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Campo Grande, Sábado, 21 de Janeiro de 2017

09/05/2015 14:00

Aplauso detox

Por Dominique Magalhães (*)

Todos temos necessidade de reconhecimento de vez em quando. Afinal, é importante sabermos que nossos esforços são percebidos. Muitas vezes, um bom elogio é mais gratificante do que uma recompensa material, não é mesmo?

Em algumas situações, precisamos nos sentir aceitos para melhorar nossa autoestima ou mesmo para percebermos que estamos no caminho certo. É o que chamo de “aplauso detox”, que funciona como o “suco funcional” que nos faz sentir melhor. Todavia, há de se tomar cuidado para não agirmos o tempo inteiro como se tivéssemos a necessidade de aprovação para todos os nossos passos.

Muitas vezes, percebemos nas redes sociais, uma divulgação excessiva de sorrisos, atividades e êxitos, como se a vida fosse apenas cor de rosa, dourada, azul da cor do mar...

No Brasil e no mundo, a moda é o “selfie”, o autorretrato moderno, uma pesquisa recente encomendada por uma empresa de telefonia, aponta que 90% dos entrevistados aderiram à prática, ou ainda um vídeo no Dubsmash.
Não há problema em fazer uma foto de si mesmo ou postar imagens ou vídeos de momentos importantes. As redes sociais devem ser encaradas como passatempo, não como algo determinante em nossas vidas e escolhas. Um mau uso desses artifícios pode se transformar em algo negativo se for uma ferramenta para conseguirmos a aprovação alheia: Fazer algo buscando aplausos pode ser frustrante, alimentando, apenas, nossa vaidade. Se você faz algo por escolha, a sua realização será o suficiente para te completar.

Reflita se o que você faz ajudará as pessoas a sua volta. Caso você perceba que está se tornando um competitivo compulsivo, atenção. Olhe para seus amigos, parentes, colegas de trabalho. Aplauda e elogie o que for realmente interessante. Seja sincero consigo e com o outro. Não espere ser festejado sempre. Os erros ensinam mais do que os acertos. Cresça todos os dias ao fazer a diferença na vida de alguém. A felicidade não está em se sentir vencedor o tempo inteiro e sim em aprender, todos os dias, algo novo.

(*) Dominique Magalhães, empresária

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