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02/05/2014 08:20

Cacoete e ideologia do governo que precisa sair

Por Ruy Sant’Anna (*)

Este artigo não tem foco sobre a corrupção na Petrobras, anunciada na mídia, mas exibe as quantas andam as criações de impostos e os inexplicáveis sumidouros do dinheiro arrecadado de todos os brasileiros, o que nos impõe uma goleada no campo adversário da inflação deletéria.

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No espaço que tenho, entremos na análise da imensidão de normas que existem para nos tirar o suado dinheiro, fruto de trabalho, para levá-lo aos cofres federais; maiores e gulosas bocarras que absorvem as arrecadações nacionais, sem justificar para onde vai toda a dinheirama. Ao criar novos impostos o governo coloca-se no campo adversário para sangrar nossa economia. Engole nossas riquezas sem dar o devido retorno na saúde pública, educação, segurança, logística de transporte, na desburocratização para liberar estudos na criação de medicamentos e importação de tecnologia avançada sobretudo para a saúde, etc., etc. O cacoete está nas constantes ameaças e criações de mais impostos que nos penalizam e ameaçam. É mole?

Na realidade, o governo não sabe o objetivo concreto das normas que cria. Quando tem receio de chapado vexame disfarça seu desejo mórbido através de deputados e senadores desconhecidos nacionalmente, que propõe coisas tão esdrúxulas e inúteis quanto “o êmbolo da culatra móvel que tenta acionar o espírito de cada ser vivente” (quer dizer, não tem nenhum valor na regra do dia a dia das pessoas, é puro jogo de palavras que, desde Lula, o governo do PT faz), para dar impressão de que propõe algo de bom. Se mais maldade não foi criada nesse setor é pela pressão da sociedade que desde junho de 2013 está mais atenta e participativa no cuidado de seus direitos.

Afinal, quem quer o governo como seu sócio? O governo nada produz e só tira das empresas e dos trabalhadores. Temos que levar em conta que o custo de sempre carregar a malha tributária enfiada nos nossos bolsos, come não só o lucro a que toda empresa tem direito. O pior é que assassina a própria vida das empresas. Esse desarranjo intestinal não ocorre costumeiramente nos municípios e estados, porque é aqui que as pessoas moram e não em Brasília, muito menos em palácios. Aqui os mandatários também vivem e ficam mais ao alcance das reclamações e assim se acertam os ponteiros.

Dados do estudo "Normas Editadas no Brasil: 25 anos da Constituição Federal de 1988", do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, que reúne informações coletadas até o dia 30 de setembro de 2013, e segundo seu presidente João Eloi Olenike, informa: “O cumprimento das determinações da nossa Constituição obriga as empresas brasileiras a destinarem, no geral, cerca de R$ 45 bilhões por ano, com equipe de funcionários, tecnologias, sistemas e equipamentos, a fim de acompanhar as modificações, evitar multas e eventuais prejuízos nos negócios". E esse monte de prejuízo, e outros mal resolvidos afinal caem aonde? No lombo do povo e aumenta a inflação. Por isso é preciso mudança de atitude governamental e mais do que isso, uma troca de governo para evitar uma indesejável, mas possível rota explosiva da inflação que possa ainda aumentar a desgraceira numa hiperinflação.

Outra demonstração super negativa do governo de Dilma é que o Brasil está em 30º lugar entre os países que menos retribuem ao pagamento de impostos, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O Brasil é o que menos retorna à sociedade proporcionalmente ao que arrecada.

Para refrescar a memória: inflação: é um processo e não um fato isolado; envolve aumentos contínuos e não esporádicos de preços, com seus aumentos generalizados e não isolados. A inflação mostra sua cara aos poucos. E o pior é que esse sistema a ninguém aproveita a não ser tortamente ao governo federal, que pensa em deixar o povo ocupado com os problemas da inflação para esquecer as corrupções anunciadas pela imprensa e órgãos de investigação federais. Dia a dia presenciamos a tudo isso.

Esse é o calo seco mais doido e impeditivo da caminhada brasileira para seu desenvolvimento, e é mácula da honra que nos mede rasteiramente no piso sujo das piores falhas humanas que tira dinheiro da saúde pública, educação, segurança, logística de transporte, da desburocratização, da liberação de estudos para criação de medicamentos e liberação ou diminuição de impostos para importação de tecnologia avançada principalmente na área da saúde, etc., etc. Acredito que a maioria do povo brasileiro independente e aspirante ao desenvolvimento aguarda urgente mudança da política tributária brasileira. Demo-nos as mãos e creiamos nesse evidente objetivo, nas próximas eleições. Porque esse governo federal tem mais do que um cacoete, está tomado pela ideologia cubano-venezuelana, ou tem deletéria simpatia a essa política totalitária.

Comunicando-me com os irmãos brasileiros e co-estaduanos, sem amor às idiossincrasias palacianas, lhes dou hoje bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

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