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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

09/12/2015 09:57

Criança especial, o céu em nossa casa

Por Ronaldo da Silva (*)

Um dia para celebrar a criança especial, 9 de dezembro. Antes de tudo, a data nos leva a entender as várias formas de amor que somos convidados a dar e receber. Não só as amamos, sentimo-nos ternamente invadidos por um amor puro, inocente, que jorra de uma fonte sem igual.

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Eu e minha esposa, Roseli, soubemos que nosso primeiro filho seria especial no oitavo mês de gestação. Giovanni nasceu com a Síndrome Dandy Walker. Não foi fácil receber aquele diagnóstico: síndrome rara, má-formação no cérebro, impossibilidade de andar, de falar, hidrocefalia, problemas eventuais nos rins, coração e etc.

O primeiro momento foi de pânico e questionamento: por que nós? Somos missionários, entregamos nossa vida a Deus, vivemos da providência, isso não é justo! Após aquele impacto rezamos e, da fé, surgiu a resposta que precisávamos. Deus nos disse em oração: vocês são as melhores pessoas para ter um filho especial!

Morávamos em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, e em meio às buscas soubemos da Rede Sarah Kubitschek em Brasília, hospital referência no tratamento e recuperação de pessoas com problemas neurológicos. Solicitamos à Canção Nova nossa transferência para a capital federal e fomos prontamente atendido, pois os primeiros anos de vida são fundamentais para investir no tratamento de uma criança especial.

O diagnóstico do nosso filho era terrível, podendo até viver em estado vegetativo. Somos testemunhas do quanto a fé e o amor são capazes de produzir milagres. Ele não precisou de nenhuma cirurgia. Giovanni tem 12 anos. Ainda não anda, mas se locomove: engatinha, sobe em mesas e camas, pendura-se em janelas, abre geladeira; não fala muito, mas se faz entender, balbucia todo tipo de palavras. Se lhe perguntamos se está feliz, ele dá uma bela risada. É um sorriso encantador! É carinhoso, alegre, algo que nos fascina.

Procuramos sempre estimular sua inteligência, pois tem a mente de uma criança de dois anos. Tentamos dialogar com ele e vamos extraindo verdadeiras pérolas. Outro dia perguntamos: quem manda aqui nesta casa? Ele subitamente respondeu: eu. É verdade, ele manda em nossa casa e mudou o rumo da nossa vida.

Ensinamos nosso outro filho, Angelo, mais novo dois anos, a cuidar do irmão e ele assumiu isto. Dissemos a ele que Giovanni é Jesus, disfarçado em nosso meio. Certa vez, depois de brigarem, Angelo veio dizer a Roseli que estava perdendo a paciência e então ela o recordou: olha, lembra que ele é Jesus disfarçado na nossa casa. Ao que ele respondeu: ô Jesus chato mamãe!

Ter um filho especial é um desafio de amor, pois vivemos “dores e delícias” todos os dias. Delícias, sim, por celebrar cada aprendizado e superação como uma grande vitória. Até quando será assim e como será o futuro não sabemos, oferecemos o nosso melhor a ele.

Em alguma palestras que faço costumo falar do Giovanni e da minha família. São vários os testemunhos de pais que estavam grávidos de um filho especial e desejavam abortar, mas depois de me ouvirem, mudaram de ideia. Repito-lhes o que eu e Roseli ouvimos de Deus: “vocês são as melhores pessoas para terem um filho especial”.

Somos agradecidos a Deus, por nos confiar um anjo que nos fez pessoas melhores, mais sensíveis, mais humanas e atentas a toda realidade e dificuldade à nossa volta. Somos melhores por causa dele, somos uma família “especial” e muito, muito feliz!

(*) Ronaldo da Silva é jornalista e missionário da Comunidade Canção Nova

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