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10/07/2014 08:21

Nem o câncer escapa da imprevisibilidade do SUS

Por Ruy Sant’Anna

O brasileiro está tão desvalorizado no governo petista que até a saúde pública passa por péssima realidade. Os médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, sofrem porque ficam amarrados diante da falta de recursos federais que atrasam e refletem no atendimento aos enfermos.

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Esse atraso é significativo no prejuízo aos municípios brasileiros que são atrapalhados em suas programações por causa de deficiência financeira que enfrentam por culpa também do governo federal que cobra dos prefeitos responsabilidades da alçada da União.

O atraso referido aqui é o do PAB Fixo (Piso de Atenção Básico Fixo), verbas federais, para as prefeituras e de responsabilidade do Ministério da Saúde que tem de transferi-lo até 10 dias de cada mês, o que não tem ocorrido.
Alguém que não tenha urgência no atendimento à saúde pode achar que algum tempo, como 20 dias de atraso, seja muito pouco. Sim, pode até ser quando não se trata de algo urgente, porém o inadmissível é o vício do atraso que se não reclamado fica perpétuo. Porque se tem atraso na liberação de verba para os municípios que atendem pelo SUS, esta instituição também tem seus atrasos para marcar consultas, exames, cirurgias (que por sua vez são escalonadas entre urgente e eletiva) etc. etc. Ó sim, a presidente tinha outras prioridades, como acertar pontos de despesas e responder às exigências pactuadas com a FIFA, tudo para a Copa do Mundo.

Por essas e outras graves razões é que o brasileiro tem gravado em sua mente que o País está dividido em dois Brasil. O das propagandas do governo petista e o Brasil da realidade do povo. Assim é que ressurgem as reivindicações populares que afloraram em junho de 2013 quando passou para o conhecimento público que a presidente Dilma queria fazer da Copa do Mundo a “Copa das Copas”, como base de sua campanha eleitoral neste 2014.

Os brasileiros que não vivem sob a sombra do Palácio de Brasília, exigem transformações que acabem ou amenizem a violência do destrato do governo aos “súditos” da “soberana” Dilma. Apesar de algumas melhorias, os brasileiros não palacianos cobram transformações que não sejam de discursos políticos eleitoreiros, mas que acabem ou aliviem a injustiça social, que os fazem sofrer.

A Nação exige igualdades, mas não a igualdade desigual dos protegidos “cumpanhero”. A exigência é para o nivelamento entre esses desiguais. Através da conscientização a população sabe que ele é o patrão que contrata os eleitos para cargos executivos e legislativos, e conhece perfeitamente seu próprio valor político, e sabe também que é o fiscal dos serviços públicos que deixam muito a desejar, por claros motivos.

O pouco caso com a saúde popular, não digo indiferença total, faz muito mal. Desestrutura e/ou destrói famílias, porque não é atribuída a devida atenção ao povo, mas pode ser compreensível. Pois o governo sempre está muito ocupado com problemas em Cuba, na África, na Venezuela etc.

Esses desprestigiamentos da saúde de compatriotas são relevantes e afetam as cidadãs e cidadãos, porque são os que pagam todas as despesas na saúde de todo brasileiro. Eu conheço o tratamento no SUS de perto e sei do esforço de todos os profissionais que lá se esforçam para atender a todo mundo, com ou sem condições físicas, com ou sem medicamentos etc. O que pode parecer pouco caso desses profissionais que deixam acumular pacientes em corredores e macas são para atender brasileiros como eles e que precisa de socorro, atenção, carinho, mesmo no desconforto material. Por isso os respeito, admiro e busco, nos meus limites, ajudá-los.

A desinformação sobre o sistema do SUS ou pouco recurso do paciente para se socorrer em local com mais completo recurso, atua contra ele próprio. Caso chegue algum paciente com parada cardíaca (cardiorrespiratória), tem que se fazer a prece-terapia. O que equivale ao familiar, parente ou amigo, ajoelhar-se e orar. Quem enfrenta as filas do SUS e aguardam consultas especializadas e procedimentos médicos sabem perfeitamente o que escrevo. Nem paciente com câncer escapa da imprevisibilidade do SUS.

O registro da imprensa não é contra partidos, políticos ou governo, mas totalmente a favor da vida humana. Assim, registro um post que chegou ao meu Facebook, com a foto de um jovem de 20 anos com câncer, a qual foi postada por Aspásia Camargo com as considerações abaixo:

“CÂNCER: A LINHA FATAL QUE SEPARA OS MAIS RICOS DOS MAIS POBRES. É impressionante a negligência do sistema público de saúde brasileiro. As pessoas perambulam meses atrás de diagnóstico e depois tantos outros meses para poder fazer o tratamento quimioterápico, radioterapia ou cirurgia. Vivi esse drama na Semana Santa, quando perdi minha amiga Ni, de 69 anos. Sofri também ao ver Yuri Guarilha (na foto), que tem 20 e poucos anos, esperar uma eternidade para tentar curar um câncer linfático – linfoma de Hodgkin.

“A Ni, a perdemos antes da hora, mas temos que salvar Yuri. Quando uma pessoa é atendida no Hospital Sírio e Libanês, por exemplo, em poucos dias recebe o diagnóstico e rapidamente pode ser operada. Essa é a diferença. Vamos combater as injustiças!”. Com essa doída realidade me despeço pedindo a Deus pela recuperação da saúde do valoroso jovem Yuri Guarrilha que permitiu que sua foto fosse exibida com seu pedido de socorro. Peço a Deus para que coloque alguém na vida do jovem Yuri e o encaminhe sob a Luz da Cura. Caríssimo Yuri peço-lhe do fundo de minha alma: agarre-se na mão de Deus. Você já está recebendo as bênçãos. Assim, dou ao Yuri, às amigas e amigos o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado

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