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21/02/2013 08:37

Como o invento do rádio salvou a torre Eiffel?

Por Dane Avanzi

A construção da torre Eiffel foi concluída em 31 de março de 1889 com pouco mais de 300 metros de altura, sendo construída a em dois anos, dois meses e cinco dias. Um verdadeiro recorde. Foi encomendada para uma data comemorativa especial, a Exposição Mundial da França, que comemorava os 100 anos da Revolução Francesa, e por isso tudo tinha que ser algo extraordinário.

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Hoje símbolo indiscutível de Paris, a obra foi bastante criticada na época. No dia 14 de fevereiro de 1887, o jornal francês Le Temps publicou uma carta de protesto de artistas da França, que chamavam a torre de “monstro”.

As críticas foram muitas e a criatividade dos xingamentos não tinha limites. Paul Verlaine a comparou com um esqueleto urbano e Guy de Maupassant, com uma “pirâmide alta e estreita de escadas de metal”. O povo ignorou as advertências dos artistas e dois milhões de pessoas visitaram a torre Eiffel em 1889, durante a Exposição Mundial, que foi um sucesso.

Construída para ficar exposta por apenas 20 anos, findos os quais, seria desmontada, seu criador o engenheiro Alexander Gustav Eiffel, tinha secretamente planos para perpetuá-la. Não por acaso escolheu construí-la com ferro fundido, material barato em relação ao aço e de imprescritível durabilidade, necessitando apenas de rotina de pintura para sua conservação contra os efeitos do tempo e da natureza, portanto, com baixo custo de manutenção.

Conforme o prazo de 20 anos foi passando, Eiffel foi criando outras utilidades para a torre, todas ligadas ao desenvolvimento da ciência em suas diversas modalidades. Logo acima dos arcos de sustentação do primeiro patamar da torre, podem ser vistos os nomes de 72 cientistas mais proeminentes da época.

Dessa forma foram feitas várias instalações científicas na torre, entre elas uma estação metereológica, com ênfase em estudos dos ventos, preocupação constante de todo o engenheiro civil militante na área de construção de torres, e Gustav Eiffel não seria diferente.

No entanto, o invento científico decisivo para a perpetuação da torre Eiffel, foi a instalação de uma estação de rádio, utilizada a princípio pelas Forças Armadas francesas, cuja importância foi decisiva durante a primeira e segunda Guerra Mundial, e justificou definitivamente sua necessidade de permanência.

Hoje a torre Eiffel abriga várias emissoras de rádio, cujas antenas são adornadas pelo pavilhão francês. É também o monumento mais conhecido e visitado no mundo, recebendo anualmente sete milhões de visitantes, com receita de 65 milhões de Euros ano, e há 120 anos continua sendo o palco de outro fenômeno magnético: o vai e vem de casais apaixonados de todo o mundo.

(*)Dane Avanzi, é advogado e empresário de engenharia civil, elétrica e de telecomunicações e diretor presidente do Instituto Avanzi, ONG de Defesa do Consumidor de Telecomunicações.

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