A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

19/06/2013 06:00

Não vai dar certo

Por Ruben Figueiró (*)

É a expressão que está na moda. Puxada pela presidente Dilma do quarto canto dos mares então navegados pela epopeia camoniana (Os Lusíadas) tornou-se símbolo daqueles que não enxergam os horizontes do imenso atlântico que é o nosso país.

A voz que clama é aquela que a presidente Dilma Rousseff, surpresa e constrangida, ouviu altissonante na abertura da Copa das Confederações, no Estádio Nacional de Brasília. Ela é a legítima, não a camoniana, figurada pelo enigmático Velho do Restelo.

Sem dúvida, a vaia sofrida, preocupada, brotou com a força dos pulmões dos brasilienses. Também dos pulmões de brasileiros de todas as classes sociais que sentem no seu dia a dia a realidade expressa na alta do custo dos alimentos, na insegurança nas ruas, na precariedade do nível de ensino fundamental, no esgarçamento dos costumes, na leniência da Justiça, no afrontamento à legalidade constitucional.

Sim, legalidade constitucional. A insegurança jurídica, à título de não melindrar a sensibilidade dos que estão à distância, está permitindo o arrombamento das portas de uma cláusula pétrea de nossa Carta Mãe. Destas, a mais ameaçada é a do princípio da propriedade, como exemplo as invasões indígenas que têm ocorrido e que estão ocorrendo em vários pontos do território nacional.

Mas parece que o Estado enfim resolveu ouvir a voz já rouca de tanto clamar nas praças e no Parlamento pedindo um basta à desordem. E antes que “Inês seja morta”, desperta da sua condição, então letárgica, e deixa de considerar irrelevante e levá-la como até agora faz, “com a barriga”. Talvez, aí sim, como quem não acreditava na premonição do Velho do Restelo, passe a tomar uma posição que era e é do seu dever: evitar a quebra da ordem jurídica.

Tudo bem, esse é o caminho, desde que se volte ao status quo ante, ou seja, restabeleça as decisões judiciais de reintegração de posse aos proprietários rurais lesados, assegurando-se aos indígenas, também sofridos, condições humanas de vida, não àquelas que a Funai lhes proporcionou até agora: miséria na mesa, inassistência na saúde, precariedade na educação, levando-os a uma reação, até agora estimulada, contra a ordem e as instituições. Se o Estado não atuar agora, realmente não vai dar certo.

(*) Ruben Figueiró é senador da República pelo PSDB de Mato Grosso do Sul.

Terça-feira de carnaval não é feriado
Bem ao contrário do que a maioria pensa, a terça-feira de carnaval não é considerada oficialmente feriado nacional. O mesmo ocorre com a quarta-feira...
Desenvolvimento Sustentável: Utopia ou uma possibilidade real?
Ao enfrentar um novo paradigma na sociedade, a academia, o marketing empresarial, relatórios executivos e até discursos eleitorais apelam para a “con...
Novos pobres
Haverá, só neste ano, mais 3,6 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza. É impossível (para quem ainda consegue estar saudável dentr...
Conselhos de Gurdjieff para sua filha – II
Para quem não leu o artigo anterior, aqui vai uma breve apresentação: George Ivanovich Gurdjieff foi um místico e mestre espiritual armênio que viveu...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions