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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

02/11/2013 09:48

O governo Dilma entrou em parafuso?

Por Júlio César Cardoso (*)

Em entrevista a rádios mineiras, presidenta disse que, para disputar a Presidência da República, candidatos precisam se preparar e “estudar muito”. Petista afirmou também que intenção é governar até o último minuto. Fonte: Congressoemfoco.

Conversa fiada para boi dormir! Então, o Lula estudou muito para ser presidente? Ele estudou, sim, mas muita malandragem para trabalhar pouco e ser presidente. A presidente Dilma deveria comedir a sua oratória. É dela a seguinte declaração, dada na campanha presidencial de 2010: “É um crime privatizar a Petrobras ou o pré-sal. Isso seria um crime contra o Brasil, porque o pré-sal é o nosso grande passaporte para o futuro. Eles só pensam em vender o patrimônio público”. E o que foi feito no leilão de Libra?

A presidente tem que descer do palanque e governar o país, pois o dragão da inflação já despertou, o custo de vida está subindo e o país estagnou porque o governo se esqueceu de canalizar recursos para a produção de riquezas. Ora, um governo que não aproveitou a situação favorável para produzir riquezas, mas só se preocupou com o consumismo da população e deixou de modernizar a infraestrutura do país, tem mesmo de ser censurado nas ruas pelos jovens brasileiros.

Vejam a frase do economista americano Paul Krugmann, ganhador do Nobel de 2008: “A produtividade não é tudo, mas a longo prazo é quase tudo”. E explica “A capacidade de um país de ampliar o seu padrão de vida depende quase inteiramente de sua capacidade de aumentar a produção por trabalhador”. Ora, a produtividade média brasileira permanece praticamente estagnada há duas décadas. Ouve avanços em alguns setores, como agricultura, mas no resto é pífio. Segundo Dani Rodrik, economista da universidade americana de Princeton, a produtividade brasileira apresentou crescimento anual de apenas 1,8% nas últimas duas décadas, perdendo para o México (2,2%), o Chile (3,8%), o Peru (3,7%), a Correia do Sul (5%) e até para a Turquia (4%).

Observem também o que disse o diretor de pesquisas do Insper, escola de economia e negócios em São Paulo, Sérgio Lazzarini, ao responder a pergunta se o intervencionismo estatal está aumentando no Brasil: “Sem dúvida. Há um retorno ao que chamo de ‘Leviatã majoritário’ (o filósofo inglês Thomas Hobbes definiu o Estado como um monstro, o Leviatã, com poder absoluto sobre os indivíduos). Foi esse modelo que preponderou durante a ditadura militar. Com Dilma Rousseff, a intromissão estatal se acentuou. Ela decidiu-se pela intervenção direta na Petrobras para conter o aumento no preço da gasolina. No setor bancário, obrigou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a cobrar juros mais baixos. No elétrico, pressionou as empresas a reduzir o valor das contas de luz, o que reforçou o papel da Eletrobras, estatal. Dilma está levando o Brasil novamente em direção ao Leviatã majoritário.”

Quando uma presidente se espanta com as manifestações de ruas, no mês de junho passado, pensando que estava governando bem o Brasil, e demagogicamente passou a elogiar as manifestações democráticas, para não dizer que teve de engolir as verdades emanadas de um povo não satisfeito com os resultados de mais de 10 anos de governo petista, e em seguida resolveu acenar que iria atender às reivindicações reclamadas, o quadro bem demonstra, com todas as letras, a fragilidade de um governo que não teve competência para atender às demandas sociais. Ou a presidente Dilma Rousseff só sabe governar sob pressão?

(*) Júlio César Cardoso, bacharel em Direito e servidor federal aposentado em Balneário Camboriú (SC)

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