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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

20/05/2011 10:47

Meu encontro com um homofóbico

Por Carlos Eduardo Brandão Calvani (*)

Sou padre anglicano e, esta semana estive na Câmara de Vereadores de Campo grande, participando como cidadão, de uma sessão na qual se discutiria o reconhecimento da utilidade pública da Associação dos Travestis do MS. Nada mais justo, diante do belo trabalho que essa entidade presta a uma parcela da sociedade, mas que não é direcionado apenas a esse segmento, beneficiando também outros setores da sociedade.

Enquanto estava sentado aproximou-se de mim um senhor, apresentando-se como pastor e pedindo que conversássemos um pouco. Evito mencionar a Igreja com a qual ele se identificou, por não saber se a informação procede, e também porque prefiro imaginar que nem todos os evangélicos que freqüentam essa Igreja se identifiquem com esse pastor.

Nossa conversa poderia ter sido um agradável debate, com o qual estou bastante acostumado em virtude de minhas atividades acadêmicas. Porém, a arrogância com a qual fui questionado logo me mostrou que eu estava diante de uma pessoa que só saberia conversar em seu próprio nível.

Sua primeira pergunta foi saber com que base eu estava apoiando o movimento LGBT. Imediatamente me veio à lembrança a pergunta dos fariseus a Jesus: “com que autoridade fazes isso?”. Suas palavras soavam como se fosse o representante de todos os evangélicos de Campo Grande e seu olhar inquisitorial quase me temer que alguma fogueira já estivesse acesa.

Ainda assim, pensando ser possível um bom diálogo, disse-lhe que em Campo Grande sou padre da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a única Igreja no Brasil (até agora) a pronunciar-se nacionalmente de modo favorável à decisão do STF e que tem uma bela história na luta pela dignidade humana.

Disse-lhe que não devia satisfações a ele, ou a qualquer pastor evangélico ou a qualquer bispo católico mas sim a meu rebanho e a meu bispo que é também o Arcebispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e que, corajosamente, assinou o pronunciamento em apoio à decisão do STF.

Ele então passou a citar outro indivíduo que já fez parte de nossa Igreja no passado, mas que hoje nada representa para nós, não merecendo nem mesmo que seu nome seja lembrado.

Irritado, o pastor homofóbico começou a apelar para a Bíblia, com frases dignas de um aprendiz de Hitler. Chegou a dizer, apontando para as travestis que ali estavam, que “essas pessoas não tem fé”.

Ora, quem é ele para dizer isso? Eu poderia ter dito que já estive com elas, orando e percebi a imensa fé em seus corações. Aliás, quando deixei o recinto, despedindo-me da Cris Stephanny (Presidente da ATMS) e de outra travesti, essa me disse que tinha pensado em ir à Igreja no domingo anterior, mas que não foi porque bebera um pouco de cerveja no almoço.

Quer maior demonstração de fé, respeito e reverência ao momento do culto? Talvez algumas igrejas não queiram que os travestis freqüentem seus cultos por medo de que identifiquem entre outros freqüentadores também alguns de seus clientes...

Visivelmente encolerizado, o pastor homofóbico começou a dizer que estavam querendo “criminalizar sua fé”. Era o grito lancinante de uma alma medíocre e medularmente ferida.

Nenhuma fé pode ser criminalizada. Ninguém, em sã consciência pensa em criminalizar a fé islâmica ou judaica somente porque alguns radicais promovem atentados terroristas em nome de Alá ou da Torah. A essência da fé, seja em qual religião for, é o amor e o respeito. Contudo, se alguns criminosos deturpam a fé, esses devem, sim, ser criminalizados.

Atualmente, em Uganda discute-se a pena de morte para pessoas homossexuais, e a discussão está envolta em citações bíblicas, do Alcorão e de textos de outras religiões. É isso que os pastores homofóbicos desejam para o Brasil? Se chegarmos a esse ponto, talvez o governador Puccinelli nomeie o pastor homofóbico como carrasco, o que certamente lhe dará muita alegria “espiritual”.

Insistentemente, ele ainda chegou a apontar para os travestis presentes dizendo que eram “abomináveis”, enquanto abominável, na verdade era ele. Cansado de ser exposto aos comentários de um ser tão abjeto, deixei-o falando sozinho e voltei para perto do grupo das travestis, onde o papo estava bem mais animado e alegre.

Enquanto isso, sua esposa conversava com a minha. Minha esposa é mais paciente e conversou mais tempo com ela. Porém, senti pena daquela senhora, que segue caninamente aos comandos de ordem de seu marido pastor, pois bastou um sinal dele (poderia ter sido um assovio), para que ela se levantasse e se afastasse de nós.

Talvez, ouvindo há anos os textos bíblicos que ordenam que as mulheres obedeçam os maridos, ela nem questionou e se foi. Melhor faria se largasse de vez esse homem, para que não se torne cúmplice dos possíveis crimes que ele venha a cometer.

Enfim, esse foi meu encontro com um pastor homofóbico, e só me resta agora rogar para que Deus, em sua graça e misericórdia, tenha piedade de alma tão pobre e tão medíocre, e pedir que Deus nos livre de um país com esse tipo de evangélicos.

“E Jesus afirmou: Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas entrarão antes de vocês no Reino dos céus” (Mateus 21.31).

(*) Carlos Eduardo Brandão Calvani é padre da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

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Na conceito morfológico de democracia, mesmo as minorias devem ter sua voz respeitada. Gente, não deixemos que ela seja apenas a "ditadura da maioria".
 
Gabriel Leal em 21/05/2011 12:17:37
Gostaria que os seres humanos, fossem apenas humanos, sem títulos, rótulos ou quais denominaçoes sejam. Talvez o apelo de Jesus, hoje fosse: Sejam humanos, nada mais.
 
Gilda Cardoso em 21/05/2011 11:52:03
Eu vou divulgar esse texto de todas as formas possíveis. parabéns ao sr. Carlos Calvani, eu que sou cético e niilista, cheguei a suspirar e ficar tomado pela vontade de visitar sua igreja, só para assistir ao diálogo da comunidade. Quanto equilíbrio para falar de situações tão delicadas na sociedade.
Esse texto precisa ser lido, pois ele não relata um ato de ignorância em relação a homofobia, mas sim um exemplo de civilidade e respeito.
 
Givago oliveira em 21/05/2011 11:03:14
Padre Calvani,

Não tenho palavras após ler seu artigo, apenas posso lhe dizer que chorei muito pelas palavras sabias e empenhadas no amor divinal de Jesus Cristo nosso senhor…

Que Deus livre nosso país e o mundo de uma nova iquisição…

As Bem-aventuranças
O Sermão do Monte começa com as bem-aventuranças. “Bem-aventurado” é a tradução de uma palavra grega que significa “feliz” ou “abençoado”. As pessoas assim classificadas pelo Senhor Jesus têm um caráter que, do ponto de vista mundano, as fariam infelizes: a felicidade de uma pessoa segundo o critério do mundo consiste em ter um caráter oposto.

Mas é o caráter de quem é súdito do Reino de Jesus Cristo, segundo a escolha do Rei. Vejamos:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus” . Os pobres de espírito têm uma natureza humilde, e submissa. Somente aqueles que reconhecem o seu estado de pecador diante de Deus, aceitam o sacrifício feito por Ele quando deu o Seu Filho para morrer na cruz do Calvário em seu lugar, arrependem-se do seu pecado e morrem para si para viver em novidade de vida, obedientes a Deus, é que são pobres de espírito. Como Paulo expressou: “… recomendáveis em tudo: … como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo” (2 Coríntios 6:10). “Tudo” são as riquezas espirituais ao alcance de todos os que pertencem a Cristo. O Reino dos céus pertence a essas pessoas apenas.

