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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

06/12/2015 14:00

Não compre, audote! Conscientização é o primeiro passo

Por Gustavo Monteiro (*)

Seja nos parques, nos filmes ou em vídeos engraçados no YouTube, os cachorros compartilham alegria por onde passam e não existe um ser no mundo que não tenha se apaixonado, ao menos uma vez, por um filhotinho de labrador ou pela beleza e simpatia de um golden. Mas, antes de você sair correndo para escolher qual sua raça favorita, sugiro uma reflexão. Você já parou para pensar onde ficam e de onde vem os animais à venda por aí?
Quem se identifica com a causa de proteção aos animais provavelmente tem conhecimento da resposta. Mas, se antes dessa pergunta você nunca parou para pensar no assunto, talvez nem imagine o que acontece nos bastidores.

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Não tenho por objetivo aterrorizar ninguém, mas a grande maioria dos animais expostos em lojas e pet shops podem ter sua origem nas cruéis "fábricas de filhotes". Que em sua maioria são ambientes nada agradáveis, onde animais de raça, mas com idade avança e sem valor comercial, são colocados para procriar como que em um verdadeira indústria. Sem respeito, amor ou mesmo cuidados médicos, as cadelas são obrigadas a se reproduzirem em todos os cios, ficando isoladas até o nascimento dos filhotes para depois reiniciarem todo o processo. Não vou me estender, mas se você procurar fotos ou vídeos sobre o assunto, com certeza irá ficar chocado com as condições com que esse mercado se mantém.

Enquanto isso, um outro cenário, tão triste quanto o primeiro, está consolidado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que em 2014, mais de 20 milhões de cachorros viviam em situação de abandono no Brasil. Nas grandes cidades, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. Em São Paulo, por exemplo, o número de cães sem lar é de 2,5 milhões, de acordo com um estudo realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em parceria com a prefeitura.

Diante disso, é interessante pensar em como podemos mudar essa situação e fazer a nossa parte para construir uma realidade melhor para esses animais. Primeiro, sempre que você souber de instituições ou pessoas que abusam ou mal tratam animais, denuncie imediatamente. E, por mais que cachorros de raça sejam lindos, fofos e famosos, priorize a adoção. Não faltam companheiros dóceis, amorosos e cheios de energia esperando por um lar. Eles são tão fiéis e amigos quanto qualquer raça com ou sem pedigree.

E, se você não acredita, dê uma olhadinha nos cães do app Au.dote e veja se não é um mais apaixonante que o outro. Lembre-se que adotar é um ato de amor e, se por algum motivo você não puder fazê-lo, ao menos investigue em quais condições o seu filhote foi gerado, opte por locais que criem animais de forma correta e amorosa, com cuidados veterinários, tranquilidade e carinho.

(*) Gustavo Monteiro é sócio fundador da startup DogLikers.

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