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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

02/05/2013 08:32

Homossexualidade e igreja

André Afonso Vilela (*)

Muitas vezes nos deparamos com situações constrangedoras mediante pessoas que vivem na naturalidade as suas verdadeiras personalidades. Quando digo personalidades, estou me referindo ao ser de cada uma das pessoas, não digo escolhas e nem mesmo opção, que toma no poder da palavra o sentido de querer ser aquilo que não se é, mas ao contrário, o desejo de ser aquilo que se é. Digo isto, mesmo quando essa essência do ser passa a ser alvo de chacotas ou até mesmo um subterfúgio para os poderes delegados pela religiosidade e pelas práticas (o ópio do povo, segundo Marx) dentro de seu sentido mais profundo, pré-julgando uma conversão nos padrões já conhecidos pela sociedade.

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Todo ser humano no poder de suas decisões e ponderações é senhor de si, ou seja, tem plena consciência daquilo que se é e de sua real vocação (dons que possuem e que estão disponíveis para a realização de uma ação pessoal, grupal, familiar, social...), dignificando-o, tornando-o mais ser de sua própria história. Se cada pessoa é senhora de si e de sua história, cabe a cada ser dentro da conjuntura social apoiar e dar oportunidades de vida em abundância, para que este possa desenvolver na totalidade suas reais capacidades, seus talentos guardados a sete chaves.

Ao assistir o curta “Eu não quero voltar sozinho”, peguei-me a pensar nos riscos que a instituição escolar passa a ter se nós futuros professores não nos despirmos dos inúmeros preconceitos aos quais fomos moldados, principalmente os da “deficiência” e o da “sexualidade”. A instituição escolar corre o risco de cometer em seus pátios ou em suas salas de aula a ‘santa inquisição’ em nome de uma falsa moral, movida pelo ópio da religiosidade que casta a racionalidade e nos faz pensar acerca do uso de nossas genitálias com o sexo oposto, ou seja, o homem deve unir-se a mulher e vice versa. Qualquer outra forma de uso das genitálias que fira o padrão masculino x feminino torna-se uma ferida aos bons costumes e a moral de um povo ou meramente de uma verdade em particular.

“Eu não quero voltar sozinho” é um convite a esse despir-se. Despir-se da falsa moralidade ou das concepções da filosofia de uma determinada religiosidade para vestirmos as roupas do respeito e da dignificação do humano em sua essência maior. Se cada um enxerga o mundo com os olhos que tem, essa afirmativa não é válida para o pensamento. Ninguém pensa a partir das genitálias que tem ou de se uso. O modo que as usamos cabe somente a nós. O que deve ser considerado é o estado de felicidade que creditamos aos nossos atos. O crédito que damos a nós, que não deixa de ser uma aposta na felicidade, não deve e nem pode se tornar objeto de julgamento em um banco escolar.

A diferença, num primeiro momento, nos espanta. Seja a diferença de física, cor, opiniões, credos, escolhas, opções... e até mesmo a de orientação sexual. Mas, por que a diferença nos espanta? – Talvez a resposta esteja em nós mesmos e não no outro que afrontamos com nossas indelicadezas. Todas as vezes que as nossas atitudes são de preconceito e discriminação, estamos abandonando a racionalidade, o que realmente nos torna humanos, e afundamos na lama de nossa própria ignorância.

São tantos os homossexuais ativos na vida de nossas denominações religiosas, desde os altos postos até o último dos fiéis. Lembrando que o serviço é para todos tendo como modelo Àquele que sai da mesa dos convivas e se colaca a serviço de todos, o maior dos servos. O serviço é para todos, se o é, porque tantos constrangimentos a cerca da sexualidade? Será que um pênis ou uma vagina tem o poder de capacitar e dignificar um homem ou uma mulher? – o que deveria contar, ser levado em consideração não deveria ser as aventuras sexuais vividas ou não vividas pelas pessoas, ou seu passado de pecados, mas o seu desejo de se colocar a serviço... A castidade é dom de todos, não mérito de alguns que se afastam do povo e se escondem em escritórios ou mesmo daqueles que criam shows que subestimam o poder da fé e da razão mesmo dos mais fracos...

