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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

24/05/2011 11:12

O “dia-bólico” no indigenismo?

Por Valfrido M. Chaves (*)

A questão indígena em MS arrasta-se semeando tragédia para muitos e lucros para poucos, conforme programação dos responsáveis pela mal dita política indigenista brasileira. Foi uma herança maldita que Lula recebeu do FHC e que, volto a frisar, para infelicidade de muitos e lucros para poucos, prossegue com mesmíssima maldição no governo atual.

Trata-se de uma programação do mal, desintegradora de pessoas e do conceito de Nação que apenas ideológicos e beneficiários não vêem... Todos são testemunhas de que a política indigenista é uma máquina de moer tanto carne quanto almas nas aldeias de Dourados e fronteira. Aqui a droga, cachaça, prostituição campeiam e a criminalidade chega a ser 800% maior que no restante da população.

Os suicídios se alastram e os suicidamentos são um segredo, pois sua divulgação não seria politicamente correto. A população indígena é condenada ao ócio, que é o caldeirão do diabo, pois recebem educação de quinta classe e ausência de treinamento para se inserirem no mercado de trabalho com dignidade, conforme desejam.

Todos eles querem os benefícios da civilização, mas, como disse-me há pouco uma índia, “não ensina nós trabalhá porque disque vai acabá com a cultura”. Quando lhe perguntei “que cultura?”, ela ironicamente devolveu a indagação: “Droga? Cachaça?” Lembro-me aqui, Leitor, de um velho cacique em Cuiabá gritando no microfone, para autoridade nenhuma ouvir: “Índio não quer cultura de barriga vazia, quem quer miséria do índio é ONG que pega dinheiro no estrangeiro e que nunca chega para o índio”

Mas o que vemos como fracasso da política indigenista, pela infelicidade que dissemina nas comunidades, pode ser um sucesso para os que a comandam, pois mantêm seus empregos, recebimento de verbas e recursos cujos resultados são motivo de escândalo e repulsa.

Para alguns renegados, índio bom é aquele sem preparo para o trabalho, dependente desacolão, pronto para violar direitos alheios, quando bem manipulado para isso. A falta de terra e a proximidade com os não-indios torna-se o bode expiatório, desculpa para a tragédia.

Invasões promovidas com recursos estrangeiros, violação de direitos constitucionais e humanos de proprietários rurais que são jogados no lixo, acontecem, com a cumplicidade de autoridades que confundem “defesa do índio”, com “acobertamento de crimes praticados por índios”. Ações de puro terrorismo, como morticínio de gado, são cinicamente justificados por pretensos guardiães da Constituição, como “crime famélico”. Ou seja, crime para matar a fome.

Reintegrações de posse límpida e constitucionalmente justificadas, são mecanicamente contestadas pelos senhores que, como disse, confundem defesa de direitos, com acobertamento de crime. Já estaria valendo o turvo conceito de que “retomada não é invasão”, como se "O Estado e a revolução", de Lênin, já tivesse mais peso que a Constituição brasileira?

Nas aldeias em torno do distrito de Taunay, embora nelas as famílias estejam mais preservadas, a tragédia avança, com gangs, morte com retalhamento de corpos, assistencialismo e ociosidade. Não há uma escola agrícola ou técnica.

Há pouco um jovem índio, capacitado para o trabalho, compartilhou conosco sua preocupação: “Seu Valfrido, não consigo arrumar namorada na aldeia, porque sou trabalhador e quero casar. A moça sabe que se casar vai ter que trabalhar e elas preferem aqueles que ficam andando de bicicleta, fumando maconha, bebendo. É só a farra e "até logo”.

É o resultado da cultura do ócio, Leitor, o caldeirão do diabo, promovido pelo indigenismo oficial e internacional que o cabresteia, que consideram a integração étnica e cultural da qual nos orgulhamos, como um câncer para nossos índios. Câncer, leitor, é quem crê que “o conflito é o motor da História”; que empenha-se na criação de “nações” em vastas “áreas contínuas”, sobretudo em nossas fronteiras, de Roraima a Antônio João; quem cultiva conflitos, desunião e manutenção do problema.

Querem ver? Vejam a irritação desses senhores quando se fala em, simplesmente, comprar terra para os índios, colocando uma “pá de cal” no conflito, acabando com laudos, verbas para invasão, congressos no exterior, visitas a reis e rainhas, até para promover bloqueio internacional às exportações nas quais somos imbatíveis, graças a uma produção agropecuária competente e sustentável.

Mas o que ainda pode ser dito que não seja conhecido por quantos não tenham viseira ideológica ou aquele “mau olhado” de Caín sobre as oferendas de Abel, aceitas por Deus? Lembraria ainda, leitor, que “mau olhado” em latim é “envideo”, origem de “Invídia” no espanhol e “inveja” em português.

