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26/10/2015 10:53

Logística Reversa de embalagens, como fazer?

Por Eduardo de Souza Canal (*)

Do ponto de vista de marketing, a embalagem é um fator decisivo no cenário competitivo, pois o seu design é capaz de conquistar, satisfazer e fidelizar o consumidor. Já do ponto de vista logístico, a embalagem é uma ferramenta utilizada para conter e preservar o produto, além de facilitar sua distribuição, mantendo a integridade até o consumidor final, com os menores custos.

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No que tange ao consumidor, a embalagem é um meio de satisfazer seu desejo, sua necessidade de consumo. Indiferentemente do ponto de vista, é indiscutível a importância da embalagem, sendo um componente obrigatório do custo do produto. E qual a implicação da embalagem na sociedade e no meio ambiente? O que fazer com a embalagem após o uso do conteúdo?

Atualmente, vivemos na era da economia sustentável, na qual o mercado cobra das empresas ações que não impactem no meio ambiente. E o cenário da economia sustentável não se limita apenas em conservar, mas também na coordenação e racionalização dos recursos naturais, garantindo o reaproveitamento e preservação.

Estudos apontam que o simples descarte das embalagens ao tempo não é a forma correta de tratamento após o consumo. Isso acarreta, por exemplo, no tempo de degradação: uma lata de alumínio leva mais de mil anos para se decompor, as embalagens de plásticos levam mais de cem anos e os vidros, por sua vez, levam mais de dez mil anos para se decompor.

E quando se pensa como tratar os produtos pós-consumo, observamos a necessidade da aplicação da Logística Reversa, como ferramenta para guiar o fluxo reverso na cadeia de suprimento. O planejamento da Logística Reversa consiste em 3 pilares: o consumidor final, o centro de distribuição e a indústria.

O cliente final e os grandes atacadistas podem ser considerados as maiores fontes de embalagens pós-consumo. Eles devem ser atingidos por meio de implementações de programas de coleta seletiva pelo poder público com o apoio da população ou, até mesmo, através de campanhas promovidas pelo setor privado, com o intuito de recolher os produtos.

O Centro de Distribuição é o pilar mais importante, pois ele é o elo entre o cliente e fábrica. Neste pilar, a utilização de sistemas de informação especialistas na logística, como o WMS (Warehouse Management System), ferramenta que possibilita o monitoramento e a validação do fluxo operacional recebimento, armazenagem e expedição, e o TMS (Transportation Management Systems), que possibilita a administração e controle do transporte, são necessários para garantir o fluxo do processo e da informação.

O Transporte do produto para o centro de distribuição e o transporte do centro de distribuição para a fábrica deve ser planejado para que haja coleta e entrega em diversos pontos de forma roteirizada. Os custos operacionais e administrativos e a análise de rotas e atendimentos devem ser constantemente monitorados, o que garante a obtenção de lucros no transporte, viabilizando o processo como um todo na cadeia da Logística Reversa.

No Centro de Distribuição (Armazém), se faz necessário que no momento do recebimento da mercadoria seja realizada a separação dos materiais recicláveis dos não recicláveis. Após a triagem, a mercadoria deve ser registrada e armazenada para que possa ser expedida para as indústrias que a utilizarão como matéria prima.

Em resumo, a logística reversa no segmento de embalagens traz benefícios que estão ligados diretamente aos fatores sociais, econômicos e ambientais. Para a execução da logística reversa dentro desta cadeia, buscando o máximo de beneficio processual e econômico, se faz necessário a utilização de tecnologia, estrutura e recursos nos pilares: Cliente e Centro de Distribuição.

(*) Eduardo de Souza Canal é consultor de negócios da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico.

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