Cabe a cada cristão, reviver em seu coração o verdadeiro sentido da vida e da dádiva da doação. Todos merecemos o respeito, o amor, a certeza de poder desenvolver seus dons, talentos que dignificam a todos, não somente aquele que realiza a ação, mas todos os que se colaca a disposição de viver as dádivas que o cercam. O serviço não é realizado pelos órgãos genitais, mas pelas mãos que se unem, mesmo que estas estejam calejadas, cansadas, desfiguradas, sem forças... Um bom serviço não é aquele realizado por mãos heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais... O bom serviço é aquele realizado com o coração, que poderá ser avaliado apenas por Deus, mesmo quando os homens se colacam como possuidores e transmissores do Espírito Santo, ditando regras e normas que muitas vezes mascaram e não deixam mãos se unirem para o serviço.

A Igreja como mãe acolhe o filho, a exemplo da parábola do Filho Pródigo. Como mãe, despreza o passado sombrio do filho, ou seja, seus pecados e o acolhe de braços abertos. Heteros ou não, fazemos parte de uma mesma Igreja, a edificada no Amor.

(*) André Afonso Vilela, professor, filósofo e formado em História pela UCDB, pós-graduado em Metodologia do Ensino pela UNIC

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MEUS IRMÃOS, DEUS E JESUS DEIXARAM HOMEM OU MULHER, NÃO TERCEIRO SEXO, PORTANTO, QUEM ACEITA O TERCEIRO SEXO É COMO SE FOSSE O LADRÃO CONTRARIANDO AS NORMAS DE DEUS, O QUE DEVE SER FEITO É ENCAMINHAR AS PESSOAS FRÁGEIS AS IGREJAS, ALTARES DE DEUS, FALAR COM SEU PADRE OU PASTOR, NA CASA O PAI, NÃO A MÃE, E DEUS DARÁ A A RESPOSTA DA VERDADE PARA O SOFREDOR, QUE APÓS CONFISSÃO DA INDECISÃO, SERÁ CURADO, ABENÇOADO, E CURADO, E JAMAIS, PENSARÃO EM FRAQUEZAS DA VIDA, DEFININDO ASSIM, SER HOMEM OU MULHER, SOMENTE ESSE CAMINHO PARA DEFINIR, ALTAR DE DEUS, PALAVRA DE DEUS, O RESTO É ENGANO, DEUS ESPERA A VERDADE, PARA A LIBERTAÇÃO DOS DUVIDOSOS, QUEM ENSINAR ERRADO, TAMBÉM SOFRERÁ AS CONSEQUÊNCIAS, LÁ NA FRENTE, LEVÍTICO, 18, V. 22, LEIAM E AJUDEM A DEUS, ELE ESPERA DE VOCÊS.
 
PEDRO BRAGA em 02/05/2013 11:41:40
Parabéns pelo artigo, disse tudo.
 
izaias souza em 02/05/2013 11:36:27
Existem sim exemplos como os citados pelo senhor de pessoas que professam uma doutrina e não vivem, mas reclamar de julgamentos fazendo julgamentos resolve?

Acho interessante, que no caso do Presidente da Comissão dos Direitos Humanos, ele não se apresentou como "serei o presidente que defenderá os direitos apenas daqueles que estão de acordo comigo" ele está lá pra cumprir com seu dever, os ativistas é que estão brigando por não o aceitarem lá por ser contra suas práticas, mas diga-me o senhor eu posso tirá-lo de seu cargo por ser contra suas idéias, já que sou leitora desse jornal e me senti diretamente atingida por suas idéias? não eu não posso e sabe pq? porque o senhor escreve seu artigo eu o leio se quiser, assim como o sr. Marco Feliciano deve cumprir seu dever concorda se quiser.
 
Carla Hansen em 02/05/2013 10:37:12
Temos que ser abertos e ouvir, pois é, li a matéria tentando desde o início não apresentar "pré-conceitos" sobre seu teor, no entanto, tenho que expressar que seu artigo, apenas questionou e não se posicionou. Quando o Sr, fala sobre o filho pródigo, deve saber também que este filho antes de voltar e ser acolhido sem ser julgado, analisou-se e envergonhou-se, então arrependeu-se, voltou e pediu perdão. Ele não simplesmente voltou ao seu pai dizendo: "pai estou aqui, sou e sou assim, me aceite!" o pai o acolheu independente de seus pensamentos sim, mas ele entendeu seu erro, seu mau julgamento do que era bom, aprendeu, só então ele voltou. Julgar é fácil, mas só quem vive uma fé sabe o que está ali por amor a Deus, é crer, é uma questão de escolha e cada um terá arcar com a sua.
 
