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Campo Grande, Domingo, 22 de Janeiro de 2017

22/06/2015 14:09

Escola e Sociedade Digital: um diálogo possível?

Por Lilian Gramorelli (*)

Vivemos em tempos de mudanças na organização social, nas relações interpessoais e nas formas de gerenciar socialmente o conhecimento. As novas tecnologias da informação e seu conhecimento (TIC) já estão dentro das salas de aula e suscitam novas formas de desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem.

Porém, a simples presença das TIC na educação não garante uma prática pedagógica que atenda às demandas do século XXI. Por esse motivo, o papel do professor é de suma importância na construção de novos conhecimentos, pois, mais do que nunca, as informações estão disponíveis na teia (web) e será necessário auxiliar os alunos a lidar com elas, transformando-as em conhecimento e aprendizagem.

Nesse contexto, novas competências são suscitadas e tocam tanto a formação inicial dos professores quanto a contínua. Por meio dos atuais recursos digitais, os alunos, com o auxílio desse outro modelo de professor, podem se transformar em produtores de conteúdos, ampliando a possibilidade de interatividade com o conhecimento e tornando sua participação ativa no processo de construção de significados.

Na sociedade da informação, de acordo com César Coll e Carlos Monero, da aprendizagem e do conhecimento, o papel mais importante do professor em ambientes virtuais é o de mediador, entendido como alguém que proporciona auxílios educacionais ajustados à atividade construtiva dos alunos, utilizando as TIC para tanto.

A especialista em Marketing Digital Martha Gabriel revelou na palestra do 1º Congresso de Educação Digital (evento promovido pela Fecomércio), que 73% dos jovens não conseguem estudar sem a tecnologia digital. Podemos utilizar, portanto, a internet como ferramenta de expressão humana. Trata-se de um fenômeno contemporâneo que a escola deve incorporar na prática pedagógica.

Partindo desses pressupostos, o Colégio Marista Arquidiocesano adotou em 2015 o livro digital em quatro componentes curriculares (Geografia, História, Língua Portuguesa e Ciências), manteve o uso da plataforma digital, este ano com a Blackboard. Ao adotarmos o livro digital, além da facilidade que ele proporciona para trabalhar com vídeos e imagens, temos acesso a um rol de objetos digitais que ampliam as possibilidades dos professores e alunos em aula.

Para ampliar o debate, o Arquidiocesano promoverá o I Simpósio Marista de Tecnologia, Educação e Linguagem nos dias 25 e 26 de setembro, tendo como objetivos: problematizar e atualizar as reflexões, representações e interpretações quanto à relação entre Tecnologia, Educação e Linguagem; socializar práticas educacionais, produzindo diálogos entre Tecnologia, Ensino e Conhecimento e discutir práticas solidárias e sustentáveis das tecnologias, nos processos interativos de ensino-aprendizagem.

Afinal, é nosso intuito fomentar o diálogo entre escola e sociedade digital...

(*) Lilian Gramorelli, coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano, da Rede de Colégios do Grupo Marista.

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