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09/12/2013 17:40

Desafios e oportunidades do PT em 2014

Por Vander Loubet (*)

No último final de semana, encerramos com êxito o Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, com a posse dos eleitos nos diretórios municipais e regionais. Hoje somos 1,7 milhão de filiados, sendo que quase 500 mil votaram e foram votados nas eleições internas. Em Mato Grosso do Sul, participaram 10 mil pessoas, tendo o ex-presidente regional Marcus Garcia cumprido papel decisivo em todo o processo de construção do consenso na nova direção estadual.

A cada quatro anos, o PT faz o processo de renovação das direções partidárias, com eleições internas diretas. A composição final dos diretórios se dá de forma proporcional com base nos resultados das eleições, onde todas as posições políticas internas - as chamadas correntes - têm espaço.

Esse processo é democrático e renovador, pois permite a oxigenação do partido por meio de novas lideranças nos municípios e nos estados. Trata-se de uma etapa importante no sentido de sempre trabalhar para estar à altura dos desafios que são impostos ao PT.

Dessa forma, entendo que, depois desse processo, temos duas grandes oportunidades para 2014 em nosso estado: dar continuidade e acelerar o processo de renovação de práticas e ideias partidários; e definir as estratégias políticas e o conteúdo programático do nosso plano de governo, tendo em vista a pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral ao governo do Estado.

Quanto à construção partidária, o desafio é renovar de forma permanente as propostas para que continuemos a ser uma legenda que incorpore os anseios populares e capitaneie as profundas transformações da nossa realidade. Entendo ainda que nosso novo presidente regional, o prefeito Paulo Duarte, de Corumbá, tem todos os atributos para que possamos estar atentos à necessidade de incorporação, pelo nosso partido, das novas camadas da sociedade, que não têm tradição de militância política, de maneira que possamos debater com novos interlocutores e agentes. A renovação do ideário e das práticas petistas é uma necessidade premente.

Quanto à estratégia e à orientação programática para 2014, a pré-candidatura de Delcídio está solidificada. Por isso não podemos errar na construção de alianças, devemos agregar o maior número de lideranças e partidos. Por outro lado, mais do que nunca, temos que construir um programa de governo que efetivamente traga proposições que venham ao encontro dos novos anseios da nossa sociedade.

O PT não pode abdicar de continuar a ser um partido de vanguarda, fato que o colocou na condição de maior e mais admirado partido do Brasil. Nosso partido, tanto em Mato Grosso do Sul quanto no Brasil, garantiu avanços inegáveis em áreas diversas, notadamente na inclusão social e na geração de emprego e renda. Mas novos desafios estão colocados, com novas agendas e bandeiras e não podemos nos furtar de, mais uma vez, oferecer à sociedade as respostas a esses novos desafios.

(*) Vander Loubet é deputado federal pelo PT-MS.

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