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Campo Grande, Domingo, 22 de Janeiro de 2017

29/05/2013 06:02

Agricultura familiar: solução para o desenvolvimento

Por André Faro (*)

Nos últimos anos, a agricultura familiar tem ganhado mais força e destaque no cenário econômico brasileiro. Hoje, a atividade é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do país.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2006, o levantamento mais recente feito no país, entre os anos de 1996 e 2006 existiam cerca de 13,7 milhões de pessoas ocupadas na agricultura familiar.

Número agora que deve estar bem acima. Além disso, para estimular o seu crescimento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) está oferecendo ao agricultor uma linha de crédito de até R$ 200 mil para a mecanização de suas propriedades.

Entre as atividades que se destacam no segmento, está o cultivo de alimentos, pois 70% do que é consumido no país é fornecido pelos pequenos e médios produtores. Os alimentos produzidos são: mandioca, feijão, milho, café, arroz, trigo, entre outros.

Outra iniciativa que ganha força em diversas partes do país é o plantio de novas florestas. São produtores rurais que adotaram a prática plantando árvores, especialmente eucalipto e pinus, em áreas degradadas, improdutivas ou até mesmo desenvolveram a silvicultura em paralelo a outros cultivos.

Normalmente, a produção é destinada para a indústria de celulose, madeira, carvão, entre outros fins comerciais. O custo de plantio dos eucaliptos varia de acordo com o objetivo de utilização da madeira, a tecnologia e cuidados aplicados.

Quanto à lucratividade, para se ter uma ideia, uma produção de eucalipto pode ser administrada na mesma área da pecuária, oferecendo até 10 vezes mais renda e sem precisar reduzir o rebanho.

Os cultivos de alimentos e florestas plantadas são atividades em constante expansão e isso reflete em um aumento da demanda por equipamentos para o manejo. Para atender esse mercado, hoje, a indústria investe fortemente no desenvolvimento de produtos de fácil manuseio e operação confortável.

Com os avanços tecnológicos, é possível encontrar produtos ergonômicos e potentes, que exigem menos esforço físico na operação e ainda garantem um aumento da produtividade. A proposta é transformar a atividade rural, seja o cultivo de alimentos ou a plantação de novas florestas, em uma ação lucrativa e segura.

Também não podemos deixar de ressaltar a importância do acompanhamento de profissionais com conhecimentos técnicos para auxiliar os pequenos e médios produtores.

Com informações adequadas e bom planejamento de quando e como as árvores podem ser extraídas, por exemplo, é possível evitar possíveis prejuízos ao produtor e danos ao meio ambiente, como o desmatamento das matas ciliares, a perda da biodiversidade e a degradação dos solos.

A forma como é feita a extração pode influenciar, e muito, na recuperação do solo após o plantio. Por esse motivo, é importante o uso de máquinas com alta tecnologia que possibilitem a poda e a colheita de árvores de forma adequada.

Avaliando o tema de forma ampla, podemos perceber que a agricultura familiar só tende a crescer cada vez mais. Nos próximos anos, a atividade será responsável por novos empregos, aumento da renda familiar, crescimento da indústria e desenvolvimento tecnológico.

O meio ambiente também será beneficiado, com a preservação do ecossistema e qualidade de vida para os seres vivos. Seguramente, podemos dizer que esse é um importante vetor de desenvolvimento do País.

(*) André Faro é gerente de vendas.

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A micro ou pequena propriedade pode ser viável economicamente mas exige muito cuidado no seu planejamento. Algumas atividades vão bem como psicultura, apicultura, avicultura, pequenos animais e ecoturismo e podem ser muito eficientes porque é o dono que cuida e faz tudo. Acontece que para outras atividades como agricultura e pecuária, não há escala de produção. Não compensa investir em maquinário, infraestrutura, assistência técnica porque o volume de produção é pequeno por melhor que seja e o investimento é muito alto. Plantação de florestas, deixa a família sem renda por 8 a 10 anos até o corte. O Brasil e o mundo precisa de volumes altíssimos de produção, baixo custo e eficiência e por enquanto, essa produção tem vindo das médias e grandes propriedades
 
Paulo Lemos em 29/05/2013 08:40:06
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