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21/01/2013 08:13

Juntos somos mais fortes

Por Roberto Luiz d´Avila (*)*

No fim do ano, sempre somos levados a refletir sobre as ações praticadas ao longo dos últimos 12 meses. São os famosos balanços, que, muitas vezes, nos permitem colocar em perspectiva nossas forças e fraquezas. Neste processo, o bom-senso nos orienta a observar os fatos e aprender com eles.

Ao olhar para os meses anteriores, temos a percepção de que acumulamos importantes créditos diante da categoria médica e da sociedade, em 2012. Na verdade, o CFM – na gestão 2009-2014 – descobriu a importância do planejamento estratégico, da articulação política e do uso adequado da comunicação. Descobrimos como usar ferramentas essenciais que levam às tomadas de decisões.

Sem dúvida, ainda estamos distantes de nossos objetivos maiores. Nossa caminhada vem de longa data, no entanto, com os novos desafios que se impõem, ainda estamos longe de terminar. Mas como prosseguir nessa jornada de forma segura, consequente e ética? Será que há uma fórmula para o êxito manifesto no avanço de projetos no Congresso, na pressão exercida sobre os planos de saúde, na receptividade da imprensa aos pleitos médicos, entre outros pontos?

Convenhamos, por melhor que seja o protocolo, sabemos que sempre haverá a exceção ou caso particular. Por isso, nos abstemos de regras rígidas. O que destacamos, aqui, é um alerta sobre a relevância de mantermos determinadas posturas e comportamentos que configuram ingredientes importantes na busca da conquista de louros para a classe médica.

Um dos mais relevantes é a capacidade de unir forças contra os adversários comuns. Sabemos que juntos somos mais fortes! Por muitos anos, nós, médicos, não buscamos o fortalecimento de alianças em defesa de nossas propostas. Mas isso ficou no passado: nos últimos tempos, descobrimos o valor do coletivo para a conquista dos direitos individuais.

Outro elemento significativo é a capacidade de identificar as janelas de oportunidade que abrem espaço para discutir questões próprias da saúde e do exercício da medicina. Ou seja, é necessário ser pertinente. Devemos estar atentos aos movimentos característicos da sociedade e neles enxergar sinais de rotas a serem seguidas. Fazemos parte de uma sociedade complexa, onde os avanços serão mais consistentes se forem pautados pelas necessidades de todos.
Finalmente, dependemos da busca da eficácia de nossas ações para que os resultados apareçam. Ideias que não são nutridas com esperança, empenho e dedicação estão fadadas ao desaparecimento. Na transpiração do trabalho, muitas vezes, encontramos o sentido para as nossas causas e sonhos.

Esperamos que, em 2013, possamos agregar tudo isso: união, pertinência e capacidade de trabalho no encalço de nossos objetivos pessoais, profissionais e institucionais. Como representante de entidade médica, contamos que nosso esforço resulte na aprovação do projeto de regulamentação da medicina, leve à libertação de todos os médicos das operadoras de planos de saúde e, sobretudo, contribua com a valorização da medicina.
Assim, nos despedimos do ano que vai e saudamos o que chega: seguros de que o futuro nos espera de braços abertos.

(*) Roberto Luiz d´Avila é presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).

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