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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

20/05/2012 08:19

Em busca da felicidade

Luiz Gonzaga Bertelli (*)

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A felicidade é definida como um estado de plenitude, satisfação e bem-estar físico e psíquico. Para Aristóteles, encontra-se no equilíbrio e na harmonia. Freud, o fundador da psicanálise, analisou-a como a busca pelo prazer. Gandhi dizia que não havia caminho para a felicidade, pois a felicidade era o caminho. E Drummond poetizava: ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.

No Brasil, a felicidade é reconhecida até mesmo no emprego, conforme pesquisa realizada pelo Datafolha: três em cada quatro brasileiros estão felizes ou muito felizes com seu trabalho – o equivalente a 77% do total. O dado traz um crescimento significativo em relação à última pesquisa realizada sobre o tema, em 2001, quando a porcentagem dos entusiasmados com o emprego chegava a 61%. É verdade que houve transformações importantes no mercado de trabalho de 2001 para os dias atuais. A taxa de desemprego que chegava a 11,5% hoje está na faixa dos 6%, índice de dar inveja à maioria dos países da comunidade européia e, até mesmo, aos Estados Unidos. O brasileiro perdeu o medo de ficar desempregado. Os cortes sucessivos nas empresas deram lugar à caça de candidatos para preencher vagas com melhor remuneração, principalmente para os cargos que exigem qualificação. Esse bom resultado da economia também é comprovado com o aumento de 60% da renda média, acima da inflação, dos trabalhadores brasileiros.

Diante desse quadro otimista de crescimento econômico, é hora de não deixar a peteca cair. Para os jovens, é o momento ideal para buscar uma melhor qualificação para o mercado de trabalho, cada vez mais competitivo. Quem quiser garantir as melhores vagas, vai precisar aprender ou aprimorar-se em informática e em seus programas mais comuns, falar uma ou mais línguas estrangeiras e ter conhecimento prático e experiência na área de atuação. Uma das melhores maneiras de alcançar esses objetivos é a capacitação por meio do estágio ou aprendizagem. Enquanto cursa o ensino médio ou a universidade, o estudante ganha experiência em empresas ou órgãos públicos, convive com profissionais de sua carreira e, com a bolsa-auxílio (remuneração obrigatória segundo a Lei do Estágio) ou o salário de aprendiz, pode pagar seus estudos ou cursos complementares. Qualificando-se para o mercado de trabalho, esses jovens têm tudo para, na próxima pesquisa, aumentar ainda mais o índice de felicidade no trabalho.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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Bom artigo, porém a visão do Brasil ainda está atrassada, enquanto estamos começando a forma empregados em outros paises eles buscam formarem empresários.
 
Adriano Volpini em 20/05/2012 03:58:55
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