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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

28/02/2016 10:26

Como fazer o seu retorno aos esportes corretamente

Roberto Cisneros *

Quando falamos em esportes, em suas categorias, não podemos deixar de falar também entre as várias categorias de esportistas, bem como da abordagem desses vários tipos de atletas quando tratamos de recuperação/reabilitação.

Existem basicamente três categorias de atletas que convivemos no consultório médico: o profissional, o recreativo competitivo e o simplesmente recreativo.

O profissional, todos conhecem, é geralmente vinculado a alguma instituição que o mantém, treina e executa seu trabalho de forma correta e quando volta ao esporte após uma lesão, tem toda uma estrutura por trás para orientá-lo para que não ocorram novas lesões ou reincidências de uma lesão mal tratada; já o recreativo é aquele que faz uma ou mais atividades esportista, as vezes faz uma só (ocasional) ou de frequência baixa, mas quando sofre uma lesão, para com aquela atividade e geralmente busca assistência medica para uma avaliação sendo sua recuperação normalmente tranquila.

Agora, o recreativo competitivo, esse é terrível! Pois joga futebol seis vezes por semana, duas a três horas por vez, as vezes faz tênis de 2º a sábado, quer participar de tudo quanto é campeonato, mas não tem o treino físico e orientação de um atleta profissional. Esse atleta leva o corpo muitas vezes à fadiga, sem perceber (no máximo um “cansaço”). Quando sofre uma lesão, aqui começam seus problemas: ansioso, quer voltar ao esporte logo, inicia tentativas de barganhas com seu médico (quando procura), ou mesmo seu fisioterapeuta tentando abreviar sua recuperação. Esse atleta é fadado a ter lesões de repetição provocadas por recuperação insuficiente e por tentativa da prática de treinos em um nível semelhante ao que ele tinha antes de se lesar. Não são atletas fáceis de tratar.

Nessas abordagens médicas que fazemos a esses pacientes, é extremamente importante colocá-los a par dessa nova realidade. A máxima de que “quando a cabeça não pensa - ou é afoita - o corpo paga” é aqui verdadeira.

Os programas de reabilitação desse tipo de atleta se aproximam muito de programas de atletas profissionais, pois, apesar dele não se ver como profissional, sua prática esportes relativos à intensidade é muito semelhante àquela, inclusive com ausência dos repousos necessários a todas as categorias.

Nesse atleta, quando lesado e em recuperação, temos de ficar de olho.

Roberto Cisneros, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Sociedade Internacional de Cirurgia de Joelho e Ortopedia do Esporte

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