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04/11/2014 09:32

Jeito tucano de governar

Por Ruben Figueiró

A partir de 1º de janeiro de 2015 o Mato Grosso do Sul vai entrar num novo tempo. Pela primeira vez, o PSDB chega ao Executivo do Estado. O partido está preparado para exercer um governo moderno, sem discriminação, aberto a todos os segmentos sociais, convergindo propósitos, superando divergências pontuais e ideológicas, obedecendo estritamente às leis e aos Poderes constituídos.

O povo escolheu um homem honrado, competente, provado e comprovado na vida pública: Reinaldo Azambuja. Ele lutou com altivez contra a campanha negativa do PT. Teve a clareza de manter o sangue frio e venceu de virada. Vai enfrentar todos os desafios com dedicação e coragem.

Os problemas, conhece bem. Um ano e meio antes do início do processo eleitoral, Reinaldo Azambuja e seu grupo político já percorriam todas as regiões do Mato Grosso do Sul com o programa “Pensando MS”. Na conversa olho no olho, ouviu de diversos setores da sociedade, o que mais afligia cada região. Começa o mandato com conhecimento de causa e muita garra para fazer diferente. Para imprimir no estado a marca do “jeito tucano” de governar!

Ele vai priorizar a saúde, a educação, a segurança pública, estimular produção no campo e nas cidades, atuar na recuperação de terras degradadas, na superação dos conflitos de terras com indígenas e na garantia de melhorias dos assentamentos rurais.

Em âmbito nacional, as oposições também saem vencedoras. Aécio Neves consolida sua liderança nacional. Enfrentou com altivez essa campanha suja. Ganhamos corpo e musculatura legitimados por metade da população que está insatisfeita com a presidente Dilma Rousseff e com os 12 anos de gestão petista. Mas na realidade, muito mais do que 51 milhões de cidadãos são contrários a fórmula baixo crescimento e inflação alta. O brasileiro não aceita a roubalheira na Petrobrás, cansou dos equívocos da política econômica e do aparelhamento do Estado.

Não foi por acaso a preocupação da presidente reeleita de ressaltar a importância da união e do diálogo a partir de agora. Ela sabe que está se deparando com um país dividido.

Porém, precisa superar o discurso e respeitar a oposição. Não tive a percepção de que ela evoluiu para uma postura de humildade de reconhecimento de seus erros. Continuei vendo a Dilma prepotente, carbonária, sem clareza sobre o real significado do pleito eleitoral.
O povo não deu cheque em branco à Dilma. Ela precisa escutar, ouvir as novas forças políticas, e criar consensos centrais para dar esperança ao povo brasileiro.

O ano de 2015 será extremamente difícil do ponto de vista político e econômico. Atravessamos terríveis turbulências sociais. Além disso, há esqueleto nos armários, há a Operação Lava Jato, há escândalos submersos, há a própria “herança maldita” dos últimos dois anos.

Precisamos de um governo transparente, aberto, disposto a reconhecer seus erros para mudar. Caso contrário, viveremos os próximos quatro anos como uma nau em meio à tempestade.

(*) *Ruben Figueiró, senador e presidente de honra do PSDB-MS

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