Finalizando, perguntaria: até quando o “dia-bólico”, sinônimo de conflito e separação, vergonhosamente, comandará as ações da Funai, a cabresto do indigenismo internacional, cujos objetivos apenas seus acumpliciados de "mau-olhado", holerite, ideologia ou de sacristia, fingem não saber? Até quando veremos dinheiro público e internacional usados para infelicitar, desunir, conflitar, jogando brasileiros contra brasileiros? Não é o triunfo do dia-bólico?

(*) Valfrido M. Chaves é psicanalista e pós graduado em Políticas e Estratégia. vmcpantaneiro@terra.com.br

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Gil de Oliveira, sua ironia é inteligente, mas releia meu artigo. O Sr. conhece algum índio que quer ir pro cerrado e abandonar os recursos da civilização? E se o Estado lhe desse, também, condições de viver com dignidade e sem assistencialismo, tal como o Sr.? Lembro-me ainda que, sem nossa "exploração da natureza", sua mesa seria menos farta e mais cara.
 
Valfrido M. chaves em 25/05/2011 06:22:16
Eu conheço índio que não quer bem "ir pro Cerrado" mas quer continuar no MS, com mais terras, mais alimentos, mais dinheiro, e com todos os "beneficios" que, por exemplo, qualquer fazendeiro de MS possa ter. É isso mesmo, Seu Valfrido. Quem disse que as pessoas não querem aquilo que é bom? E aquilo que é bom pra eles, eles mesmos já estão dizendo por aí, não sou eu e muito menos você, que é conhecido "amigo" dos índios, é quem vai dizer.
Outra coisa, te garanto, com toda certeza, que os ricos fazendeiros que eu citei não põe comida na minha mesa. Agora, os pequenos e médios produtores, assentados da reforma agrária, esses sim, com toda certeza!! Respeito muito esse povo. Agora, me desculpe, não engulo essa história, por motivos respaldados, claro, de cana, soja e gado (que vai pra China, EUA, Russia, etc) serem os responsáveis pela alimentação do povo. Puro eufemismo piegas... Fala sério, ver um individuo (uma pessoa apenas) platador de cana ganhar milhões enquanto outro ser humano (índio, um índio) não tem dinheiro nem pra comprar uma carne, sinto muito meu caro, Deus sabe que isso não é justo, e nunca vou mudar minha opinião sobre isso.
Desenvolvimento, pra mim, é o conhecimento, é a ciência, é a produção de energia alternativa (disponível em nossa "modernidade"), sem petróleo, sem etanol, enfim, são muitas as possibilidades. Tem muita coisa que pode ser feita. A Ciência que não destroi nossas matas, não poluem nossos rios e garantem que teremos um planeta sadio e que "ponha comida na boca" das futuras gerações, pelo menos nos próximos 500 anos, pois do jeito que está meu caro daqui a 100 anos...
 
Gil de Oliveira e Santos em 25/05/2011 04:31:05
Gostei do comentário "A questão indígena em MS arrasta-se semeando tragédia para muitos e lucros para poucos".
Porque é isso mesmo!
Enquanto os índios amarguram na miséria e sem terras, os ricos fazendeiros, uma minoria, continuam faturando seus milhares de reais e explorando ainda mais os recursos naturais de terras que deveriam estar na posse dos índios.
Boa Seu Valfrido!
 
Gil de Oliveira e Santos em 24/05/2011 03:28:12
Essa tese aí é coisa de índio.
Para entender tem q saber do indio.
Indio - como qualquer cidadão moderno, quer casa, comida, carro, celular e cultura. Os 5 Cs da vida.
 
Orlando Lero em 24/05/2011 03:24:56
"Preconceito" é uma palavra mágica que torna a argumentação desnecessária, não é seu Marcos? Onde mesmo que pregamos "preconceito e discórdia"? Fale mais, Marcos, para que muitos conheçam-no melhor.
 
Valfrido M. Chaves em 24/05/2011 02:29:46
Que coisa feia,um homem que levou a vida toda para se formar um psicalista e pós graduado em politicas e estratégia,e de forma preconceituosa faz de seu estudo uma arma,para atacar quems empre foi atacado. Temos que botar a mão na conciência e não fazermos pré julgamentos. Mas o que não da para aceitar que pessoas que aparentemente são "preparadas" para passar saus idéias e fazer o convencimento usa seus conhecimentos para pregar o preconceito e a discórdia.È lamentavel que pessoas usem seu estudo e seu preparo para ter lado,nós que sabemos da história da invasão do Brasil pelo portugal e ai iniciou as invasões da terra dos verdadeiros donos das terras que são os indios. As retomadas tem que almentar e só assim faremos justiça a quem precisa.
 
marcos vinicio marin em 24/05/2011 01:00:49
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