Carla Hansen em 02/05/2013 10:29:31
Parabéns pelo texto. Gostei muito. Ilha de repouso em meio àquele mar de comentários carregados de ódio que foram postados após a reportagem anterior do Lado B
 
Rev. Carlos Eduardo Calvani em 02/05/2013 10:23:57
Excelente matéria André Afonso Vilela. As pessoas ditas "normais" deveriam ter esta clareza e enxergar com o coração, assim como você coloca. Todos somos filhos de Deus e cada um nasce do seu jeito, com sua personalidade e com seu carater.
 
Anjo Inácio em 02/05/2013 10:10:45
e bem por ai mesmo as pessoas tem manias d exclui deus d nossas vidas mas eu ja aprendi a viver com isso no falso moralismo faço hj minha parte e deus esta comigo bem antes mesmo da minha existenciaaaaaa
 
skarlath almeida em 02/05/2013 10:01:51
Outro dia conversando com um professor pós graduado e muito "inteligente", lhe perguntei se algum dia já havia lido a bíblia, ao que me respondeu: "Não". Filósofos, teóricos, julgam que a religião casta o ser humano, e o restringe a um mundo prisioneiro, sem se quer ter lido o manual da vida do ser humano. Lamentável isso. O que a bíblia ensina são limites, que regulam nossa vida, limites que hoje estão escassos na sociedade "intelectualizada" e desorientada. O que pregamos e vivemos é o que aprendemos ser LÓGICO, Deus criou macho e fêmea e disse: sede fecundos enchei a terra, isso parece LÓGICO. Mas a lógica de Deus é loucura para os homens, e por isso Deus é questionado a ponto de ser chamado MENTIROSO. A propósito Deus nos dá toda liberdade possível, mas nos orienta: 'nem tudo convém!
 
Ronaldo Pissurno em 02/05/2013 09:45:59
Parabéns professor André, um excelente artigo.

Mas infelizmente muitas pessoas não terão a capacidade necessária para entender suas palavras.
 
Afonso Netho em 02/05/2013 09:38:38
BONITAS PALAVRAS SENHOR ESCRITOR , MAS NÃO ESQUEÇA QUE NÃO É A RELIGIÃO QUE IMPOEM REGRAS , MAS A PRÓPRIA PALAVRA QUE É A BLIBIA , QUANDO ELA FECHADA É UM LIVRO COMUM MAS ABERTA É A PROPRIA BOCA DE DEUS . E NELA ESTA ESCRITO QUE DEUS AMA O PECADOR MAS DETESTA O PECADO, E TAMBEM DIS QUE NO COMEÇO DEUS FES O HOMEM EA MULHER E DISSE : IDE SEDES FECUNDOS AJUNTAI-VOS E MULTIPLICAI-VOS . AGORA ME DIGA, AJUNTANDO HOMEM COM HOMEM ,MULHER COM MUHER VAI MULTIPLICAR COMO DIS A PALAVRA DE (DEUS)?
 
claudio salina em 02/05/2013 09:34:31
Caro Sr. André A. Vilela, hoje virou moda a homossexualidade, eu mesmo conheço garotos e garotas q se dizem homossexual pq dizem estar na moda. Temos sim q respeitar a decisão de cada pessoa, pois somente Deus pode julgar. Porém, acho q o respeito a opinião das pessoas q são hetero também é um direito adquirido. Ou será q somente homossexuais são pessoas com sentimentos e opiniões? Eu acho muito engraçado que discriminados somente são índios, negros e homossexuais. Sendo q existem diversos tipos de racismos, principalmente no Brasil. Eu acho q ñ existe coitadinho, existem pessoas se escondendo atrás de uma placa. Conheço índios, negros, homossexuais, gordos, baixos, etc., q são pessoas incríveis e bem sucedidas, q ñ usam de meios políticos para se defender e sim correm atrás do sucesso.
 
Carla Viana em 02/05/2013 09:25:07
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