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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

19/10/2011 12:30

Desarmamento - Ficção Ideológica

Hiram Reis e Silva*

Desde a divulgação do “Mapa da Violência 2011”, em fevereiro, já havia ficado claro que, no Brasil, a relação entre a quantidade de armas em circulação e a de assassinatos é imprópria, pois que a região do país campeã em tais crimes é exatamente a mesma onde há menos armas em circulação: o Nordeste. O relatório da ONU é a ratificação, em âmbito mundial, do quanto todos os estudos sérios sobre o assunto já vinham demonstrando, ou seja, que não há qualquer relação entre a facilidade de acesso do cidadão às armas de fogo e o aumento nas taxas de homicídios, os quais, em verdade e como também registra o estudo, estão diretamente relacionados às atividades criminosas, como o tráfico de drogas.

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As informações contidas no relatório, tendo como origem justamente a entidade que mundialmente mais vinha se empenhando pelo desarmamento, deve, no mínimo, promover uma profunda reflexão técnica naqueles que, até hoje, defendem a tese apenas por uma questão de ideologia.

(Fabrício Rebelo - Desarmamento)

Meu pai, Cassiano Reis e Silva, foi um brilhante oficial do Exército Brasileiro e excelente atirador. Ao concluir a Escola Militar do Realengo (Real Engenho) optou por servir em Rosário do Sul, Rio Grande do Sul. Foi enfeitiçado pelo minuano, apaixonou-se por uma gaúcha, chamada Maria, minha mãe, e pelos costumes pampeanos. Como ele mesmo dizia, depois de algum tempo encantado pela querência que o recebera de braços abertos, continuava a se considerar carioca de nascimento, mas se tornara gaúcho de coração. O velho Cassiano adaptou-se aos costumes da terra, tornou-se um excelente cavaleiro e tomou gosto pelas pescarias e caçadas. Desde “piazito” eu acompanhava a ele e aos meus “tios” nas pescarias onde aprendi a iscar, pescar, tarrafear e a ajudar nas lidas do acampamento.

Mais tarde, com doze anos, com uma pequena garrucha calibre 28 perambulava com ele pelos pampas caçando perdizes. Ele me ensinou que jamais devia se atirar “no pio” (a ave no chão) e sim fazer com que o cachorro a “levantasse” e atirasse no vôo, devia-se conceder ao animal uma chance de escapar voando. Naquela época a munição era cara e meu pai carregava os cartuchos em casa e eu o ajudava na colocação das buchas nos cartuchos da 20. Fui criado conhecendo, de perto, os cuidados e os perigos que uma arma representa.

Mais tarde, seguindo os passos de meu pai cursei a Academia Militar das Agulhas Negras e fui conhecendo outras armas, mas sempre dedicando a elas o mesmo cuidado que meu velho pai me ensinara. O tiro faz parte da preparação profissional do militar e por isso mesmo acho que a falácia de culpar as armas pela morte de inocentes é mais um grande equívoco dos “piedosos pacifistas”. Defende-se o desarmamento dos cidadãos de bem enquanto o próprio Estado se mostra incompetente em garantir a segurança da população. Embora o povo brasileiro já tenha se pronunciado a respeito o governo, aproveitando da repercussão de determinados fatos, mobiliza-se para um novo plebiscito.

No meio deste imbróglio todo, surge finalmente um relatório sério, e acima de qualquer suspeita, que comprova o que há muito já se sabia e que os “pacifistas amestrados” tentavam esconder.

- Relatório do Escritório da ONU para Drogas e Crimes (UNODC)

Segundo a ONU, não existem evidencias que confirmem, cientificamente, que exista uma relação entre o número de armas e as taxas de homicídio, havendo inclusive, provas de que esta relação seja inversamente proporcional.

É a primeira vez que um documento oficial das Nações Unidas reconhece inexistir comprovação científica de que a redução na quantidade de armas em circulação possa reduzir a criminalidade, fato que, até então, vinha, equivocadamente, sendo tomado como verdade absoluta. (Bene Barbosa).

Especialistas em segurança pública consideram o relatório um marco importante que desmistifica a tese, puramente ideológica, de que o incremento da violência tem aumentado em decorrência da facilidade de acesso às armas de fogo. O relatório admite, ainda, que as armas destinam-se à preservação da vida das vítimas, fato até então renegado pelos órgãos de pesquisa.

(*) Hiram Reis e Silva é coronel de Engenharia, professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA). presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS), presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar (IDMM), presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS (AHIMTB), membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS), colaborador emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

Blog: http://desafiandooriomar.blogspot.com

E–mail: hiramrs@terra.com.br

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Parabéns pela matéria do Coronel Hiram, o cidadão que tenha sua arma para defesa de sua família, não é o grande problema como afirmam, pois o cidadão de bem não usa sua arma de forma injusta, é para sua defesa, o homem para ser um homicida não precisa nem de uma arma de fogo, sua vontade faz com que ele utilize de qualquer meio para tirar a vida de outro ser humano.
 
Luiz Albano C da Costa em 20/10/2011 04:42:17
Eis uns dos motivos que sou a favor é de armar a população, sou a favor do desarmamento desde que haja segurança, e nos sabemos muito bem que na realidade não é isso que ocorre. Com o povo desarmado os marginais deitam e rolam, hoje os marginais cometem assaltos s/ mostrar as armas, pois sabem que o cidadão de bem esta desarmado deixando o cidadão c/ drauma pra o resto da vida.
 
Felipe Salinas em 20/10/2011 04:37:22
Parabéns Cel. Hiram! Sábias palavras! Armas fizeram parte de minha vida desde tenra idade e nunca com o propósito de violência, meu saudoso avô RAFAEL AZAMBUJA ARANTES, que lutou em "revoluções", ensinou a meu pai, que me ensinou, a respeitar o próximo e a ser homem para defender minha família, sempre cacei perdizes (exterior) e respeito a natureza, fui atirador de IPSC, sou policial e pró-armas.
 
Claudio Arantes - CG/Amambai em 19/10/2011 06:43:49
Parabéns Coronel. Pessoas iguais ao Senhor, que ainda me fazem acreditar que nosso País, tem conserto. Se nossas autoridades, realmente fizessem o que deveriam, "proteger o cidadão", o Brasil não estaria como está. "Armas de fogo não matam pessoas, pessoas matam pessoas", não importa os meios. Se tivéssemos Leis Sérias, o Brasil seria bem diferente. Cidadãos armados: Garantia da Soberania da Nação
 
JAMIL JUNIOR em 19/10/2011 05:15:22
excelente matéria..... se cada cidadão, fosse,preparado ( para manusear uma arma) e te-la em sua residência e o sistema o amparasse. eu duvido se o roupo, ñ cairia a zero.
 
audy paiva em 19/10/2011 04:56:53
Magnífica matéria.Concordo plenamente.Um artigo desse tem que ser estampado na primeira página,com total destaque.O desarmamento serve aos propósitos de golpistas,que querem a pátria sem defesa,a mêrce de traições.Divulguem,divulguem.Temos que calar a bôca dos mal-intencionados.O homem não precisa de arma de fogo para matar.Basta a vontade homicida.Todos sabem disso.
 
Ronaldo Ancél Alves em 19/10/2011 04:08:54
adorei a matéria,e temos o mesmo pensamento,pena que nem todos mpensam assim!!!
 
everaldo almeida da silva em 19/10/2011 03:52:19
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