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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

25/09/2012 09:03

Considerações sobre o último debate com os candidatos a prefeito de Campo Grande

Por Raimundo Edmário Guimarães Galvão (*)

Assisti, como muitos, ao último debate com os candidatos a prefeito de Campo Grande organizado pela UCDB, nesta última segunda-feira, dia 24 de Setembro e cheguei a conclusão que a instituição do debate como debate faliu, e essa modalidade de comunicação não passa hoje de mais um horário eleitoral gratuito adicional e muitíssimo chato.

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Não empolga e é um convite pra desligar a TV. Também muito me impressionou o baixíssimo nível intelectual dos alunos e professores da instituição católica organizadora do debate, com suas perguntas bobinhas, abobrinhas, como por exemplo: o que o senhor vai fazer pela família de Campo Grande? Isso é um negócio muito abstratamente inespecífico.

Eu responderia sem dúvida que entregaria a cada uma delas uma cesta café da manhã com um belo cartão de felicitações! Mais uma: de que modo o senhor vai combater a violência nas escolas? Essa responderia sem titubear e achando Herodes natural: “matando todos os estudantes!” mais uma: como vai melhorar o sistema de transporte no entorno da UCDB? Essa até puxou uma brasinha para o Padre Marinone.

E por aí vai, dentre outras perfumarias mil. Eu realmente gostaria, como todos os outros eleitores atentos, de algo mais caloroso que colocasse o candidato em xeque, que o esmiuçasse de todas as formas, que o fizesse suar, deixando cair sua carapuça.

Os debates têm que balançar os candidatos. O Candidato tem mostrar pra que veio. Como por exemplo, numa réplica: Senhor candidato, o senhor falou das propostas para o sistema de transporte coletivo, mas enrolou, enrolou e não disse nada! Como é que isso? Em tudo que o candidato diz, percebe-se a necessidade questioná-lo de um modo mais incisivo pra saber se ele não está somente sofismando, blefando, que é uma característica nata dos políticos.

Como na teoria das espécies de Darwin, só os sobreviventes desses embates chegariam inteiros às eleições, em Outubro, aqueles melhor preparados, e não somente pela imposição partidária da indicação. E o eleitor até pensaria uma malvadeza sobre o candidato: pede pra sair! Seria uma eleição até mais emocionante! E isso poderia fazer a diferença.

Contudo, qual é a impressão que a gente fica quando termina de assistir a tudo isso? Que os candidatos saíram incólumes como entraram. Se vierem insípidos, saíram mais insossos ainda, nem cheiraram nem federam. Assim continuamos a pensar inadvertidamente que eles querem somente o poder!

(*) Raimundo Edmário Guimarães Galvão é músico, jornalista e humorista.

contato: galvaozim@gmail.com

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Pedro Borges em 26/09/2012 08:20:27
Galvão
Parabéns pelo artigo,
muito pertinente para este período.
Nós, cidadões, precisamos sair do sofá para acompanhar mais
as acões dos nossos gestores e, principalmente, se eles estão cumprindo seus planos de governos, tanto nas metas como nos prazos.
 
Marco Antonio Carstens Mendonça em 26/09/2012 02:14:00
Parabens pelo artigo, que mostra o real problema da eleição: a qualificação do eleitor ! Indiguina é quando, por exemplo, na maioria dos debates oficiais, faz-se uma pergunta coerente a um candidato e ele faz um 'bla-bla-bla' incrível, promete milagres impossíveis, e o povão acha lindo, bate palma... não tem discernimento !
 
Lucio Santander Filho em 25/09/2012 10:47:57
Estamos em semana de prova na UCDB, só fiquei sabendo do debate porque um colega me disse na hora que já estava sendo transmitido, mas também estava trabalhando no horário. Eu vi os alunos falando baboseira lá e senti vergonha alheia por isso, é desanimador constatar que de uma maneira geral o povo é alienado...
 
Keyne Augusto em 25/09/2012 05:39:32
É isso mesmo, Galvão. Ficamos frustrados com o resultado de um instrumento que deveria ser útil aos cidadãos, mas só serve para promoção individual dos candidatos.
 
Manoel de Paula em 25/09/2012 04:42:40
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