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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

28/10/2013 08:49

O PT e Alcides Bernal

Por Vander Loubet (*)

Nesta semana, devemos ter uma posição definitiva sobre como vai ser encaminhada a relação do prefeito Alcides Bernal com os partidos que o apoiaram no segundo turno das eleições do ano passado em Campo Grande.

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Bernal se isolou politicamente. Isso é muito ruim para a sua administração. No intuto de ajudar, fiz questão de falar isso pessoalmente ao prefeito em pelo menos duas ou três ocasiões. Mesmo que ele acredite que ganhou a eleição sozinho, precisa entender não vai conseguir governar sozinho.

Precisa recompor o quadro de forças dentro da sua gestão. Precisa chamar os partidos que o apoiaram no segundo turno (PT, PSDB, PPS e PV), bem como os que estavam em outras fileiras (como o PSB e o PDT) e colocar essas siglas no centro da administração, deixar que indiquem seus nomes para compor o governo.

Na Câmara Municipal, o prefeito não pode dialogar de forma isolada com um ou outro vereador. Precisa fazer com que os partidos recomponham a base de apoio ao governo com os vereadores.

Nós, do PT, não estamos pedindo mais cargos na administração. Apesar de não serem indicações do partido, sentimos que o PT está contemplado pela presença no governo de Semy Ferraz, Thais Helena e Alex do PT. O que estamos sugerindo e pedindo é que o prefeito tenha a compreensão de que é necessária a construção de um governo de coalizão.

O isolamento, se não for rompido e revertido, pode afetar aspectos administrativos ainda não contaminados pela atual descoordenação política. E caso as questões administrativas venham a se agravar, a sua situação política passará a ser insustentável, pois a insatisfação atingirá a população, que atualmente, em sua maioria, ainda acredita na capacidade de governo do prefeito.

A indicação imediata de um secretário municipal de Governo, que coordene a ação política do prefeito dentro da administração e junto à Câmara Municipal, dará a Alcides Bernal a tranquilidade de se concentrar nos aspectos administrativos de sua gestão. Athayde Nery, do PPS, me parece um nome talhado para o desafio de contribuir com a governabilidade, dada a sua experiência política como vereador, bem como no Executivo municipal.

A construção de um governo de coalizão com certeza lançará o embrião e as diretrizes de uma eventual frente de partidos que poderão marchar no processo eleitoral de 2014 ao lado do senador Delcídio do Amaral, pré-candidato ao governo do Estado, permitindo ao prefeito Alcides Bernal não só fazer um governo que atenda às expectativas da população, mas também construir os caminhos para um segundo mandato à frente da Prefeitura da Capital.

Pessoalmente, acredito que Bernal pode virar essa situação na qual está. Depende apenas dele. O problema do prefeito não envolve falta de obras, não envolve falta de ações e não envolve falta de dinheiro em caixa. O problema do prefeito é no campo da política e por isso acredito que ele pode corrigir o rumo das coisas, se quiser. Do contrário, lamentavelmente, estaremos diante da crônica de uma morte anunciada.

(*) Vander Loubet é deputado federal (PT-MS).

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O PT está, como se dizia antigamente, em uma "sinuca de bico" ele que junto ao PSDB ajudou na eleição do Bernal inclusive com aquela doação de milhões por baixo do pano mostrado naquela gravação muito usada na campanha passada, e com toda esta "balburdia" que se tornou a administração de Campo Grande a coisa esta assim; "se ficar o bicho pega, e se correr o bicho vai pegar também" pois sera usado na campanha do próximo ano contra os dois, PT e PSDB ou seja, será atribuído ao Senador Delcídio e ao Dep: Fed: Reinaldo Azambuja parte da responsabilidade por esta situação caótica que se formou na prefeitura, e os dois tem o dever de ajudar a resolver esta situação, sobre pena de os votos de protesto que ajudaram a eleger o atual prefeito batam "asas do ninho" e vão protestar em outros braços.
 
Antonio Mazeica em 28/10/2013 11:10:48
Dez meses da atual Administração. O Prefeito após eleito deu um "jaguané" à todos partidos e companheiros que o ajudaram a chegar lá. É claro que ele não venceu sozinho! Mas, o poder subiu-lhe à cabeça, esqueceu-se de tudo, até dos compromissos assumidos publicamente. Queria, tentou e, incompetente, não conseguiu administrar sem os apoios necessários, até por falta de experiência no executivo.
Agora, com acorda no pescoço, fala que vai atender as exigências das forças que o apoiaram, fará um governo de coalizão. Não acredito, não é próprio dele, a arrogância que lhe é peculiar não o permitirá. Poderá agora, à beira do precipício atender as exigências, porém, podem ter a certeza, depois que tirar a corda do pescoço, virará, com certeza, de novo, as costas para aqueles que o ajudarem !
 
washington antenor de souza junior em 28/10/2013 09:42:47
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