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”. Este verbo, “choram”, é a tradução de um verbo mais usado para lamentação pelos mortos, e pelas desventuras e pecados dos outros. Não é tanto a tristeza por causa de más experiências próprias, mas pelo pecado existente em si e no mundo, e pela rejeição do Salvador por parentes, amigos e conhecidos. Eles serão consolados no dia em que “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. Os mansos aceitam a adversidade com placidez, eles se acomodam com sua própria situação, não são contenciosos nem se vingam contra os seus algozes. A Bíblia diz que Moisés foi mais manso do que todos os homens que havia sobre a terra (Números 12:3), e o Senhor Jesus nos disse “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Eles herdarão a terra: como Moisés foi escolhido por Deus para governar o Seu povo e livrá-lo da escravidão, os mansos um dia reinarão com Cristo sobre a terra.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. Estes são os que procuram praticar a justiça e anseiam ver honestidade, integridade e justiça no mundo ao seu redor, e santidade na igreja. Isto lhes será amplamente suprido no reino de Cristo, pois a retidão predominará e os mais altos padrões morais tomarão o lugar da corrupção que existe no mundo atualmente.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Essas pessoas são compassivas, têm pena e aliviam os que estão sofrendo, perdoam as dívidas dos que não podem pagar, ajudam os necessitados e fazem o bem ao próximo. A “misericórdia” de que o Senhor Jesus fala aqui nada tem a ver com a salvação do pecador: esta vem pela graça (que é um favor não merecido) de Deus mediante a fé apenas: não é uma recompensa por qualquer bem que alguém tenha feito. A misericórdia que alcançam os misericordiosos é concernente ao galardão que lhes será concedido no tribunal de Cristo (1 Coríntios 3:12-15).

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”. Ninguém em sua natureza humana é “limpo de coração” (Jeremias 17:9), mas o Senhor Jesus disse: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado” (João 15:3). Só o sangue de Cristo nos limpa de todo o pecado (1 João 1:7), e nos mantemos limpos mediante a lavagem constante pela Palavra de Deus.

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Os pacificadores são aqueles que agem no sentido de promover a paz. Não é somente observar e desejar que haja paz. A maior paz que pode ser promovida consiste em obter a paz com Deus – isto se faz mediante a pregação e ensino da mensagem do Evangelho. Os pacificadores serão chamados filhos de Deus, porque demonstram ter a natureza pacificadora que provém de Deus. Eles já terão antes sido feitos filhos de Deus porque crêem em seu Filho, o Senhor Jesus Cristo (João 1:12).

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus”. Não se trata dos criminosos que se acham perseguidos, mas dos que, pela sua fé em Cristo, procuram viver de maneira justa, honesta, íntegra e são perseguidos por causa disso. A sua pureza de caráter levanta o ódio do mundo, que vê nisto a sua própria condenação. O Senhor Jesus esclarece este ponto em seguida, dizendo aos discípulos que eles serão bem-aventurados quando forem injuriados, perseguidos e caluniados por causa dele próprio. Isto lhes será motivo de exultação e alegria, pois os profetas antes deles também sofreram da mesma forma. Grande será o seu galardão no tribunal de Cristo. Cristo é a revelação da perfeita justiça de Deus. A história tem confirmado que o mundo odeia a justiça de Deus, e imenso tem sido o número de mártires que sofreram porque foram fiéis a Cristo, não cedendo às pressões do mundo idólatra e da religião apóstata dos seus dias.

O caráter do cidadão do reino de Deus apresentado nestas bem-aventuranças corresponde ao do pecador salvo pela fé em Cristo. Destacam-se a justiça (v.6), a paz (v.9) e a exultação (v.12). Assim disse o apóstolo Paulo “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).



Todas estas qualidades está em sua pessoa ppadre, pela coragem ousadia e equilibrio no que se propos a fazeer em nome da obra de Deus...

 
Cris Stefanny em 21/05/2011 04:34:55
segue versículo 32"Porque João veio a vós no caminho de justiça, e não crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer". Quando citamos passagens Bíblicas,não podemos nos prender em versículos,mas no contexto, ou seja Jesus estava pregando para todos naquele momento e os que vieram a se arrepender foram os publicanos e as meretrizes, quer dizer, quem se arrepender dos pecados,esse herdará o reino dos céus. Deus jamais vai aceitar a pessoa de qualquer maneira em seu reino,do contrário Ele não deixaria a Palavra Dele para ser pregada. Não precisaríamos pensar 2x ao cometer qualquer atitude pque se podemos fazer tudo,para que se arrepender.Quanto ao que vcs escrevem antes de darmos opinião, deveria também haver critérios, quanto aos às matérias publicadas quando cita-se a Palavra de Deus.
 
