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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

20/08/2014 11:52

Governo Dilma fechou 13 mil leitos hospitalares. Isso é normal?

Por Ruy Sant’Anna (*)

Um dos enormes problemas do governo Dilma está na saúde pública insipiente, perdulária e mal distribuída.

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Neste artigo escrevo sobre a gravidade que os pacientes brasileiros são obrigados a enfrentar na luta para ter o “direito” de viver. Já que se bobear a morte será certa diante das fraquezas de recursos do SUS.

O brasileiro está com a saúde debilitada. Cada vez mais membros de uma mesma família ficam doentes e o pior é que o SUS e o “Mais Médicos” não resolvem nem clareiam esse quadro nebuloso. Então, o que se vê e sente nos lares brasileiros é que as famílias desde os bebezinhos, passando pelas crianças, jovens, adultos e idosos, todos estão debilitados, cada vez mais. E queira Deus que o enfraquecimento físico não leve as pessoas ao sofrimento de algum mal psíquico, poisa saúde mental está muito mais desarranjada do que a física no SUS. E ainda somos levados a ouvir a sandice da presidente Dilma “afirmando” que “a saúde pública brasileira está na normalidade”... Ninguém merece ouvir nem passar pelos sofrimentos no SUS. Apesar das comprovações por parte de inspeções e revelações de órgãos governamentais e imprensa brasileira e estrangeira, os deputados federais e senadores do PT e da base de apoio no Congresso Nacional, ninguém, rigorosamente ninguém, fez nada para mudar esse quadro de horror.

É bem difícil, por exemplo, ser anestesista num desses hospitais ou postos de emergência onde falta anestésicos, falta respirador, falta material esterilizado para se fazer a cirurgia. É por isso que o médico desses locais pede demissão e não volta. Além disso, alguns prefeitos ao serem eleitos rompem o contrato após meses de atrasos de pagamentos, com os médicos fragilizados e que acabam aceitando rompimento de contrato. Tem caso de falta até de soro pra tratar a desidratação de quem está com diarréia.

É preciso que fique claro: individualmente os que trabalham no SUS assim como os hospitais conveniados prestam toda atenção, cuidado, competência profissional, assistência hospitalar, odontológica, fisioterápica, exames complementares e radiológicos etc. no máximo de suas energias pessoais e dedicação aos irmãos brasileiros. Mas, infelizmente o governo federal vê todo esse trabalho meramente como obrigação contratual, como se pagasse regiamente por toda essa gama de atendimento profissional.

Mesmo com tanto sacrifício dos que se propõe a atender pelo SUS e são abusados pelos baixos salários ou pagamentos esporádicos que recebe pelos empenhos profissionais, ainda assim o SUS já fechou, durante o governo de Dilma, mais de 13 mil leitos hospitalares nos quase quatro anos.

O governo Dilma é contraditório e sempre tenta enganar a população. Pra que serve uma campanha como o “Mais Médicos”, com menos saúde?

É preciso que a população saiba que a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, constatou que, no ano passado (2013), as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões na saúde. Essa informação foi apresentada pelo Conselho Federal de Medicina, conseguida “por meio de relatórios resumidos de execução orçamentária, e fazem parte da chamada “função saúde”.

A complicação contra o governo de Dilma está em que a verba de R$ 220,9 bilhões não foi utilizada exclusivamente em função da saúde. Pois, os óculos do governo focaram as despesas da “função saúde” também usadas para pagamento de funcionários, e entre outras despesas de custeio da máquina pública. Significa dizer que embora o governo de Dilma diga que aplicou esses bilhões na saúde pública, isso não é verdade.

O Conselho Federal de Medicina contestou dizendo que “o atendimento da população é menor do que os números encontrados no levantamento”.

Análise do orçamento da União prova que nos últimos 13 anos (2001 a 2013), de Lula a Dilma, foram autorizados R$ 80,5 bilhões específicos para investimentos. No entanto, apenas R$ 33 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos. Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados.

O que a imprensa em geral vem mostrando, e também um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), revelou é que 64% de 116 hospitais visitados apresentam taxa de ocupação da emergência maior do que a capacidade prevista, e em 19% essa situação ocorre com alguma freqüência. Mais ou menos como vemos aqui no Mato Grosso do Sul e especialmente em Campo Grande com a capacidade máxima de atendimento superlotada. Isso, porque as administrações e profissionais envolvidos no atendimento à saúde não se negam a atender; mesmo em situação precária, fazem tudo para salvar vidas, mas diante da precariedade nem sempre têm êxito.

Em apenas 6%, na saúde pública, não ocorre essa superlotação. Isso, não é novidade aqui em Campo Grande e em todo o estado com as superlotações, com as dificuldades e quase brigas para se conseguir um leito de UTI. Até para se obter uma consulta com clínico geral tem se que marcar e esperar muitos dias para ser atendido. Caso seja necessário algum exame complementar aí a dificuldade é incalculável e o grau de dificuldade aumenta quanto maior a complexidade do exame necessário.

Para o governo federal, essas coisas são luxos porque se não tem esparadrapo, gaze hospitalar, dipirona sódica, pra que tanta “sofisticação”...? Mas, graças a Deus, além dos auxílios aos municípios sul-mato-grossenses o governo de Mato Grosso do Sul informa que aplicou mais de R$ 530 milhões adicionais na área da saúde entre os anos de 2007 e 2013, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. E desde 2013 o governo de Mato Grosso do Sul está construindo dois Hospitais Regionais, um em Dourados e outro em Três Lagoas. Assim, se acende uma luz no fim do túnel e como o sul-mato-grossense é ligado na fé esperemos que toda essa judiação e pouco caso na saúde enfim seja equacionado. Rezemos ao Senhor enquanto lhes dou o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

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