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Campo Grande, Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

13/08/2015 13:20

O Brasil precisa da piscicultura e ela do ministério forte

Por Eduardo Amorim (*)

O Brasil está entre os 15 maiores produtores de peixes cultivados do mundo. Em 2014, foram 585 mil toneladas. Neste ano, serão mais de 600 mil e a previsão é superar 1,2 milhão de toneladas em dez anos. Hoje, a atividade movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano e gera 1.000.000 de empregos.

Estamos falando de uma atividade produtiva que gera alimentos de qualidade para suprir as necessidades da população. Com investimentos e parceria entre os órgãos governamentais e privados, o Brasil ganhará em breve a autossuficiência, se tornando um exportador de peixes cultivados.

Infraestrutura para isso o país tem de sobra. Temos reservas de 12% da água doce do mundo e clima privilegiado. Além disso, contamos com empresários e produtores motivados, líderes empolgados e focados no fomento e na geração de um ciclo virtuoso para a Piscicultura.

Nesse trabalho, é essencial a liderança do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura). Sob sua coordenação e a integração dos demais agentes produtivos, de pesquisas, fomento e crédito, como Embrapa, BNDES, SEBRAE, APTA, ABAG e outros, a Piscicultura Brasileira se tornará em muito pouco tempo uma atividade ainda maior, mais produtiva e sustentável, já que os aspectos ambientais e sociais fazem parte da própria essência da atividade.

O trabalho do MPA foi um fator importante para a criação da Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura), que em menos de um ano de existência já congrega todas as espécies de peixes cultivados, melhoramento genético, indústria de equipamentos, fábricas de rações, indústria de saúde animal, técnicos, produtores de alevinos e demais segmentos da Piscicultura nacional, representando cerca de 40% da Piscicultura Brasileira.

Nós acreditamos que o fortalecimento de toda a cadeia produtiva é essencial para enfrentar (e vencer) os desafios do setor, como as questões ambiental, tributária, crédito, pesquisas, técnica, organizacional e de desenvolvimento. Para isso, é indiscutível a necessidade de contar com o Ministério da Pesca e Aquicultura forte, com independência e liderança desse processo.

(*) Eduardo Amorim é presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR)

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