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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

11/06/2014 08:33

Como o futebol, a copa é do povo

Por Semy Ferraz (*)

Depois de 64 anos, a Copa do Mundo volta a ser realizada no país do futebol. Torcedores dos mais distantes países não escondem sua simpatia pelo Brasil quando se trata de futebol-arte. A seleção brasileira não só tem os maiores baluartes como um técnico muito respeitado, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, até pelos mais fortes adversários. Analistas esportivos dos maiores meios de comunicação do planeta não disfarçam sua preferência pelo Brasil quando seu país é eliminado do maior campeonato mundial de futebol.

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Vencedor das copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, o Brasil é referência lá fora. Dá gosto ver pessoas que não falam nossa língua citando jogadores brasileiros com todo o respeito, geralmente dedicado a raras personalidades no planeta: o papa, um célebre artista etc. E, dentro do Brasil, causa um sentimento elevado de profunda irmandade só possível em outros preciosos momentos.

Essa alegria, espontânea e democrática foi capaz de unir, até mesmo nos duros tempos de chumbo, numa só voz, os inimigos mais distantes. Isso nos dá orgulho, porque enquanto outras nações já foram literalmente à guerra por causa do futebol (em fins da década de 1960), esse esporte tão popular quanto o carnaval só nos torna melhores, nos solidariza, nos deixa mais brasileiros.

Houve quem dissesse, anos atrás, que ser brasileiro não era apenas uma nacionalidade: era estado de espírito. Era estar “de bem com a vida”. Por mais que, no nosso duro cotidiano, precisemos “matar um leão por dia”, a alegria que invade até os ambientes mais rançosos e sisudos de nosso País nos faz “deixar a vida nos levar”, como no sábio samba de Zeca Pagodinho. Podem tentar achar defeito em tudo o que for mais sagrado para nós, menos em nossa devoção pelo futebol.

Aliás, a ninguém interessa acabar com a Copa do Brasil. Ela é emblemática para o futebol e para o mundo globalizado. Fazer bravatas prometendo que “não vai ter copa” – patrocinadas por grupos que não têm coragem de mostrar a cara – é de uma bizarrice tamanha, que o povo brasileiro já deu o seu recado: igual ao movimento dos “caras pintadas” do início da década de 1990, todos já agitaram a bandeira nacional e, nas ruas, dão as boas-vindas às delegações de todos os países classificados e aos turistas do mundo todo, ignorando acintosamente as maledicências dos detratores. Mais que repudiar, a população desconheceu sabiamente o suposto “movimento” e suas “razões” pouco leais.

Nesse sentido, vencer o desafio de realizar um evento da magnitude da Copa do Mundo em nosso País é, antes de tudo, um grande motivo de regozijo, de comemoração de todos, sobretudo do bravo povo brasileiro, que além de amar o futebol, é reconhecidamente um campeão em tempo dedicado ao trabalho, como as estatísticas provam. Além disso, nossos operários, técnicos, planejadores, empreendedores, financiadores e todos os setores da economia ligados a esses setores estão dando provas de capacidade, responsabilidade e eficiência.

Isso sem falar dos benefícios, em termos de infraestrutura, com todos os investimentos realizados: melhora da qualidade de vida da população, não apenas com a geração de postos de trabalho diretos e indiretos – formais e informais – decorrentes do aquecimento da economia, mas, sobretudo, com a introdução de novas tecnologias para equipamentos urbanos como vias de circulação, meios de transportes, postos de saúde e modernização dos serviços públicos, apenas para citar alguns.

Por isso tudo, bem-vindas todas as delegações e torcidas de todo o mundo! Sejam bem-vindas ao País do futebol, da democracia e sobretudo da igualdade social e racial em construção, base para a consolidação de uma potência regional pacífica, produtiva e solidária com os seus irmãos!

(*) Semy Alves Ferraz é engenheiro civil e secretário de Infraestrutura, Habitação e Transporte de Campo Grande.

 

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