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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

08/05/2015 15:25

Como conciliar o papel de esposa, mãe e profissional?

Por Viviane Marinho de Menezes Sant’Ana (*)

Quando falamos sobre o papel da mulher inserida no campo de trabalho, não tem como não pensar no longo percurso de lutas para conseguir o direito de se inserir, ser reconhecida e valorizada no mercado de trabalho.

É incontestável, que muitas vitórias foram conquistadas, vitórias essas que certamente enche de orgulho grande parte das mulheres.

Ocorre que durante essa trajetória vários percalços surgiram, desvalorizações, preconceitos e injustiças.

Mas, novamente a mulher se mostrou vencedora e conseguiu conquistar seu espaço. E, na ânsia de sempre comprovar que é capaz, hoje a mulher tem o seu reconhecimento profissional, é esposa e se torna mãe e o somatório resulta, mais uma vez, na busca de demonstrar que é capaz! E igualmente, a mulher vence.

As mulheres muito cedo, ainda adolescentes, saem para o mercado de trabalho, ora por necessidade, ora por experiência, ora por almejar a independência profissional, uma vez inseridas no campo de trabalho, é muito difícil a saída.

Logo vem a faculdade, o que determina mais ainda a necessidade de manter-se na vitrine do trabalho, após vem a conclusão do curso, e a necessidade inquestionável de ser vista.

Na ordem natural dos acontecimentos, vem o casamento (ou não) e na sequência os filhos.

E aí, como conciliar? A resposta é: com competência, dedicação, serenidade (que vem com a maternidade), paciência e sensibilidade.

E ao contrário do que indicava a maré, as empresas, na grande maioria, estão dando preferência para contratar mulheres que possuem esse perfil, e aí surge a pergunta: por quê?

As mulheres são mais justas, comunicadoras e trabalham em equipe com mais facilidade, e estas além de serem características perfeitas para uma boa funcionária, são mais do que adequadas para uma boa líder, principalmente em uma situação de crise.

Sem contar a indiscutível capacidade de desempenhar várias atividades ao mesmo tempo, sem perder o controle das suas obrigações. São extraordinárias na organização do tempo e dos trabalhos.

Quando as mulheres se tornam mães, a sina da auto-sabotagem acaba. Não existe mais tempo para adiar o sucesso profissional, a hora é agora !! O seu filho depende de seu sucesso, da sua estabilidade e de seu compromisso profissional, quer por questões financeiras, quer seja para servir de exemplo para o (a) pequeno (a).

As empresas descobriram que as mulheres que têm filhos podem aumentar a produtividade, elas têm a plena consciência que os seus filhos podem ficar doentes e ausência é inevitável para prestar os devidos cuidados, por isso, produção é a palavra de ordem.

A maternidade, também, desperta a criatividade, o que estreita o relacionamento da empresa com o cliente, o que para o empregador é ótimo. E ainda existe uma nítida rapidez no raciocínio, planejamento e julgamento.

Desse modo, é compatível sim, executar simultaneamente o papel de boa esposa, excelente profissional e mãe presente e participativa. A recompensa vale a pena: realização pessoal e profissional.

Podemos citar como exemplo a diretora executiva de uma empresa global de investimentos: Helena Morrissey, 48 anos e nove filhos.

Diante de tantas qualidades e resultados satisfatórios, as grandes empresas almejam profissionais mães!

(*) Viviane Marinho de Menezes Sant’Ana, do escritório Mascarenhas Barbosa Advogados Associados

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