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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

23/08/2016 10:40

A inveja

Por Walter Roque Gonçalves (*)

A administração de empresas é uma ciência social aplicada, por isso os aspectos do comportamento humano, como a inveja, precisam ser levados em consideração nas estratégias empresariais. Este pecado capital está presente na humanidade e altera substancialmente a forma de competir e gerar riquezas.

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O que se vê geralmente, são as pessoas invejosas sendo consumidas pela própria insatisfação, destruindo todas as coisas boas que acontecem com elas pelo desejo insaciável de ter mais e mais coisas. Por exemplo, quando se conquista um carro de 100 mil, a inveja leva a se ressentir por aqueles que têm um carro de 200 mil, quando se conquista finalmente o carro de 200 mil, o ressentimento é por aqueles que tem um de 300 mil... e assim por diante. Apesar de ser um princípio para geração de negócios e, por isso, muito estimulado pelo marketing, a inveja transforma em vítima aquele que a carrega em seus pensamentos e ações, tornando estas pessoas incapazes de se alegrar com o que tem.

Pelo visto, a inveja parece ser algo quase inevitável. Sendo assim pode-se pensar em vertentes que a torna positiva. Culturas como a do Budismo e o Judaísmo, por exemplo, entendem que é possível refrear qualquer impulso negativo da inveja e ao invés de se ressentir pelas conquistas dos outros, utilizá-los como referências de excelência e de auto superação. É como nos esportes e recordes olímpicos: a priori os melhores se tornam referência para aqueles que perseguem resultados. Talvez seja o que conhecemos no Brasil como “Inveja Branca".

Para se ter ideia da influência da inveja na atitude dos consumidores, a universidade de Harvard e de Miami fizeram uma pesquisa com mais de 250 pessoas e perguntaram a estas se gostariam de ganhar, hipoteticamente, 50 mil dólares por ano enquanto os outros ganhavam 25 mil, ou se preferiam ganhar 100 mil dólares por ano enquanto os outros ganhavam 200 mil. Pasmem, a grande maioria preferiu ganhar a metade do que poderiam (50 mil) desde que ganhassem mais do que os outros.

Quem assistiu os filmes “O Diabo veste Prada” e “O Lobo de Wall Street”, sabe que se paga um alto preço social pelo lado obscuro e rentável da inveja, o que faz questionar se isso realmente vale a pena. Se este é o único caminho para geração de riquezas.

Existem formas e formas de gerar riquezas nas nações, porque não escolher aquelas que levam a caminhos sustentáveis de prosperidade e satisfação mútua? O lado obscuro da inveja merece ser refreado em nome da sustentabilidade dos negócios, de equipes mais unidas e eficazes e de pessoas com ambições cada vez mais saudáveis.

(*) Walter Roque Gonçalves é consultor de empresas, professor executivo/colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente (SP).

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