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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

21/05/2014 10:28

Cota para concurso público: cérebro não tem cor

Por Watson Ranieri Miranda de Amorim (*)

Quando os brasileiros se unem, ou pelo menos parte deles, para repreender práticas racistas, como a vista semanas atrás, ocorrida com o jogador de futebol Daniel Alves, onde foi jogada uma banana em sua direção e, este, num lampejo de sabedoria, simplesmente comeu a fruta.

Quando, logo após o fato, surge nas redes sociais uma campanha intitulada: “Somos todos macacos”, cujo objetivo principal era mostrar a todos que a cor da pele não pode ser um diferencial na vida das pessoas, já que existe somente uma raça: a humana.

Enfim, quando achamos que nada mais poderia acontecer neste sentido, ou, pelo menos não deveria, qual seja, a discriminação por causa da cor da pele. Vem, aos galopes, nosso precioso Senado Federal, composto por vários “seres” da raça humana, em uma das suas várias trapalhadas jurídicas e aprovam a “COTA DE 20% PARA NEGROS EM CONCURSO PÚBLICO”.

Isso. Vocês não leram errado. Eles fizeram isso. Outra vez nossos políticos, cheios de "boas" intenções, vêm a público, por meio de uma lei federal, dizer que os negros precisam de cotas para assumirem cargos em órgão públicos.

Uma das maiores discriminações raciais que se têm notícia, pois se acham que negros precisam de cotas é porque não tem capacidade de estudar, se esforçar, e passar em um concurso público com ampla concorrência.

Afinal, a pergunta que precisa ser feita a estes “experts” legisladores: Em qual país todos são iguais perante a lei mesmo?

Não é a cor da pele que vai definir a capacidade intelectual de cada um. Não é reservar vagas específicas em concursos públicos que irá corrigir um erro do passado, como eles dizem.

O que irá ocorrer na verdade é a criação de um problema futuro, onde as pessoas discriminarão as pessoas “cotistas”, pois serão acusadas de estarem ali ou acolá por causa de cotas raciais.

O que nossos ilustres precisam saber é que cérebro não tem cor e, se tiver, são todos da mesma cor. E não é a cor do cérebro, muito menos da pele que definirá o futuro deste ou daquele. É sim seu esforço, sua determinação, sua capacidade.

Criar cotas é a forma mais cruel de discriminar aqueles que delas utilizam-se.

É o mesmo que dizer: já que são negros, burros, preguiçosos, nós te daremos uma forcinha e você conseguirá um bom emprego público, afinal, se não fosse isso não seriam capazes de concorrerem com os brancos, amarelos ou sei lá que cor.

Sabemos que não é assim. Sabemos que nem negros, nem brancos, nem amarelos precisam de ajuda da lei para progredirem e prosperarem. Quem precisa disso são os preguiçosos e os acomodados.

Essa cota é uma vergonha e acredito que os negros deveriam ser os primeiros a se levantarem contra e dizerem que não precisam dela, não precisam mais serem discriminados pela cor de sua pele. Que podem atingir seus objetivos com suas próprias forças, com empenho e determinação.

Afinal, como já disse, CÉREBRO NÃO TEM COR.

(*) Watson Ranieri Miranda de Amorim é bacharel em direito e assistente de gabinete no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

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Meu caro Watson... Você só pode estar brincando!
Posições jocosas à parte, doravante vamos falar sério! O seu discurso eivado de senso comum é raso e destituído de conhecimento histórico, e acima de tudo de atualidade.
Se você levantar a cabeça, vai ver que existem demonstrações de racismos muito maiores que cotas raciais, criadas com o intuito de igualar as oportunidades.
É muito fácil falar que com cotas os negros estão sendo favorecidos, quando você e uma miríade que reproduz palavras como as suas, são favorecidos por esse sistema racista a vida toda! Basta olhar as estatísticas, não sei se vc sabe, mas o desempenho dos cotistas é igual ou superior aos demais. Já é vasta a produção acadêmica sobre o tema, procure se informar!
Ademais, dívida não se discute. Se paga!
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 21/05/2014 13:42:07
Falar sobre o senso comum é fácil, ainda mais quando o público é um mar de alienados.
Acho que um pouquinho mais de estudo sobre a aplicação da Lei de Cotas não fará mal algum ao nobre bacharel em direito e comissionado do TJMS. Os requisitos para ser considerado aprovado no concurso público são os mesmos para todos; negro, branco, amarelo, índio, verde, roxo... Só ler o edital do certame.
Triste ler esse tipo de opinião de pessoas que certamente apoiam discursos Sheherazadianos, Bolsonarianos e afins. Aposto que outros temas, também ditos polêmicos, terão uma interpretação nada humana por esse tipo de pessoa. Aliás, triste mesmo é saber que esse tipo de discurso nunca sai de moda, desde Hitler.
Cérebro não tem cor, né? Assim como é verdade que quem estuda mesmo passa com cota ou sem cota.
 
Guaraci Mendes em 21/05/2014 11:53:37
Meu caro Watson... Você só pode estar brincando!
Posições jocosas à parte, doravante vamos falar sério! O seu discurso eivado de senso comum, é raso e destituído de conhecimento histórico, e acima de tudo de atualidade.
Se você levantar a cabeça, vai ver que existem demostrações de racismos muito maiores que cotas raciais, criadas com o intuito de igualar as oportunidades.
É muito fácil falar que com cotas os negros estão sendo favorecidos, quando você e uma miríade que reproduz palavras como as suas são foi favorecidos por esse sistema racista a vida toda! Basta olhar as estatísticas, não sei se vc sabe, mas o desempenho dos cotistas é igual ou superior aos demais. Já é vasta a produção acadêmica sobre o tema, procure se informar!
Ademais, dívida não se discute. Se paga.
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 21/05/2014 11:34:56
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