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19/05/2014 13:19

Dilma atrapalha-se entre carros e ônibus. A população sofre

Por Ruy Sant’Anna (*)

Tenho passado por aborrecimentos quando pessoas me enchem o sa... pato com baboseiras de que escrevo na mídia objetivando catar votos para minha futura eleição, a sei lá qual cargo. Se fosse candidato seria às claras. Cacete, se não existe a hipótese como saem essas cretinices que percebo na voz enrolada ou no olho truncado... O que digo não precisa de interpretações, pois se restringe a essa circunstância.

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Os assuntos que abordo objetiva puxar para nosso terreno regional ou local a discussão dos mesmos e buscar ou oferecer possíveis soluções. Não sou candidato a nenhum cargo eleitoral e não me passou pela cabeça tal intenção. Nem inscrição partidária eu tenho. Nunca fugi à luta, meu amado avô, por parte de mãe, de querida memória Henrique Sant’Anna era comunista, idealista fervoroso cuja ideologia nunca adotei, mas nem por isso deixei de ajudar algumas legendas partidárias. Sou democrata. Desculpem-me pelo desabafo/esclarecimentos. Est terminé.

Agora, ao tema de hoje sobre a urgência urgentíssima de o próximo presidente assumir o compromisso de atender às pessoas na mobilidade urbana. A questão é falar das coisas que o povo precisa. Coisas concretas e factíveis. De Dilma não espero mais nada, a não ser promessas feitas com cara amarrada e voz descalibrada com a verdade de propósito.
Veja que no final de abril, deste ano, a presidente Dilma prometeu que pretende ‘criar’ medidas para destravar o crédito na compra de veículos com ampliação do prazo de financiamento para até 60 meses e algo mais.

Por que isso ? Porque ela está querendo ajudar você ou outra pessoa a ter o carro próprio ou trocá-lo por novo ? Para ajudar a economia brasileira a deslanchar ? Você já sentiu que não é nada disso. O negócio dela é de fim meramente eleitoral. Afinal, não foi ela que disse que vale tudo para ganhar a eleição ?

Não tem quem, não saiba e sofra com os congestionamentos no trânsito de cidades médias, grandes e até pequenas. Se não no trânsito da cidade, os estacionamentos pagos estão bombando com os escessos de carros.

Pegue qualquer obra que Dilma tenha iniciado e verá que elas não procuram soluções. São meia boca porque não vão a fundo. No caso da mobilidade urbana, programou, prometeu várias obras estruturais em algumas cidades como aqui em Campo Grande. Poderão movimentar muito dinheiro em época de eleição, mas não resolverá o problema da mobilidade porque os carros de passeio continuarão enchendo as ruas e estacionamentos. Ninguém garante que serão iniciadas e/ou serão concluídas. Pra campanha são perfeitas : Dilma pode culpar o TCU e a falta de tempo que ela mesmo provocou. E também as obras que estão prometidas como viadutos, construção de novos terminais e corredores de ônibus em Campo Grande, são promessas desde o ano de 2006. E dê-lhe tapeação.

A utilização de ônibus por necessidade nunca foi nem é ocupação de Lula e Dilma. E andar de ônibus por uma escolha seria mais comum se o governo de Dilma fizesse a opção certa. Caso queira, mesmo, ajudar as montadoras de automóveis, faça-o de maneira equilibrada. Pois o uso do ônibus como opção para economia e segurança, é mais comum do que se pensa. E uma decisão ecologicamente sustentável. No Brasil, o transporte público sempre esteve associado à baixa renda. Talvez isso explique a polêmica nas redes sociais com a imagem da atriz Lucélia Santos em um ônibus no Rio de Janeiro. Dilma achou que Lucélia estivesse sem carro, como os passageiros de ônibus. Deve ser esse um dos motivos de o governo de Dilma preferir apoiar as montadoras de automóveis ao invés de atender às necessidades de melhorar a condição de conforto e segurança de quem se serve dos ônibus. A pior pobreza não é a financeira, mas a mental que só explora.

Quanto menos carros, melhor para a cidade, mas é preciso mais ônibus e também fora das garagens, circulando mais. Dilma e seus palacianos não sabem o quanto é bom ter ônibus em dia, asseados, com ar condicionado, motorista respeitador aos idosos, mulheres grávidas e passageiros em geral, pontos iluminados, bem sinalizados, com rampas de acesso e com indicação das linhas etc. Bom seria que as pessoas pudessem dizer: onde eu moro é bem servido de ônibus e demais acessórios. Enfim, o que falta é o governo direcionar um programa específico para incrementar a fabricação de mais ônibus e em condições favoráveis para as empresas se habilitarem nas aquisições e satisfação popular em todo o país. Mais ônibus, mais empregos também.

Mas, o que fazer se esse governo não sabe ouvir os clamores das ruas? Só não o reelegendo. E fazendo boa escolha. Enquanto isso os carros atravancam, os ônibus espremem e atrasam e nós rezamos pelo melhor. E eu dou meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

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