes aos mais antigos. Repita o procedimento em seu círculo de convivência mais próximo: parentes e amigos. Creio que de alguma maneira a teoria se comprovará em maior ou menor grau.

Agora, prever quando os veículos chineses deixarão o horário nobre da telinha para ocupar as garagens é ainda incerto. É bem provável, todavia, que em algum tempo dividam o espaço hoje ocupado por japoneses e coreanos, para os quais até pouco tempo atrás nutríamos os mesmos sentimos de desconhecimento e desconfiança. É esperar para ver.

(*) Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ.

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Incerto?
A JAC por exemplo já está tem seu J3 entre os mais vendidos e se destaca no ranking de reparabilidade, isso com menos de 6 meses. As 4 grandes montadores já reduziram os preços de seus veículos devido à concorrência. O que ocorrerá daqui 1 ano? Muitos falam da manutenção, porém são 6 anos de garantia contra somente 1 das demais.

O que define se um carro é importado? Todos os carros tem peças importadas e feitas na China. A fábrica da Nike fica na China! O que o consumidor deve fazer é se informar, pois cerca de 20% das peças dos veículos atualmente tem origem chinesa. É o capitalismo.

Carros chineses já não são uma promessa e sim uma realidade. Quem não se mexer vai ficar pra trás. Veja a Hyundai, se não fosse os abusos de preço da CAOA já tinha estourado muito mais.

Sò temos a ganhar.


 
Philipp Ernesto em 30/06/2011 09:55:53
Os chamados carros popular brasleiros, a alias as carrioças brasileiras, os preços não são nada popular, são muito caro. Que venha os chineses.
 
Mario Roque Rosa dos Santos em 30/06/2011 09:29:42
Bom, continuo achando veículos chineses "descartáveis".

Uma vez eu li:
" A indústria chinesa é sem vergonha. Se você pedir algo de boa qualidade, eles vão lá e produzem. Agora se você pedir algo o mais vagabundo, sem-vergonha, porcaria e barato, eles produzem também".
Um exemplo claro de como é a China: Os iphones da vida, são produzidos lá. Os mp* ching-ling da vida que não duram 3 meses, também são produzidos lá.
Tem que se levar em consideração a forma de trabalho na China. Hoje em dia, tudo é produzido lá pelo baixo custo da mão de obra. Jornada de trabalho exaustiva ganhando em média 30 doláres por mês. Me diz, alguém nessas condições de trabalho, vai fazer algo direito?

Motos, as motos da Suzuki ( J. Toledo ), também são produzidas lá e montadas aqui, e são de excelente qualidade. Agora, tem as chinesas "puro sangue" que não valem nada. Vi um caso, de um proprietário de uma moto chinesa montada por uma marca brasileira cujo garoto propaganda foi o Luciano Huck ( não pode falar a marca! ), o cara foi bater o pedal de partida da moto e....quebrou o parafuso que prende o pedal. No parafuso, vem a especificação de ser de aço, mas olhando o parafuso, você percebe que ele não é de aço nem aqui nem na Ch...só na China.
Da mesma forma vejo os carros, a BMW tem parte da sua produção na China. A BMW, assim com a Suzuki, faz um controle de qualidade rigoroso, ao contrário das marcas 100% chinesas.
O caso das marcas coreanas é diferente. Acho até errado comparar um com outro em termos qualidade. Os coreanos e japoneses passaram pela desconfiança em termos de "mercado", peças e tal. Nunca vi alguém duvidando da qualidade dos mesmo, pelo menos, eu não me lembro.
Da mesma forma que os carros coreanos entraram no Brasil, entraram também as motos, A Hyosung, através da Kasinski, onde toda a sua linha acima de 250cc era da Hyosung e as até 250 eram chinesas. O unico defeito das Coreanas, que nem era defeito delas mas sim da Kasinski, era a falta de peças. Coisa de esperar um mẽs para uma peça chegar. Mas em termos de qualidade, desempenho, são excelentes.

Quem quiser comprar um carro chines, assim como uma moto chinesa, compre. Só que se prepare, são produtos descartáveis. Na China, uma moto sai barato barato, mas quando começa a dar problema, simplesmente jogam fora e compram outra.

A Petrobrás, no ano passado começou a comprar aço chines. Eu andei lendo por aí que estão querendo cancelar devido a baixa qualidade e começar a comprar aço aqui do Brasil mesmo!

Esses tempos eu fui numa loja do Shopping comprar uma bolsa de nenêm, daquelas para carregar frauda e tal. Cheguei e vi, uma bonita, barata e porcaria...olhei, made in china. Vi outra um pouco mais cara e menos porcaria, made in china também. Simplesmente não achei nenhuma fabricada no Brasil. E todas as chinesas eram porcaria, daquela material que parece plástico, com 1 mês fica todo rachado. Como pode isso né?


Terminando, temos marcas americanas, japonesas, europeias, chinesas, coreanas e até indianas, mas não temos o gosto de ter uma marca 100% nacional.
 
Jean Carlos dos Santos em 30/06/2011 07:48:12
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