VALDECI BATISTA SANTOS em 20/05/2011 12:24:00
Puxa, lendo um texto deste, escrito por uma pessoa religiosa, eu até tenho mais esperança na humanidade. Parebéns!
 
Alan Fredy em 20/05/2011 12:21:45
publicano e meretrizes e jamais travesti ou coisa do genero- não deve julgar as pessoas como vc fez
 
rosangela da silva em 20/05/2011 12:05:41
Me desculpem aos cidadãos do BRASIL... ms estamos se baseando em culturas diferenciadas e muito mais liberais; ainda somos um país machista e com um caminho muito lonGo a trilhar... Educação e Culturalmente falando não podemos deixar isso acontecer. Se somos contra ou a favor disso ou daquilo todos tem o direito de se expressar e manifestar; e isso não podem nos tirar. Não descrimino ninguém e muito menos temos raiva dos LGBT, cada um na sua. Me respeitem para serem respeitados, o que eles querem é respeito, então por favor sejam descentes e se deêm o respeito. Não aceito o escamcaramento sexual que eles querem, pois tenho família e a preservo muito.
Estão querendo nos calar de um forma grotesca e desastroza; dizendo que somos homofobicos; isso é um erro. Somos Brasileiros e moramos em um país DEMOCRÁTICO de direito, com nossos direitos assegurados pelo CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA. Quero...e posso dizer ou até mesmo criticar algo que acho que é errado. Critico um político que não tem boa conduta por exemplo.
Se não poderei criticar a conduta de um cidadão brasileiro, como eles dissem, então ninguém poderá me criticar também ou estaremos correndo ao erro de rasgarmos a nossa CONSTITUIÇÃO.
Esse assunto é chato ms necessário, não posso aceitar tudo... Quero também ter meus direitos assegurados, e poder dizer e criticar com quem meus filhos podem andar ou não, ou até mesmo opinar a quem eu quero que entre dentro do seio da minha família, ou uma cena grotesca em público seja ele qual for por um hetero ou homo.
É meu direito meu, e isso é só o que eu quero. OBRIGADO
 
LUIZ RODRIGUES em 20/05/2011 11:55:12
Li na íntegra sua estória e lhe dou meus parabéns pela sua forma de tratar as pessoas quew nao aceitam as diferenças e nao aceitam direitos daquele que parece encomodar uma fê heterosexual. Dessa forma esse pastor não só ofende os gays e seus familiares mas também a sua própria concepção de compreenssão em Deus de que todos somos iguais perante Ele. Parabéns pela sua postura.
 
luiz carlos bressani em 20/05/2011 11:45:19
Excelente. Parabéns ao religioso! A intolerância só leva a coisa ruim. Bem longe do paraíso.
 
Eduardo Figueiredo em 20/05/2011 11:42:12
Prezado, o tal pastor é o resumo de uma parcela da sociedade deturpada, cheia de ódio, pronta para converter em violência. Ele não é o único que pensa desta forma, são muitos, que têm em pessoas como o tal pastor uma “liderança”. Para ser franco, nem sabia da existência da associação citada no artigo, mas pelo descrito, evidentemente, presta um serviço importante a um segmento marginalizado. É justo e legítimo o reconhecimento.

Percebe-se que essas formas de tentar conter grupos sociais e marginalização de minorias, são formas de violência que precisam ser tratadas. É um câncer social, parece um caso de problema mal resolvido do tal pastor, pode ser que ele tenha medo de “desenvolver”, “reanimar” ou “despertar” algo na convivência com os travestis, gays, etc. É bem esquisito!!
 
Fabiano Silva em 20/05/2011 11:34:16
Infelizmente, esse ser é um de muitos que existem, porém é uma existência sofrível, já que não consegue conviver com amor e harmonia com os seus semelhantes.

“E Jesus afirmou: Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas entrarão antes de vocês no Reino dos céus” (Mateus 21.31)."

Que DEUS nos abençõe.
 
Patricia Maria em 20/05/2011 04:57:02
Grande texto! Nobre atitude! Quem dera se todos os cristãos seguissem de verdade os ensinamentos de Jesus Cristo (tolerância, respeito e amor ao próximo - mesmo que o próximo seja diferente). Atitudes como a deste pastor, nos dão um pouco mais de esperança na humanidade. Parabéns!
 
Gilberto Ramos em 20/05/2011 03:34:45
Prezado Padre Carlos Eduardo
Como evangélico, digo que devemos amar a todos como a nós mesmos, é mandamento de Cristo. Devemos amar, e por amar temos a obrigação de mostrar que o homossexualismo, bem como outra série de ações são abominações a Deus e que Jesus morreu na cruz para salvar a nós todos – a todos os que Nele crerem.

Exemplos:

Levíticos 20:13 - Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles

Galatas 5-19 a 21- Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que OS QUE COMETEM TAIS COISAS NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS.

Romanos 1-22 a 27 e 32 - Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E,semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro......Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

Muita atenção a última parte deste versículo, pois a condenação é para quem PRATICA e para quem CONSENTE a prática.

Padre, se realmente o senhor crê em Deus, crê nas Sagradas Escrituras, crê em Jesus como ÚNICO e suficiente salvador, entenderá que devemos amar os homossexuais, mas não podemos concordar ou aceitar a prática do homossexualismo.

Como ESTADO laico, creio que as leis do país devem reconhecer a união homossexual para fins de herança e outros atos da vida civil, mas não como núcleo FAMILIAR, muito menos criminalizar aos que discordam dos ideais homossexuais.

Como cristão devemos abominar esta e TODAS as outras “obras da carne”, mencionadas em Gálatas, lembrando que não há escala para maior ou menor “pecado”, ali listado, mas os que cometem estas coisas não herdarão o Reino de Deus.

Por isso devemos pensar bem também em quem votamos (mentirosos, inimizades, dissensões, homicídios), ao fazer uma compra e não exigir nota fiscal (roubo), ao beber demais, ao comer demais, ao sexo fora do casamento (prostituição, lascívia), e tantas outras ações que praticamos e que aborrecem a Deus. Lembrando que o castigo é para QUEM PRATICA e para QUEM CONSENTE COM A PRATICA.


 
Joao Rees Dias em 20/05/2011 03:29:46
Boa tarde,
não consigo entender pq só uma parte dos interessados nesse assunto é consutado, será q a grande maioria da sociedade ñ deveria ser chamada a discução? vale lembrar q nosso pais é de maioria cristã e q opinião como esta do padre anglicano é uma rara exceção. O homosexual tem os mesmos direitos como qualquer hetero tem, porem oq p/ eles é conquista para a maior parte da sociedade q pensa diferente é uma agreção......pense nisso. Faça sexo, case,etc c/ quem vc quizer mas ñ me obrigue a pactuar; são nossos direitos.
 
gabriel alves em 20/05/2011 01:52:40
É uma pena, que uma pessoa que se diz padre, dizer : Melhor faria se largasse de vez esse homem, para que não se torne cúmplice dos possíveis crimes que ele venha a cometer. Caro padre, não esta escrito em lugar nenhum da bíblia que os casais devem se separar. Se a sua diz, acho melhor trocá-la. Pois o que diriam seus seguidores se realmente souberem a verdade. Leia mais a bíblia e saiba interpretá-la. Isto além de bom, irá fazer um bem muito grande para o sr e para aquilo que o sr. for pregar aos "seus seguidores". Não herdarão os reinos dos céus os...
 
jorge capille em 20/05/2011 01:43:49
Concordo que a homofobia deve ser rejeitada, mas rejeito o patrulhamento que objetiva coibir quem pensa diferente. Causa repugnância quem rotula todos com base em um pensamento.
 
Carlos Eduardo em 20/05/2011 01:43:39
Nussa..

pe carlos, que paciencia vc teve!!

huahauha esse ae eh daqueles que soh ignorando ...
 
Willian Nogueira em 20/05/2011 01:29:20
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