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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

01/06/2011 06:04

Deseducando o Brasil

Por Aloísio Teixeira Garcia (*)

O livro Por uma Vida Melhor, distribuído pelo Ministério da Educação a meio milhão de alunos do ensino fundamental, agride o bom senso e vai na contra mão dos objetivos maiores da educação. Estamos diante de um obscurantismo que vê a língua culta – obrigatória nos vestibulares e nos concursos oficiais – como discriminação contra excluídos, cuja inclusão só se dá pela educação com qualidade e começa pela forma adequada em se expressar e comunicar-se.

A apologia do erro; “nós vai” ou “os livro”, não levará o país e sua juventude a ascender socialmente com oportunidades profissionais, introduzindo-os no vasto universo cultural. Não é por acaso que ocupamos a 53ª posição entre os 65 países avaliados pelo Pisa, comparativo internacional de desempenho escolar em disciplinas fundamentais.

Há a linguagem dos torpedos pelos celulares ou as abreviações que dominam os e-mails, mas não há um linguajar popular a se contrapor à língua oficial ou culta, gramaticamente correta, que será obrigatória ao longo da vida, para que se tenha perspectivas reais de ascender socialmente em um mundo altamente competitivo.

O universo que se abre aos que dominam o idioma e as regras gramaticais permite que conheçam e naveguem pelas ciências, pela literatura, ou pela sociologia, com notável crescimento intelectual e espiritual, tornando-os cidadãos de um mundo globalizado. Ao contrario do caminho equivocado da autora do mencionado livro, encampado pelo MEC e adquirido com recursos públicos, a educação é libertadora, inclusiva e democrática.

Machado de Assis, autodidata, se curvava às letras certas e se impôs ao reconhecimento e admiração de várias gerações. Barack Obama, pelas origens familiares ou a cor da pele, nunca chegaria onde chegou se não cursasse uma das Universidades mais conceituadas dos Estados Unidos. Lá, a exigência existente sobre lideranças políticas exigem uma formação básica de quem disputa cargos públicos.

O Brasil quer filhos vencedores, e o caminho da educação com qualidade não pode ser contaminado por exemplos como estes.

(*) Aloísio Teixeira Garcia, secretário geral da Academia Mineira de Letras.

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É questão educação, sempre para se ganhar uma eleção é fundamental e em 1º lugar, mas ai vem a posse, inicia-se um trabalho, qual era mesmo a promessa?. Agora estuda quem quer, como votar em um determinado condidato, vota quem quer, mas fazer livros que se ensina errado?! Por favor, como ser conivente com isso?!. Nós acabamos de ler um artigo muito bem escrito, com ideias e comcepções claras, em português correto, e vamos achar que temos que ensinar nossos filhos errado, por que temos em nosso meio, algumas dezenas de preguisosos?. eu não ensinaria errado meus filhos nem por decreto.
E parabéns pela discertação, muito oportuna. E vamos deichar de ser motivo de piada pros "portugueses"!.
 
roberto dos reis em 02/06/2011 09:26:54
"....Não é por acaso que ocupamos a 53ª posição entre os 65 países avaliados pelo Pisa, comparativo internacional de desempenho escolar em disciplinas fundamentais....."este trecho já diz tudo,e outra uma nação,estado e ou cidade onde "nóis nun tem iducação i nun temo istudo,pois OS LIVRO nóis nun tem açeço e o sinho Ministro da iducação é uma "porta"fechada é claro,onde o inem tem uma faia todo o anu,então....."
não seria mais fácil de "controlar"?Poucos pensam nisso,parabéns pelo Editorial.
 
Ricardo Lemos Terra em 01/06/2011 08:44:09
Antes de criticarem, é preciso ver o que o livro diz a respeito.
A mídia brasileira, principalmente as grandes, execraram a obra. Muitos colunistas, jornalistas e até leigos, também o fizeram. É o tal senso- comum "Não li, não gostei!" É preciso bom senso para criticar aquilo que se conhece, e não aquilo que não conhecemos. Em nenhum momento, o livro diz que a norma padrão da língua portuguesa não deva ser ensinada. Pelo contrário. As autoras usam uma metodologia que parte daquilo que o aluno já sabe ("Os livro estão emprestado." Quase todos os brasileiros falam assim. É só prestarem atenção!), e diz que o correto, segundo as regras gramaticais, é "Os livros estão emprestados". Dou outro exemplo: 99% dos brasileiros falam "Como você tá?" ao invés de "Como você está?" e o fazem de forma inconsciente. É a mesma coisa. E é isso que o livro ensina: "Você fala assim, mas deve falar assim." É questão de adequar a sua fala ao ambiente em que você se encontra, ou, o que as teorias chama de "adequação linguística."
Se vamos condenar a fala das pessoas em nome das regras gramaticais, vamos condenar também o internetês. Não escrevamos mais "vc" (você), "q" (que), "tão" (estão)...!
 
Ricardo Leandro em 01/06/2011 08:09:34
Educação um assunto bem dificil de se tratar, em um país que o povo é estramamente preguiçoso quer tudo na mão, quer soluções estantaneas de forma que não necessitem de esforço algun por parte deles.Não adianta ficar ai criticando o governo, se o problema esta no proprio povo que não quer mudar.
 
Pedro Augusto em 01/06/2011 08:07:23
Até o comentário breve feito aqui não esclarece nada desse livro.
Hoje se critica muito a Educação, no entanto o Governo só falta levar o cidadão no colo para as Escolas.
Dar bolsa, passe de onibus, comida, livros roupas, calçados e ainda pagam para o camarada fraquentar. O que querem mais que o Governo faça? Sou apenas um funcionário público que estudou semnpre em Escola paga e fiz pós graduação. Mas vejo que ninguem quer nada, ou quer tudo na boca já mastigado.
 
luiz alves pereira em 01/06/2011 07:52:36
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