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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

29/10/2011 10:51

O PT em paz

Por Marcos Alex Azevedo de Melo*

É evidente que todos os sinais de pacificação no PT necessitam ser confirmados na prática, na rotina e nos atos de cada um dos líderes de cada tendência e grupamento. Mas é inquestionável que o lançamento auspicioso da pré-candidatura de Vander Loubet a prefeito permite - ao menos para os otimistas, e em cujo rol me incluo - afirmar de forma objetiva que realizamos um feito de elevada significação política que repercute não-somente nas questões interna corporis, mas se refletirá seguramente em toda a sociedade.

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Todas as tendências – Movimento PT, Construído o Novo Brasil, Articulação de Esquerda, PT de Lutas e de Massas e Democracia Socialista – se somaram em favor do consenso. E com esse objetivo retiraram suas pré-candidaturas o ex-governador Zeca, o deputado Pedro Kemp e o ex-deputado Pedro Teruel. Numa mesma sala, Zeca e Delcidio, as duas maiores expressões do partido, e as duas executivas, a regional e a municipal, se reuniram, não para artificialmente promover uma cena de faz de conta, de mentirinha, mas para restaurar e buscar construir um projeto comum na capital. Nesse processo não houveram vencidos nem vencedores e sim o convencimento generalizado de que não poderiamos continuar trilhando eternamente o caminho do dissenso.

A unidade conquistada nesse processo, por si só, já é um fato vitorioso. Arengas, disputas e discussões pela imprensa impediam o eleitor e a sociedade, de maneira geral, de vislumbrar qualquer expectativa de uma real participação do PT na disputa eleitoral e somente atrapalharam o partido durante esses anos todos. E isto sem contar que os nossos adversários aproveitavam este cenário para continuar explorando nossas fraturas e fragilidades.

A retirada da pré-candidatura de Zeca é a expressão candente do grau de maturidade a que atinge o partido nesse momento. O ex-governador, que lidera as pesquisas de opinião e possui currículo político extremamente sólido, indiscutivelmente propiciaria e faria uma campanha aguerrida e militante, disputando palmo a palmo os votos nas ruas da cidade. Porém, com seu gesto de grandeza e humildade, abriu mão de seu nome para promover a unidade do PT, para interagir com outras forças, materializando com essa atitude que aos petistas o que tem importância é o projeto coletivo, não os interesses e projetos pessoais.

O guerreiro não descansará. Não se afastará de sua gente e vai entregar-se aguerrida e totalmente, com sua alma militante, a uma campanha que tem seu DNA, não apenas consanguíneo, mas, sobretudo, político. Zeca e Vander, Vander e Zeca se confundem e se fundem em uma simbiose perfeita. Juntos, alteraram o cenário e a historia política de Mato Grosso do Sul, um Estado onde até antes da eleição de Zeca a política era feita e imposta exclusivamente pela vontade de uma elite.

Foi no governo com Zeca e Vander atuando juntos que a grande massa de trabalhadores e famílias excluídas puderam, usufruir pela primeira vez em suas vidas de programas de inclusão social como o Bolsa-Escola, o Banco do Povo, o Segurança Alimentar, o Prove Pantanal e o Bolsa Universitária, programas de efetivo compromisso humanista e social.

Quem poderia representar melhor a necessária candidatura consensual do PT para a disputa do próximo ano? Político tarimbado, de espírito conciliador; tolerante e paciente; hábil articulador e sempre pronto a ouvir, Vander foi quem colocou Delcídio e Zeca na mesma mesa. Promoveu um verdadeiro armistício político e se consolidou como alternativa real na disputa pela prefeitura.

A nossa expectativa é que tal construção se afirme e que não exista crise no pós- campanha, ultrapassando 2012 e chegando ao estágio de consagração de Delcídio como nosso candidato ao governo do Estado.

Dessa importante decisão partidária, que ultrapassa em muito os territórios limítrofes do próprio PT, devem surgir outras candidaturas. O vácuo político não pode ser ocupado e determinado pelo monopólio político de alguns. A candidatura de Zeca certamente provocaria uma natural polarização política entre as forças situacionistas e da oposição. Agora, o PDT de Dagoberto, o PSDB de Reinaldo Azambuja, o PPS Athayde Nery Jr, o PP de Alcides Bernal, o PSD de Antonio João e as opções do bloco governista de Paulo Siufi, Edil e Mandetta ganham motivações para pleitear o direito e a condição de ocupar o lugar de Nelsinho Trad.

A candidatu

Que a democracia seja fortalecida. Que o debate ocorra da forma democrática e

que no segundo turno todas as forças políticas possam constituir e firmar alianças com bases programáticas e por afinidades ideológicas.

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

(*) Marcos Alex Azevedo de Melo (Alex do PT) é vereador, líder do PT na Câmara Municipal de Campo Grande, presidente da Comissão de Segurança Publica-Membro da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania.

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Como é que se pode estar em paz um partido no poder que, antes de um ano de governo, tem 6 Ministros tombados por denúncias de corrupção? E todos eles indicados pelo ícone do Partido, o ex-Presidente Lula? Isso é paz ou é piada?
 
Valfrido m. Chaves em 31/10/2011 06:31:16
Sr. Alex, esse PT que você descreveu é o PT dos anos 80, pois o PT atual é o partido do poder, e que faz alianças inimagináveis para se manter no poder, passando por cima inclusive de seus ideais. O ilustre ex-governador esta promovendo a unidade do bolso dele, pois está prestes a assumir a direção da Petrobrás no Paraguai. O povo pode ser humilde, mas não é bobo!
 
Renato Moura em 29/10/2011 01:32:07
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