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22/11/2014 10:03

Aí é outra história

Por Ruben Figueiró (*)

Ao combate é o chamamento que se ouve dos brasileiros de todos os recantos do solo nacional e as oposições a ele estão sintonizadas. É o que se extrai das declarações de Aécio Neves, principal portador das insatisfações populares, encorajado pela voz uníssona de 51 milhões de brasileiros.

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Em seu primeiro discurso no Senado após o resultado das eleições, que teve ampla repercussão nacional, Aécio retomou a posição de porta-voz das oposições e traçou as estratégias de combate aos desmandos do PT e de seus aliados.

Pela primeira vez o PT encontrará uma oposição totalmente em sintonia com a voz das ruas. O povo quer mudanças, quer enxergar posturas éticas e morais. Esse sentimento não será engavetado. A oposição estará atenta para mantê-lo ativo ao longo dos próximos quatro anos.

Eu entendo que é missão das oposições criticar veementemente o governo, especialmente se a decisão da presidente reeleita for por continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios. Isso não é a mudança prometida. Será mais do mesmo. O fato é que a população está saturada de mensalões e petrolões.

Claro, somos pela legalidade e acima de tudo pela democracia. Rechaçamos por completo a ideia de impeachment da presidente reeleita. Precisamos respeitar o resultado das urnas, por mais que se suspeite de fraude nas eleições. Se forem comprovadas, aí é outra história. Mas antes, é preciso dar tempo ao tempo para que seja realizada a investigação criteriosa que o caso exige. A ideia de impeachment ao invés de acalmar pode tumultuar os propósitos do regime democrático cuja implantação custou sacrifícios, lágrimas e mesmo sangue de brasileiros.

Os governistas reforçam a ideia de que o país não está dividido nem rachado. De fato, torcemos para que não esteja.

O momento realmente é de união, de diálogo, mas é preciso estar de ouvidos e coração abertos para o contraditório. Será que Dilma está preparada para isso? Será que seu temperamento permite? Pelo bem da Nação e das futuras gerações, espero que sim.

Já estamos em recessão técnica, atestado pelos próprios institutos estatais, como o Ipea. Algo precisa ser feito com urgência urgentíssima para não chegarmos ao fundo do poço. Que o ano de 2015 seria difícil, de reajustes e medidas antipopulares, todos já sabiam. Acontece que as tais medidas começaram a ser tomadas três dias após as eleições. Se considerarmos que a presidente reeleita Dilma Rousseff jogava na conta do opositor o ano difícil, enquanto que com ela tudo seria um ‘mar de rosas’, podemos dizer sim que houve ‘estelionato eleitoral’.

Como disse Aécio em entrevista ao Jornal O Globo: “A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Para a candidata, não havia inflação. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem”.

Pois bem, a população brasileira constatou que depois de eleita, o discurso não condiz com a prática.

Retornar ao prumo, promover o crescimento econômico, sem se desfazer do atendimento social é o que todos queremos. Desejo que a senhora Presidente cerque-se das pessoas certas, de técnicos que realmente saibam o que estão fazendo. Não ceda apenas à pressão política e à acomodação de companheiros despreparados em postos chave da Administração Pública. Que faça diferente para conseguir cumprir o seu bordão de campanha do “seguir mudando” porque é de mudança real que o Brasil precisa e não de marketing. Caso contrário, confirmaremos ainda mais o estelionato eleitoral.

(*) Ruben Figueiró é senador da República e presidente de honra do PSDB-MS

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