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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

20/08/2013 15:14

Controle da buva: a hora chegou!

Por José Fernando Jurca Grigolli (*)

Áreas infestadas por plantas daninhas costumam demandar gasto com herbicidas e com baterias de aplicação

A colheita do milho safrinha em Mato Grosso do Sul está finalizando. Com isso, se inicia um período de maior tranqüilidade para os agricultores. Será? Os reflexos desse período tranqüilo aparecerão no pré-plantio da soja. Áreas completamente infestadas por plantas daninhas costumam deixar os produtores de cabelo em pé, demandando um gasto com herbicidas e com baterias de aplicação.

Grande parte da dor de cabeça no pré-plantio da soja começa agora! Após a colheita do milho, deve-se realizar uma averiguação em todos os talhões das propriedades, levantando quais as espécies de plantas daninhas em cada talhão. Com isso, será possível elaborar um plano de ação bem simples.

Esse plano de ação se baseia principalmente no levantamento realizado (que deve ser bem feito, com identificação correta das espécies) e no tamanho das plantas daninhas presentes em cada talhão.

Baseado nas espécies de plantas daninhas encontradas, as áreas infestadas de buva devem ser monitoradas a partir de agora. Deve-se realizar o seu controle antes de atingir 30 cm, o que acarretará em maiores doses de herbicidas e aplicações seqüenciais, o que onera o custo de controle.

No geral, plantas daninhas pequenas são fáceis de serem controladas e se o controle for eficiente em áreas com consórcio milho-capim, o capim irá evitar sua rebrota, pois abafa as plantas daninhas com suas folhas. É importante ressaltar que a implantação correta do consórcio reduz significativamente a ocorrência de buva e outras plantas daninhas.

Esse raciocínio é o mesmo para outras plantas daninhas, como o capim amargoso. O momento é agora! Devemos entrar com o controle a partir da colheita do milho. Apenas com essa atitude iremos conseguir suprimir os problemas causados por essas plantas daninhas. O melhor remédio para esta dor de cabeça se chama controle preventivo, com plantas daninhas pequenas.

Assim, devemos fazer o nosso dever de casa como produtor rural: entregar a área no limpo para a cultura da soja. Esse objetivo será atingido apenas se controlarmos as plantas daninhas de difícil controle agora! Caso contrário, voltaremos às aplicações seqüenciais e com altas doses de herbicidas.

(*) José Fernando Jurca Grigolli é engenheiro agrônomo, 2009), mestre em agronomia - produção vegetal – e doutor em andamento em agronomia (entomologia agrícola).

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