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03/09/2014 13:53

Eleições limpas valorizam civismo

Por Ariovaldo Caodaglio (*)

 votação direta e soberana para presidente da República e os demais cargos eletivos, uma conquista política e pacífica da população brasileira, é o momento maior da democracia. É a oportunidade de discutir os problemas e outorgar as soluções àqueles políticos que mais se comprometam com os anseios da sociedade. Por tudo isso, os debates, a propaganda eleitoral no rádio e TV, os comícios, cartazes, “santinhos” e todo material promocional permitido por lei são legítimos para a interação entre eleitores e candidatos.

Em meio à grande festa democrática das eleições brasileiras, contudo, partidos, candidatos, cabos eleitorais, militantes e todo o eleitorado precisam adotar uma atitude cívica quanto à limpeza das cidades. O ótimo ambiente que se tem verificado nas eleições, de ordem, paz e exercício consciente do direito e do dever do voto, ainda não avançou no tocante ao meio ambiente urbano. No pleito de 2012, por exemplo, quando elegemos prefeitos e vereadores, as cidades foram sujas por milhões de “santinhos”, bottons, cartazes e outros materiais de campanha largados nas ruas e praças, além de saquinhos de papel e plástico, restos de comida e resíduos de diversos tipos. Tudo muito incoerente com o espírito cívico que deve caracterizar uma eleição.

Se avançamos no plano político desde a redemocratização, agora é preciso esse cuidado especial com o meio urbano. Sujar as ruas contraria os discursos de todos os políticos. Alguns deles defendem de modo fervoroso o meio ambiente e o fazem constar de suas plataformas programáticas. E o eleitor acredita! Tanto assim que os partidos com propostas voltadas à melhoria do ambiente urbano, que promovem a qualidade da vida, saíram vitoriosos nas urnas em 2012. Segundo levantamento divulgado após as eleições municipais, algumas legendas que seguem essa linha dobraram o número de vereadores eleitos. Nomes conhecidos pela defesa da responsabilidade socioambiental obtiveram votações expressivas e figuraram na liderança dos votos.

Com certeza, a questão ambiental e o desenvolvimento urbano também serão temas muito presentes nas eleições gerais deste ano. É mais uma oportunidade de demonstrar coerência, estimulando os cabos eleitorais, a militância e os eleitores a não jogarem papel e resíduos nas ruas, utilizarem lixeiras e deixarem as cidades limpas. Espalhar nas calçadas e ruas milhões de “santinhos” e folhetos, em comícios e nos dias da votação, não interfere no resultado das eleições. Trata-se de imenso desperdício de papel e de um péssimo exemplo para as novas gerações.

Nos dias de votação na cidade de São Paulo, em 2012, as empresas responsáveis pela limpeza urbana tiveram de montar operação extraordinária, e o volume de resíduos sólidos retirado das ruas foi três vezes maior do que a média diária. Ou seja, o comportamento inadequado dos protagonistas das eleições — eleitores, candidatos, militantes e partidos — exigiu a mobilização de imenso contingente de trabalhadores agentes ambientais, turnos extras de trabalho ao planejado inicialmente e custos adicionais para o poder público.

Este ano, quando os brasileiros irão às urnas pela sétima vez, desde a redemocratização, para eleger o presidente da República pelo voto direto, já é hora de todos demonstrarem responsabilidade e civismo também quanto à limpeza de suas cidades. As eleições representam oportunidade de interferir na história, melhorar o país e solucionar problemas. Serão ainda melhores se todos contribuírem para que transcorram em cidades limpas.

(*) Ariovaldo Caodaglio, cientista social, biólogo, estatístico e pós-graduado em meio ambiente, é presidente do SELUR (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo).

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