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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

24/06/2014 09:35

O que tem a ver calcinha, cueca e Copa, com autoritarismo?

Por Ruy Sant’Anna (*)

O que tem de absurdo nesses protecionismos do governo de Dilma à Fifa deixa qualquer agiota no chinelo, comparativamente ao abuso do mau uso do dinheiro, aqui travestido de impostos. A grande diferença é que a Fifa está coberta por leis.

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Saiba: quanto às Áreas de Restrição Comercial e Vias de Acesso aos estádios, a FIFA tem total exclusividade comercial nos Locais Oficiais de Competição. Nas suas imediações e principais vias de acesso a Fifa tem total controle para divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais ou de comércio de rua. Os limites das áreas de exclusividade relacionadas aos Locais Oficiais de Competição serão solicitados pela FIFA às autoridades brasileiras, até o limite de 2 km ao redor dos Locais de Competição, e quem estiver dentro desse limite que procure respeitar não à soberania brasileira, mas à da Fifa que recebeu esse direito preferencial.

Isso significa que se algum morador que tenha um comércio, independente de ser grande ou pequeno, e estiver a até 2 km de qualquer estádio de cidade sede da Copa e se a Fifa invocar, com algum local, ela poderá cobrar valor financeiro que, do povo ninguém sabe seu valor, mas o infeliz brasileiro terá que se submeter pagando o que lhe for cobrado. E aí? Milhões de brasileiros não sabem dessa fascista lei aprovada pelos legisladores federais da base de apoio à presidente Dilma.

Deixa-me dar mais um exemplo de autoritarismo explícito e que acaba passando de marcha batida. Trata-se das compras casadas de produtos dentro dos estádios que o Código do Consumidor proíbe (p.ex. compra pipoca tem de pagar pelo refrigerante também), além da bebida alcoólica também proibida nos jogos de nossos campeonatos, porém na Copa estão permitidas porque o dinheiro vai para a Fifa; porque de joelhos o governo permitiu.

Dona Maria vender coxinhas, seu João, pipocas ou água, nem pensar; só se for produtos anteriormente liberados pela Fifa e onde a marca será a dela. Aliás, nada é liberado se não tiver sua autorização. Quanta sacanagem para enviar dinheiro para uma organização internacional privada. Depois, o governo petista finge ser defensor de nossa soberania e interesses sociais.

É tudo pelo social, é? Social vem de sociedade... só se for a sociedade da Fifa! Alias, por que dona Maria e seu João quererão reclamar? Eles já não recebem bolsa de R$ 77? Querem mais? Ah façam mais filhos...

Essas medidas totalitárias, casuísticas, estão arrochando na recém criada Lei Geral da Copa, sancionada pela presidente Dilma Rousseff neste ano. Quer dizer, o Brasil até 2015 após a Copa do Mundo estará como uma Casa de Tolerância.

Culpar a FIFA é condenar o sofá que serviu para a consumação de um adultério ou o mato que escondeu um estupro.
Com a Copa o Brasil está sofrendo o maior superfaturamento já feito em seu território.

A cada um de nós desrespeitado pelo governo resta-nos a data que nos restituirá o que nos foi negado como o respeito à cidadania sem favorecimento, mas com méritos inquestionáveis. Cinco de outubro está próximo e a presidente candidata desde há quatro anos, cai cada vez mais nas pesquisas.

Continuemos a torcer pela seleção; vamos torcer para que o povo acorde e queira realmente ver um Brasil melhor, com sua população saudável, e evoluindo, votando melhor ainda; vamos torcer para que haja mais respeito aos valores e dignidades do cidadão, e, para finalizar: denunciar o que está errado não é hipocrisia, mas o que todo brasileiro deveria fazer. E que finalmente nossa Seleção seja a Hexacampeã pelos seus próprios méritos e da valorosa torcida brasileira que nela confia e vibra.

Enfim, que cada um de nós se apegue em nossas convicções religiosas, na energia humana, espiritual ou até superstições: calcinhas da cor preferencial, cueca furada ou nova... Vamos que vamos. Sem mais, dou-lhes bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

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