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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

04/05/2012 14:42

Faixa de pedestre III

Por Heitor Freire (*)

Hoje, em nossa cidade, há uma distorção no que se refere ao relacionamento entre pedestres e motoristas. E isso decorre de uma interpretação equivocada do uso da faixa de pedestres, cuja utilização não está, ainda, devidamente explicitada pelas nossas autoridades de trânsito.

A obrigatoriedade de preferência dos pedestres nas faixas determinadas, só é exigível quando não há sinalização de semáforos. Quando há sinalização, a preferência é determinada pelo comando do sinal: acontece que os motoristas, confusos e temerosos, acabam dando preferência ao pedestre inadvertidamente, e criam uma jurisprudência equivocada, pois os que assistem a esta cena acabam pensando que é assim mesmo. E os próprios pedestres se acham detentores de um direito inexistente, cruzando as ruas numa indiferença olímpica, com imperativa e equivocada pose, colocando em risco suas vidas e submetendo os motoristas a um possível e indesejado acidente. No fundo, no fundo, todos nós somos pedestres. Vamos nos respeitar.

É preciso que nossas autoridades iniciem uma campanha informativa maciça e esclarecedora, por todos os meios de comunicação, iniciando didaticamente pelas escolas.

Em Portugal, as faixas de pedestres têm uma sinalização diferenciada – quando se trata de faixa sinalizada com semáforo e quando são faixas simples com preferência explícita para os pedestres, permitindo assim uma informação clara e precisa para todos: pedestres e motoristas. Além disso, há placas informativas nas calçadas, enfatizando essa prática.

O interessante neste tema é que a possível solução venha de Portugal. Nosso querido Portugal, terra dos nossos ancestrais. Há uma característica no ser humano: sempre critica ou menospreza o dominador – é a sua defesa. Assim, por exemplo, nos Estados Unidos no tempo da colônia, os ingleses eram vítimas de piadas, de histórias inventadas ou acontecidas e que eram distorcidas com a finalidade de colocá-los em situação vexatória.

O mesmo acontecia em nosso antigo Mato Grosso, com relação aos cuiabanos que eram sempre vítimas de chacotas e de piadas depreciativas que acabaram com a criação do nosso estado. Quando da sua criação, com a nomeação de um gaúcho – o engenheiro Harry Amorim Costa – para ser o primeiro governador, choveram histórias e piadas de gaúchos. Podem observar que com o tempo e a mudança de governador, as histórias foram diminuindo. E as histórias e piadas de português? Ao contrário do que nos acostumamos a ouvir e a difundir, o português é um povo muito inteligente, corajoso, audaz, trabalhador. É preciso resgatar esse comportamento, fazendo justiça a essa gente querida.

Para finalizar, em Porto Alegre, Brasília e Vitória, há um comportamento que penso possa ser aproveitado pela nossa gente: lá, o pedestre que deseja atravessar a faixa de segurança, em locais onde não há semáforos, estica o braço com palma da mão voltada para os carros, espera que os veículos parem e atravessa na faixa. Esse novo sinal não é fruto de lei, mas de uma prática que acaba se transformando em costume e se torna respeitada por todos. Chama-se bom senso.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

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Não basta educar os pedestres tem que aver mais severidade na cobrança das leis,e em relaçao as autoridades a população precisa cobrar mais pois os semaforos p pedestres estao 90% dfeituosos sem funcionamento.
 
James Pinto da Silva em 04/05/2012 07:14:21
Na época que Mato Grosso do Sul disputava ser uma das sedes de jogos da copa, muitos comentários entusiasta reivindicava eventos para nossa Capital. Citei o problema de sinalização do nosso trânsito e usei como referência Portugal e algumas cidades brasileira como Curitiba e Porto Alegre. Já estive nesses lugares todos e pude observar que nós aquí não temos sincronização de semáforos.
 
Ezio Jose em 04/05/2012 06:23:22
Adorei os comentários, pois faz jus a minha família, meus avós vieram respectivamente de Portugal e Espanha, sempre tentaram me chamar de "burra" por ter descendência portuguesa, porém hj todos fazem uso da tecnologia portuguesa c/ uso do celular pré-pago.Todos apreciam um delicioso bacalhau `a moda portuguesa, uma sardinhada no Estoril lota o clube, o bolinho de bacalhau na Toscana tem toda 5ª.
 
Noelina Marques Dias em 04/05/2012 03:45:57
Parabéns Heitor,

É evidente que a falta de informação ao pedestre - por culpa das autoridades - é que está causando esta confusão.

Perfeita a sua análise.
 
Paulo Almeida em 04/05/2012 03:45:03
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