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Campo Grande, Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

03/03/2015 16:09

Coerência

Por Heitor Freire (*)

O comportamento do ser humano é tão variável quanto o número de estrelas que compõem o Universo. E por que?

Simplesmente porque o que influencia o comportamento depende dos interesses de momento. Que podem variar de um extremo a outro e de momento a momento.

No entanto, apesar disso, todos estamos, constantemente, dizendo para uns e outros o que fazer, como fazer, porque fazer. Sem que nossas atitudes sejam coerentes com o que dizemos.

O ser humano é um composto de tantas complexidades que, para que ele se entenda, é necessário um número imenso de encarnações.

O que se faz necessário para definir o comportamento compatível com o que se propaga como desejável para a evolução mental e espiritual é exatamente a coerência. Nós todos sabemos dos valores eternos: moralidade, espiritualidade e ética.

E pouco fazemos para despertar a consciência para esses valores. Esse despertar deve começar em cada um, depois na família, a seguir na comunidade e por último no país e no planeta.

De que vale expormos os nossos pensamentos, os nossos valores, quando na nossa vida o nosso comportamento e as nossas atitudes são completamente contraditórios?

A atitude é mais importante do que as palavras. Não faz sentido defendermos valores que não pomos em prática na nossa vida. É fundamental sermos coerentes, pois só assim seremos credíveis.

A incoerência é a marca do ser humano. Quando cada um de nós começar a agir com responsabilidade, cumprindo a palavra dita, respeitando o direito do outro, cumprindo horários, dedicando-nos ao trabalho como atividade dignificante, começaremos a contribuir para a evolução da humanidade.

Nosso olhar é sempre para fora e poucas vezes para dentro. E assim somos influenciados pelo que vemos, criando situações de confronto, de comparações que nos levam ao julgamento dos outros causando distorções porque cada um de nós é original, individual, único.

O que vemos é a prevalência da matéria sobre o espírito, quando o contrário é o ideal. A preocupação com o comportamento dos outros tem como efeito uma sociedade viciada e pessoas corruptas.

Quando elegermos como ideal de comportamento a ética, a integridade, a responsabilidade, o respeito às leis e regulamentos pelo direito do outro, o amor ao trabalho e a prática da pontualidade, contribuiremos para um aperfeiçoamento da humanidade como um todo.

A coerência, assim, passa a ser o farol a iluminar nossas vidas.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

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