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04/03/2013 09:15

A mulher e a síndrome do papel toalha

Por Marcia Luz (*)

Foi-se o tempo em que a função das mulheres na sociedade era restrita ao lar. Hoje, deixaram de ser coadjuvantes e passaram a assumir um papel cada vez mais ativo na sociedade, onde comandam grandes empresas e até mesmo países. Apesar disso, as funções domésticas e as responsabilidades na família ainda são quase que exclusivamente delas.

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Mas será que a mulher consegue conciliar a jornada de trabalho com as tarefas domésticas e ainda ser boa esposa, mãe e indivíduo? Dificilmente. A mulher do século XXI sofre tanto com essa sobrecarga de papeis que acaba se esquecendo de cuidar do principal, que é si mesma. Essa falta de tempo se reflete na saúde feminina e, aliada a uma avalanche de responsabilidades, acarreta em uma maior predisposição a doenças, como as cardiovasculares, a endometriose e a fibromialgia. Isso sem contar todas as outras complicações causadas pelo estresse.

Posso utilizar um exemplo que traduz bem esse quadro e que sempre acontecia comigo: uma mulher e sua filha lavam as mãos em um banheiro de um shopping, e a mãe, zelosa e cuidadosa, pega o papel para a filha enxugar as mãos, antes mesmo de enxugar as suas. Sua intenção é das melhores, mas a filha acaba recebendo o papel molhado, já que a mulher deixou para secar as suas mãos por último. O que deve ser percebido é que, se a mãe secasse suas mãos antes, acabaria cuidando melhor de sua filha, mesmo que não a colocando em primeiro plano, e esse é o grande segredo.

Parece clichê, mas a partir do momento em que a mulher se coloca como prioridade, ela tem sua autoestima elevada e consegue se dedicar de maneira muito mais completa em todas as áreas de sua vida. Dessa forma, é mais provável que alcance o sucesso, seja no aspecto que for.

São por todos esses motivos que as mulheres devem, sim, dedicar um tempo para suas atividades de lazer, descanso e bem-estar. Pois além de cuidar de sua saúde, vai garantir que todos aqueles à sua volta enxuguem as mãos com folhas de papel secas.

(*) Marcia Luz é psicóloga, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, especializada em Gestalt-terapia e mestre em Engenharia de Produção.

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