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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

12/09/2013 09:17

Mais Médicos: povo morrendo nas filas e nós discutindo ideologias e raças!

Por Luiz Flávio Gomes (*)

O mundo civilizado, sobretudo desde o século XIX, despreza patentemente e condena o Brasil e toda América Latina em razão do seu atraso e da sua enorme ignorância. Claro que, hoje, há excessos nessa estreita visão. Mas tem coisas que realmente parece que somente ocorrem por aqui (não é a jabuticaba). Veja o debate histérico e preconceituoso do programa Mais Médicos, que em lugar de nos proporcionar progresso, avanço, com análise criteriosa dos argumentos favoráveis e contrários, acabou se descarrilhando para o mundo das ideologias, do corporativismo e do populismo (H. Schwartsman, Folha 7/9/13, p. A2).

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Os médicos denunciam as péssimas condições da saúde no Brasil (estão certos!), mas, no fundo, têm medo de perder uma parte do mercado; o governo está certo em atender cidades sem médicos, mas poderia ter feito um plano de carreira; acabou optando pela “importação de médicos cubanos” para as cidades desassistidas, que foram recebidos, no Ceará, com preconceito, porque “são negros ou negras”; elas teriam “caras de empregadas domésticas”.

Radicalização mais estúpida impossível, que tem antecedente no Império brasileiro: os médicos da princesa Leopoldina, mulher de D. Pedro I, expulsaram do Brasil seu médico austríaco, Kammerlacher! A “importação de cubanos” virou, ademais, prato cheio para a direita ideologizar a discussão, enquanto o povo morre nas filas dos hospitais por falta de médicos, de condições para o exercício da medicina etc.

O Brasil está na UTI, nas últimas, e nós estamos discutindo ideologias! Devemos reconhecer (como fez M. Bomfim em 1903, A América Latina) “que é triste a condição em que nos achamos. É triste, é vergonhoso, quase, que, após 400 anos [agora, 500 anos] de existência, ao fim de um século [agora dois séculos] de vida autônoma, a civilização não seja para os americanos do Sul [incluindo Brasil] mais que um fardo a esmagá-lo, fonte de dores e de lutas sangrentas; e que o progresso não passe de aspiração mal definida, grito pomposo na retórica estafada”. Que lamentável atraso!
A reconstrução do Brasil passa por reformar completamente esse mastodonte desgovernado, visto que é a um só tempo miserável e perdulário (Dráuzio Varella), ou seja, miserável para alguns e parasitário para outros (por isso que não avança civilizadamente).

(*) Luiz Flávio Gomes, jurista e coeditor do portal atualidades do direito.com.br. Estou no facebook.com/professorLFG

 

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Existe muito cooperativismo na medicina, tudo para manter altos salários e baixa concorrência, o Governo investe altíssimo nos filhos da classe burguesa devido à desigualdade na formação educacional, onde o pobre acaba excluído em concorrência desleal, através de Universidades Públicas para não ter um retorno digno através do serviço público obrigatório. Isso tem que acabar! Médicos Estrangeiros já ou revalida para todos os médicos, inclusive os mais antigos que não se reciclaram.
 
Carlos Magno em 12/09/2013 14:49:19
Ótimo ponto de vista do ilustre Doutor Professor Luiz Flávio Gomes!
 
Leandro Carloto em 12/09/2013 10:58:01
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