A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

25/08/2011 06:03

Cresce investimento em RH

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

De certos assuntos é impossível se esquivar: a qualificação da mão de obra brasileira é o mais proeminente deles. O leitor mais atento já percebeu que, nas últimas semanas, a análise desse entrave ao desenvolvimento nacional não sai do foco dessa nossa conversa.

Muitas outras novidades rondam os mundos da educação e do trabalho, mas perdem a relevância quando confrontadas à contundência de números como os evidenciados por pesquisa da Deloitte divulgada esse mês.

A empresa de consultoria ouviu representantes de quase uma centena de organizações brasileiras e o resultado aponta novamente para a lacuna que existe entre as necessidades das corporações e o perfil de trabalhadores disponíveis no mercado.

De acordo com a pesquisa, a maioria (58%) ampliará, ainda esse ano, o orçamento do setor de recursos humanos. Além disso, e aqui está o flagrante, 70% afirmam que a área que mais receberá investimentos é Treinamento e Desenvolvimento.

Destaca-se que a capacitação dos colaborares deixou para trás – e muito para trás – rubricas estratégicas como Remuneração (46%); Tecnologia da informação (37%); Comunicação interna (28%); Medicina, segurança do trabalho e saúde (27) e Benefícios (24%).

Agora cruze essa informação com outro resultado do estudo: o comprometimento do colaborador está diretamente relacionado com o tempo de casa – um fenômeno provocado pelo aquecimento do mercado de brasileiro e a disputa por novos talentos.

Ou seja, a área de Treinamento e Desenvolvimento está sendo encarada como ferramenta de retenção de jovens profissionais, mais – até mesmo – do que a oferta de salários vultosos ou benefícios exorbitantes.

O fato, entretanto, não pode ser considerado uma surpresa, especialmente entre aqueles que incluem o estágio nessa política de RH. Isso porque uma outra pesquisa do instituto TNS InterScience aponta que 64% dos estudantes que passam por esses programas são efetivados.

Vale sempre lembrar que a figura do estagiário é tão importante para a preparação de talentos adequados às demandas das empresas que o governo concede isenção no pagamento de encargos trabalhistas como forma de estimular permanentemente a inserção de estudantes.

Pelo lado dos jovens, há ainda mais benefícios além da capacitação prática per se, pois de acordo com a Lei nº 11.788/08 nenhum agente de integração – organização que faz a ponte entre as instituições de ensino e as concedentes de estágio – não pode cobrar-lhes nada pelo serviço.

No mais, contam com uma série de relatórios de acompanhamento que devem ser preenchidos periodicamente. Por meio desses documentos, registra-se a evolução da capacitação do estagiário, permitindo a interrupção imediata do treinamento caso se detecte algum desvio.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

Sobre o mercado e o governo
O homem primitivo acordava de manhã, saía para coletar frutas, abater animais e pescar peixes, e assim ele se alimentava. Ao fim do dia, cobria-se co...
Logística reversa: pensamento sustentável pelas gerações futuras
Incertezas são o que mais temos, porém ideias norteadoras e essenciais para a construção de um futuro mais sustentável já existem. Não podemos ignora...
Quando, também na escola, se dialoga sobre as religiões
Temos percebido uma crescente preocupação acerca do papel social da escola e da educação que acontece neste espaçotempo. Numa perspectiva de sociedad...
19 anos de Código de Trânsito Brasileiro
No dia 22/01/17, o atual Código de Trânsito Brasileiro completa 19 anos de vigência. Após 31 Leis que o alteraram, com o complemento de 655 Resoluçõe...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions