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23/06/2014 14:10

Microsseguro – Uma alternativa para as famílias menos favorecidas

Por Isadora Murano (*)

A desigualdade social e financeira que assombra a população brasileira nos dias hoje, infelizmente, ainda se estenderá por um tempo.

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Dentro do mercado securitário esta realidade também não é diferente, já que conforme pesquisas realizadas por conceituadas instituições internacionais, enquanto, quase que toda, a população de alto nível está coberta por determinado seguro, apenas a minoria, quase nenhuma, das famílias emergentes e menos favorecidas usufrui de algum tipo de cobertura.

Chega a ser óbvio o fato de que as famílias carentes estão mais vulneráveis a riscos, tanto aqueles ocasionados pela natureza, quanto aos causados por episódios da vida diária, já que estão mais continuamente sujeitadas a acidentes, doenças, mortes e a uma gama de perdas relacionadas aos bens e a propriedade, em razão da natureza das atividades que praticam e do meio em que vivem.

É neste cenário que, o microsseguro aparece como uma luz no fim do túnel, tornando-se uma alternativa de atenuar a pobreza e dar oportunidade de proteção a essa porção menos favorecida da população.

Cabe ressaltar que, esta modalidade de seguro é fornecida por seguradoras autorizadas e especializadas pela SUSEP, atuando como proteção financeira para a população de baixa renda contra determinados riscos, em troca de pagamento de prêmios proporcionais à realidade financeira das mesmas.

A criação do segmento microsseguro no Brasil foi com o intuito de incentivar a criação de produtos condizentes à realidade da população de baixa renda, incentivando a comercialização de seguros simplificados e de baixo custo, que garantam a segurança dessas famílias em caso de eventual necessidade.

Este produto tenta englobar pessoas que nunca possuíram seguro, tendo como público alvo os consumidores de baixa renda, para os quais são projetadas coberturas na medida de suas necessidades e condições financeiras, servindo como amparo em situações que representem grandes impactos econômicos no orçamento doméstico.

No país, a expectativa no setor de microsseguros é grande, pois possui um abundante mercado formado por pessoas de baixa renda e canais de distribuição variados, pontos essenciais para uma boa desenvoltura. Segundo a CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização)e demais especialistas, o consenso é de que o Brasil tem o maior mercado voluntário e microsseguro.

Entretanto, para que ocorra esse salto tão esperado e a expectativa no mercado de microsseguros seja contemplada, será necessário que a população menos favorecida se conscientize da necessidade de proteção e da importância na contratação de um seguro.

(*) Isadora Murano – Advogada no Escritório Mascarenhas Barbosa & Advogados Associados. (contato@mascarenhasbarbosa.com.br)

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