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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

09/01/2012 09:04

Lugar de criança é... na 'cadeirinha'

Por Rosildo Barcelos*

Acredito ser ponto pacífico o fato de que o uso da “cadeirinha” (equipamento de retenção) e de segurança que reduz o risco de lesões e óbito das crianças nos acidentes automobilísticos. Em função da Resolução Contran 277/08; que preconiza que crianças de até sete anos e meio deverão ser transportadas obrigatoriamente no banco traseiro utilizando dispositivo de retenção. A alegria está em comemorar o resultado da norma “famosa” que após um ano de vigência pode ser medido estatisticamente e de fato foi constatado pela Polícia Rodoviária Federal, que apontou uma diminuição de 41,18% no número de mortes de crianças nesta faixa etária em um ano. Os números apresentados mostram que 40 crianças de até sete anos morreram em acidentes no primeiro semestre de 2011. Sendo que em 2010, haviam sido 68 óbitos no mesmo período. Na verdade ressalto que o simples uso da cadeira já diminui a mortalidade das crianças (um a quatro anos) em 47% e as lesões em 22% a 50%, dependendo da gravidade da colisão. Quando utilizada corretamente, os números são ainda mais alarmantes, com redução de até 71% na mortalidade e de 67% a 69% nas lesões graves com necessidade de hospitalização. Lembro de uma pesquisa nos Estados Unidos, em 1990 e 1991, aonde foi observado que apenas 41% das crianças de um a quatro anos utilizavam equipamento correto para sua idade. Estimo que mais de 70% das crianças que usam a cadeira de segurança têm risco de lesão, pelo fato de não estarem corretamente instaladas.

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Outro fator que contribui para o aumento do risco de lesões é a passagem precoce da criança para o cinto de segurança, principalmente no que refere à lesão craniana. O crânio é, inclusive, o local mais acometido (40% a 48%), seguido por lesões de extremidades, abdominais e torácicas, respectivamente. Há também o risco da “síndrome do cinto de segurança”, que ocorre quando a criança está no banco traseiro com cinto abdominal ou no colo da mãe no banco dianteiro esta é a principal causa de trauma em coluna vertebral em crianças, além de ser responsável por lesões viscerais e da parede abdominal. Quando os veículos são equipados com air bags, o risco de óbito é acrescido em 31% nas crianças transportadas em cadeiras de segurança, principalmente quando estas estão viradas para trás, e em 84% nas crianças sem a cadeira. Estou convicto que os motoristas estão mais conscientes quanto a necessidade do equipamento para o transporte de crianças pois todos que eu abordei neste fim de ano sabiam do fato mas apenas não acreditaram que seriam fiscalizados e “tentaram” viajar assim mesmo e com registro de casos de lotação excedente; e apenas alguns poucos incautos condutores que haviam esquecido a documentação da criança (também muito importante). Por isso devemos inaugurar uma nova fase que é a de ajustar com exatidão os dispositivos de retenção assim como os assentos de elevação pois a “cadeirinha” ajuda muito, entretanto deve estar bem regulada e por conseguinte,o veículo estar a uma velocidade compatível. Essa receita, sim ... é infalível para que a morte diminua sua voracidade de ceifar vidas através do trânsito.

(*) Rosildo Barcelos é articulista

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Estava fazendo uma pesquisa justamente sobre esse assunto e encontrei no campograndenews essa maravilha de texto e quero parabenizar o autor pois quando estamos lendo o que escreve parece que estamos tendo uma aula sobre o assunto. Aproveito a oportunidade para acrescentar que os manuais de instrução das cadeirinha não orientam “a gente” de maneira satisfatória. De uma forma geral, os manuais das cadeiras importadas são traduzidos de outros idiomas, sem revisão ortográfica ou cuidado de evitar palavras não usuais da língua portuguesa falada no Brasil. Por exemplo: as instruções das marcas Renolux e Safety Baby utilizam os termos "arnês" e "patilha" para designar peças importantes na instalação. Como estas palavras não têm uso popular (arnês significa "antiga armadura de um guerreiro; arreios de cavalo; escudo; égide; amparo; proteção" e patilha significa "parte elevada e posterior do selim; fio de prata ou de ouro, peça de bicicleta
Por isso vejo que o autor vive o que escreve e concordo plenamente com a idéia de que marronzinhos, azuiszinhos, amarelinhos e que cor que seja não lavrem multas sem abordagem como estão fazendo para que não cheguem ao ponto de multarem motociletas sem cinto de segurança, como aconteceu no mês passado , no Mato Grosso do Sul, pela Policia Militar;ou seja,perdeu todo o sentido da “multa”
 
Vanda dos Santos Silva em 11/01/2012 10:43:35
concordo plenamente com o uso da cadeirinha, mas não entendo porque nos onibus coletivos não existe nem cinto de segurança e as pessoas ficam até de pé no ônibus com crianças de colo sem segurança nenhuma, esses dias mesmo eu presenciei o ônibus dando uma freiada pq um carro avia ultrapassado na frente e um garoto pulou do banco e bateu a cabeça no banco da frente.
 
kelly farias em 11/01/2012 10:10:57
Gostaria de parabenizar o Prof.Barcellos pela excelência do artigo,e, dizer da necessidade do assunto em pauta, ser tratado como tema transversal nas escolas de ensino fundamental, médio e superior,como forma de conscientização precoce do uso de equipamento que oferece segurança comprovada e se trata de preservação de vidas.
 
Nosimar F.S.Rosa em 09/01/2012 11:07:47
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