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Campo Grande, Sábado, 21 de Janeiro de 2017

02/06/2011 06:03

O estado não pode ser o tutor de nossas vidas

Por João Francisco Salomão (*)

Nos tempos atuais, há uma verdadeira “febre” de patrulhamento e controle das atividades dos indivíduos mundo afora. Muitas pessoas acreditam, às vezes de forma inocente, que o estado tudo deve controlar. Essa crença pode levar a grandes equívocos.

A revista “Veja”, em sua edição nº 2216, de 11 de maio deste ano, traz entrevista com o filósofo Denis Lerrer Rosenfield, definido pela publicação como “uma das vozes mais potentes em defesa da liberdade individual”.

Faço minhas as palavras do filófoso. Durante oito anos de gestão frente à Fieac e, mesmo como empresário e empreendedor, enfrentei o excesso de regulamentações, os decretos, as leis que querem controlar os cidadãos brasileiros em todos os setores de atividade, chegando até mesmo a intrometer-se em nossa vida pessoal.

As crises sofridas pelo capitalismo nos últimos tempos forneceram excelentes motivos àqueles retrógrados que ainda querem colocar em campos opostos o capitalismo e a democracia. As crises são naturais no capitalismo e, em um sistema verdadeiramente democrático e livre, o estado deve respeitar os mais simples direitos dos cidadãos.

O direito à propriedade, a garantia aos contratos firmados, a liberdade de escolha, são básicos e devem ser respeitados. A democracia não é apenas podermos escolher nossos representantes políticos por meio de eleições livres e limpas. Sua amplitude é muito maior: nosso direito vai desde a escolha da compra de um imóvel; onde nossos filhos devem estudar; se queremos ser fumantes ou não; se queremos tomar determinado remédio, enfim, tudo isso faz parte da liberdade individual.

Como cidadãos, temos de nos conscientizar de que o governo não pode ser o tutor de nossas vidas. Nossos poderes, principalmente o judiciário, são reféns de uma legislação administrativa feita em sua maioria por órgãos estatais. Questões indígenas, raciais e ambientais formam uma verdadeira frente única de cerceamento dos direitos da maioria.

Movimentos à esquerda, como o MST e a Pastoral da Terra ainda insistem na limitação dos direitos de propriedade, mas uma parcela da sociedade desenvolvida e da imprensa têm se manifestado contra essa orientação seguida pelos governos anteriores e exacerbada no final do mandato do presidente Lula.

Se formos pesquisar a história, é impossível achar uma nação livre que tenha resistido ao cerceamento do direito à propriedade: ele é um estímulo poderoso ao desenvolvimento da sociedade e não pode, de forma alguma, ser desprezado, assim como os outros direitos que nós, cidadãos brasileiros, temos o dever de defender.

(*) João Francisco Salomão é o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre — FIEAC (salomao@fieac.org.br).

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João Fernando, vai devagar com o andor porque o "filósofo" também não é dono da verdade!
Sou também contra o Estado intervencionista. Mas é preciso que se tenha bom senso para analisar a questão. As restrições, por exemplo, a ingestão de bebida alcoólica a motorista não é uma intervenção do Estado na vida do cidadão, mas uma preocupação pedagógica para que o motorista embriagado não venha cometer acidentes graves matando pessoas inocentes que nada tinham a ver com a bebedeira do irresponsável. Se ele quiser se matar que se mate, mas não mate também pessoas inocentes.
Qualquer indivíduo pode se embebedar, o Estado não proíbe. O que não é aceitável é permitir que ele saia alcoolizado ao volante cometendo acidentes e matando ou deixando aleijadas pessoas inocentes.
O uso de droga. Ora, as autoridades médicas condenam porque conhecem cientificamente os malefícios à saúde. E seria irracional não proibi-lo. Alguém diria: é problema meu e o Estado não pode me impedir de usar. Tudo bem. Só que por trás disso está montada todo um comércio ilícito que alimenta o narcotráfico, e que tem destruído famílias inteiras no mundo. E quanto o Estado gasta com casas de saúde, hospitais etc. para curar as feridas deixadas pelas drogas? Então, João Fernando, pega leve e vai devagar com o andor porque o santo é de barro.
 
Júlio Cardoso em 03/06/2011 11:13:02
Que porre! Mais um contra direitos para as minorias e por mais concentração de renda.
 
Boni Miranda em 02/06/2011 06:51:10
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