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08/09/2013 09:04

Empresário: é melhor mudar do que se lamentar!

Por Paulo Sérgio de Moraes Sarmento (*)

Navegando em mar grosso o capitão revê a sua rota. Em negócios se faz o mesmo. Quando a economia vira, o empresário tem que traçar um novo rumo e não ficar sem ele. O cenário da macroeconomia brasileira que vemos hoje deverá permanecer praticamente o mesmo para os próximos anos. Em linhas gerais há quase consenso entre os analistas econômicos quanto aos aspectos que explico sucintamente:

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• O crescimento do PIB brasileiro continuará baixo, variando em torno de 2% pelo menos por uns três anos. Com os investimentos na casa dos 18% do PIB, o país não cresce mais que isso. Há uma correlação estreita entre investimentos e taxa de crescimento. Como o orçamento da União está meio que engessado, não há perspectivas para que essa taxa de investimento cresça.

• A indústria brasileira permanecerá com baixa produtividade em relação às médias encontradas nas grandes economias, logo, com pouca capacidade de competição no mercado internacional. Produtividade baixa eleva o custo.

• A produção está perigosamente em queda e poderá ficar crítica, levando muitas indústrias a terem problemas sérios.

• Embora o dólar esteja subindo, tornando mais caro o produto importado, só pela desvalorização do Real não dá garantia da substituição pelo produto nacional. Já temos problemas com a Balança de Pagamentos - mais importações que exportações - e irá piorar.

• A recuperação dos EUA é um fato que, entre outras mudanças, está provocando a valorização do Dólar em relação ao Real e em outras moedas. O Dólar pode chegar próximo de R$2,70 ou acima até o final de 2014.

• Detalhe importante: a retomada do crescimento americano está acontecendo sem inflação, ou seja, ele está ocorrendo de forma sólida. Os EUA voltarão a dar as cartas na economia mundial, revertendo a importância que foi dada aos países emergentes como o Brasil.

• A nossa agropecuária continuará forte e liderando as nossas exportações, porém com preços e lucros menores. A China diminui o seu crescimento gerando menor demanda. Isto quer dizer queda nas exportações.

• Espera-se que parte dessa oferta não exportada venha para o mercado interno com preços melhores e ajudando o controle da inflação que será forçada a subir pela valorização do Dólar.

• A oferta de crédito pelos bancos está sendo reduzida e os juros que já eram altos continuam subindo. Para complicar mais um pouco, há uma possibilidade de recebermos uma nota mais baixa do risco de crédito internacional.

• Com o Dólar subindo, os capitais internacionais estão indo para os investimentos americanos, tornando a oferta de dinheiro menor para outros países. Consequentemente, a remuneração para atrair esse dinheiro fica maior, com juros maiores.

• Os governos gastam muito e mal, por isso o orçamento para investimentos é apertado. Estamos a um ano do próximo pleito para as eleições para presidente e governadores e todos sabem que politicamente o país para e nada de relevante será feito.

Ora, pelo curso que estão tomando a economia e a política nacional o melhor que as empresas têm a fazer é reavaliar seus planos e estratégias. Até mesmo para os otimistas o horizonte está complicado e não é para ficarmos passivamente esperando as coisas mudarem. Temos que usar a cabeça e reagir!

O planejamento estratégico é uma importante, senão a única, iniciativa para se repensar o negócio, para traçar o melhor rumo neste cenário complexo, estabelecer objetivos, avaliar os recursos e conquistar espaços.

É possível crescer em crise. É possível renovar e inovar em tempos difíceis. É possível sair-se bem considerando um cenário adverso. Só não é possível mudar sem provocar a mudança.

(*) Paulo Sérgio de Moraes Sarmento é economista e sócio da VSW Soluções Empresariais.

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