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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

03/09/2015 16:03

O dia da Pátria e a Pátria Educadora

Por Ruy Chaves (*)

Celebramos o Dia da Pátria em 7 de setembro, dia em que, em 1822, D. Pedro declarou Independência do Império português. Os símbolos da Pátriasão a Bandeira, o Hino, as Armase o Selo Nacionais. A Bandeira e o Hino são mais próximos dopertencimento e do amor absoluto à Pátria. O peito explode ao fim do Hino:“(...) dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!”. Lamentavelmente, o gigante pela própria natureza, belo, forte, impávido colosso parece nunca chegar ao futuro que espelhará a sua grandeza.

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A Terra é a grande mãe e nutriz. É a casa do homem, e todosos homens têm a sua terra, a sua pátria, o país em que se nasce, a terra dos pais, a terra natal ou adotiva,o espaço político, ético, cultural. É o espaço de amor e de convivência onde a natureza humana pode se realizar em sua plenitude, a terra que consolida a nação, pessoas com sua língua comum, seus valores e costumes, sensibilidade e formas próximas de pensar e de agir que criam a sua identidade, fortalecem seus laços e consolidam o seu pertencimento.

A Pátria brasileira tem que sermãe e nutriz e seu ventre a obrigação de forjar senhores da vidae da esperança, com responsabilidades absolutas com todos os seus filhos. Ao se dizer Educadora, a Pátria assumegarantir sólida base ética para uma educação como instrumento do desenvolvimento nacional.

Inadmissível Pátria Educadoraser apenas um discurso circunstancial,utopia sempre jogada para o futuro. Somente será possível a sua construção se a educação for obsessão nacional, das famílias e das políticas públicas ese a sociedade tiver compromissos com a verdade e a ética. Sem trabalho e renda, como famílias educam seus filhos?Professores não suprem carências de educação familiar e a escola não é inclusiva nemeducadora; tranca o século 21 do lado de fora. Salas de aulas não podem ter como limites paredes e tetos; o conhecimento está em toda parte e a inovação acelerando a velocidade das mudanças. Não há pátria educadora semfamílias e escolas que eduquem para o saber de transformação, para a vida em dignidade e para o trabalho qualificado.

A Pátria não é Educadora. Então, segunda próxima, 7 de setembro, oDia da Pátria nosimpõe uma profunda reflexão sobre o Brasil que realmente queremos construir, uma avaliação sobre os erros que temos cometido e que nos trouxeram a tempos de extraordinárias dificuldades. Que o próximo 7 de setembro seja tambémo Dia do Bem, da Verdade, do Amor, da Dignidade Nacional e da Educação como Obsessão, o dia em que passaremos a exigir uma sociedade verdadeiramente humana, com sólida fundamentação ética, em que todos tenham compromissos absolutos com a verdade, com a sabedoria e a justiçapara que os filhos muito amados da Pátria brasileira sejam realmente educados para a cidadania e para o trabalho produtivo, a Pátria verdadeiramente Educadora. Panta rei.

(*) Ruy Chaves é diretor da Estácio

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