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Campo Grande, Sábado, 21 de Janeiro de 2017

31/01/2012 16:15

A urgência de cidades sustentáveis

por Athayde Nery (*)

O maior patrimônio de uma cidade é seu povo. Fazer com que ele sinta-se feliz, seguro, orgulhoso e com perspectivas de melhoria material e social é uma urgência de qualquer município.

Pensando nisso e tendo como inspiração os compromissos mundiais assinados em Aalborg (Dinamarca) e a adesão de mais de 20 parceiros, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social; a Rede Nossa São Paulo e a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, criaram a “Plataforma Cidades Sustentáveis” (www.cidadessustentaveis.org.br).

De acordo com os dados apresentados pela Plataforma, mais de 85% da população brasileira vive em cidades. E, na medida em que as cidades vão crescendo em tamanho e população, aumenta também a dificuldade de se manter o equilíbrio espacial, social e ambiental. Para chegar o equilíbrio será preciso ações que construam cidades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem qualidade de vida, preparem e permitam a população participar de todos aspectos relativos à vida pública.

Mais de 650 munícipios de todo mundo já assinaram a “Carta Compromisso” (http://www.cidadessustentaveis.org.br/carta) com as propostas para se criar uma Cidade Sustentável.

Chegou a hora de Campo Grande (MS) aderir a esse pacto político também. É uma oportunidade única de refinar o debate social e implantar uma política de proximidade e transparência.

Uma Cidade Sustentável deve garantir uma escola integral, crítica e criativa para os filhos de todos os trabalhadores, não deve permitir que alguém morra por falta de atendimento em um posto de saúde, deve fortalecer a independência dos Conselhos de bairros e estimular a população a participar do orçamento da cidade, ou seja, entender e interferir diretamente na estrutura administrativa e na aplicação do dinheiro público em melhorias socioculturais.

O ano de 2012 é o momento do debate político evoluir para uma nova fase, para o futuro, para uma etapa onde a qualidade de ideias que garantam a felicidade e o bem-estar do cidadão esteja acima da quantidade de dinheiro gasto na compra de votos e na fabricação de esquemas. Que nesse futuro breve e necessário, a democracia esteja acima de tudo isso e que os maiores beneficiados sejam os seus próprios construtores, os cidadãos.

(*)Athayde Nery é vereador pelo PPS

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